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“The Crown” volta ainda melhor para 3ª temporada

A terceira temporada de ”The Crown” chegou com o intuito de colocar os pingos nos “is”


(Reprodução/Netflix)

   ALERTA SPOILER  

Após Claire Foy passar o lugar para Olivia Colman, a série original da Netflix continua ainda mais madura.  Logo no primeiro episódio da nova temporada de “The Crown” percebemos que o processo de adaptação passou. Agora é continuar seguindo os protocolos para que a coroa, mesmo frágil, siga soberana.

É sempre um choque não reconhecer mais os protagonistas. Foy brilhou no papel de rainha, com seu olhar, falas e gestos expressivos. E já Colman, é uma rainha mais contida, porém mais confiante e experiente. Assim acontece com outros atores. Tobias Menzies, agora Príncipe Philip, já tinha mostrado no final da segunda temporada que seu personagem se tornaria uma pessoa rancorosa, mas obediente às normas da monarquia. Margaret, interpretada por Helena Bonham Carter, apresentava sinais de melhoras após se casar com o fotógrafo Lorde Snowden, agora na pele de Ben Daniels. Mas era apenas sinais. Pois as brigas e o consumo excessivo de álcool atrapalham sua vida pessoal. Mas o grande ganho para a série é ver o Príncipe Charles (Josh O’Connor) e a Princesa Anne (Erin Doherty) intoxicados e quase “subimos” aos princípios da coroa. E para quem é fã de “Game Of Thrones” vai ficar surpreso em encontrar Charles Dance, interpretando o tio de Charles.

(Reprodução/Netflix)

Os membros da realeza são projetados para terem um punho de aço. E esse é um diferencial que permuta a terceira temporada. Como ver Elizabeth como um ser humano qualquer, se as regras aplicadas a ela quando era nova, agora fazem parte de sua personalidade. E como observar uma vida regada de caprichos e partir disso tirar a conclusão de que tudo não passa de uma farsa. Charles e Anne nasceram em épocas diferentes. Suas virtudes e convicções sobre a vida ou amor vão além do entendimento do regime.

Príncipe Philip sempre teve mágoa de sua infância, e isso fez com que ele rompesse com sua fé, depositando-a por completo nas conquistas humanas. Fica ainda mais intenso e instigante quando temos a comprovação de que a coroa pode e deve sim intervir em assuntos particulares quando não forem convenientes para si mesmos. É uma confirmação clara de que nem sempre o amor vence. Porém, nas faces de Charles, percebemos que nem todos possuem o dom para governar. Elizabeth é um poço de racionalidade e frieza, mas são essas qualidades atribuídas que fazem seu reinado durar. Ela conta em algum momento que desde sua coroação, em 1953, já teve sete primeiros-ministros. Não é um motivo de orgulho, visto que, o país passou por sérias greves e desastres. Mas é um reflexo de como ela tem vocação.

(Reprodução/Netflix)

É uma temporada para fechar alguns ciclos, mas para trazer novos acontecimentos e abordar questões políticas de maneira coerente, sem deixar o público de fora tonto. O roteirista Peter Morgan segue dando conta do recado. Conflitos familiares, às vezes podem ser chatos e exaustivos. Mas a narrativa que parece pomposa para nossos olhos e ouvidos é simples e cativante. Ele sabe como fazer com que o telespectador fanático pela monarquia e até mesmo o despreocupado sinto empatia por eles. A trilha sonora composta por Rupert Gregson-Williams é menos explosiva que às anteriores. Mas simboliza cada momento de forma impecável. Embora a tensão política no país esteja em alto nível, a coroa mesmo com as turbulências de Charles e Margaret, a trilha reflete na estabilidade pessoal e emocional dos personagens. O design de produção segue grandioso. Realmente estamos vivendo no centro da alta realeza.

(Reprodução/Netflix)

São dez episódios. E todos abordam algo novo. Porém essa temporada trouxe uma maior flexibilidade para os personagens. Margaret recebeu mais atenção na segunda temporada. Agora, além dela outros ganham seus próprios episódios. Entretanto, Morgan sabe amarrar e agregar mais pontos para que as próximas histórias sejam introduzidas naturalmente. É sempre difícil contar novamente algo que esteja ao alcance do público.“The Crown” traz a história mas também cria a partir de fatos que são de pouco conhecimento um novo olhar para a monarquia. Foi uma ótima e justa temporada para todos. Apenas uma questão: Será que a quarta temporada irá superar a anterior?

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Andressa Mendes (25)

Miss Americana & Estudante de jornalismo. Amante dos filmes preto e branco e musicais, mas o coração bate mais forte quando pensa no "O Primeiro Homem, de 2018". Whenever, Wherever vejo séries. Prefiro o gênero ficção, mas aceito dicas.

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