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Crítica: ‘Sonic – O filme’, Nostalgia Define!


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  • Publicado em 13 de fevereiro de 2020

11 de fevereiro, o Dammit teve o prazer de ser convidado pela Paramount Pictures para uma exibição antecipada e exclusiva de ‘Sonic – O filme’, que conta a história do corredor mais rápido do mundo. A franquia de jogos tão amada finalmente ganha uma produção cinematográfica hollywoodiana que com toda certeza deixará os fãs encharcados de nostalgia.

Fique tranquilo que não irei entrar em spoilers!

Sinopse: #SonicOFilme é uma aventura live-action baseada na franquia mundial de videogame ‘Sega’ que conta a história do ouriço azul mais famoso do mundo. O filme segue as aventuras de Sonic enquanto ele tenta se adaptar à sua nova vida na Terra com seu recém-descoberto melhor amigo humano Tom Wachowski (James Marsden). Sonic e Tom unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik (Jim Carrey) capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo.

O filme é praticamente o que você leu acima, sem muitos detalhes, nem subenredos que incrementem ou tornem a história mais complexa. Achei curiosa a quantidade de referências e homenagens ao universo da DC Comics, desde quadrinhos do ‘Flash’ e até mesmo uma baita homenagem a ‘Mulher Maravilha’, que só quem é muito fã percebeu.

Jim Carey que interpreta o vilão Robotnik, arranca gargalhadas da plateia e entrega uma atuação caótica, que divide opiniões. Porém, o que mais me intrigou foi o Sonic e suas piadas, pois muitas delas fogem de contexto, tirando o fato de serem destinadas ao público adulto, que não é o público-alvo que este filme tenta agradar. Mas, não é raro encontrarmos situações cômicas ou piadas adultas escondidas em filmes infantis, pois esse é um meio de entreter aos pais. De qualquer forma, em contexto geral, o humor funciona quando é leve e orgânico.

Bem Schwartz (Sonic) é ótimo como a voz do personagem. James Marsden (Tom Wachowski) entrega uma performance segura e engraçada, mas um tanto “quirky”. A minha maior “reclamação” quanto ao casting de atores é a química inexistente entre os personagens Tom e Maddie Wachowski (Tika Sumpter).

O desenvolvimento do filme é acelerado, em partes até demais. Fosse o filme um tanto mais longo, o terceiro ato talvez se tornasse mais prazeroso e recompensador, mas acredito que a Paramount Pictures está apenas aguardando os resultados de bilheteria para “dar sinal verde” a uma sequência.

Em questão de animação, o filme deixa a desejar, porém o desempenho pobre do CGI é definitivamente por conta do “baixo” valor de produção ($95 milhões USD) e dos “retoques” tenebrosos que a produtora precisou fazer por conta da grande polêmica da aparência do personagem Sonic, inicialmente.

Durante o desenvolvimento da história, não consegui parar de me perder dentro de tantas direções diferentes que o roteiro tomava, e na superficialidade de tudo. O filme pareceu cortado demais, se perdendo em cenas que são desnecessariamente longas e que tomaram o lugar de outras cenas que precisavam de um desenvolvimento maior e mais complexo. Também é válido dizer que têm horas que ‘Sonic – O filme’ não sabe para quem foi feito. Para os pais? Para os fãs dos jogos da década de 90, que hoje já estão na casa dos 40? Para crianças? Adolescentes…? é muito confuso ouvir diálogos distintos, que quando analisados, tiram a personalidade e peculiaridade dos personagens, apenas para servirem de “alívio cômico”. Sem contar com a tonalidade oscilante e confusa, que transparece até mesmo na trilha sonora do filme. Mas devo admitir que uma coisa foi certeira: A nostalgia! Deixando os defeitos de lado, o filme faz um bom trabalho ao incrementar aspectos do jogo de forma criativa e divertida.

Como crítico, meu trabalho é avaliar uma produção cinematográfica e todos os aspectos que a envolve, e devo admitir que fiquei “partido em dois” nesse filme. 1. Porque é um filme de criança, raso e com um humor forçado. 2. O filme não admite ser o que é. 3. Como criticar algo que não deve ser “levado a sério”?

Nota Final: 6/10

Cal F. (10)

21 anos, escritor, (quase) formado em marketing. Apaixonado por entretenimento e, principalmente, por cinema!

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