Um espetáculo e uma grande pista de dança! Assim foi o show da Wanessa Tuned

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Se você tem algum pré-julgamento pelo que ouvia no passado, prepare-se para se surpreender com a nova Wanessa. Poderosa. Assim se resume essa nova fase da cantora Wanessa que resolveu surpreender a todos após 13 anos de estrada. A cantora começou sua carreira em 2000 com seu primeiro CD “Wanessa Camargo”, quando ainda adotava o sobrenome de sua família. Apesar de ter conquistado um certo público na época, Wanessa ainda parecia bem perdida no tipo de música que fazia, que era um pop romântico e parecia muito com Sandy & Junior – o que justifica as inúmeras comparações entre ela e Sandy. Só que desde o começo Wanessa tinha uma característica que era notável: o que ela queria mesmo era cantar em inglês.

Seus primeiros álbuns (com exceção de “W” e “Total”) têm músicas em inglês, mas nenhuma pegava com seu público que preferia as baladinhas românticas que a levaram a topos de paradas musicais do país. Até que em 2011 nasceu uma nova Wanessa. A cantora passou algum tempo fora do país pesquisando e conhecendo novos sons, vendo o que estava rolando no mundo para trazer novidades para seu mais mais recente álbum e que dá nome à turnê. “DNA” é um álbum 100% cantado em inglês com uma pegada pop mais eletrônica e mistura vários sons, mas essa não é a maior novidade: a voz de Wanessa, que era bem crua no começo e foi melhorando com o passar do tempo está, para dizer no mínimo, incrível. O título do álbum poderia ser até autobiográfico, porque a cantora parece estar em seu habitat natural com o álbum, como se aquele tipo de música estivesse em seu DNA.

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Já tinha assistido a um show da Wanessa na turnê “Transparente” e, apesar de simpática e cantar tudo certinho, ela parecia ainda um pouco perdida, como se aquele ambiente ainda não fosse natural. Apesar de fofa, a cantora parecia perdida e tudo parecia mecânico. Ela subia no palco, era fofa, dava uns passinhos de dança, sorria, cantava sem errar as letras e pronto: missão cumprida. E o que vi na última sexta-feira (10/5) foi uma outra pessoa.

A nova era de Wanessa botou o Vivo Rio abaixo, e o transformou em uma grande pista de dança. Entre jogos de luzes, trocas de figurinos e um público afiado, dançante e animado estava uma mulher agora muito decidida. A cantora cantou todas as músicas ao vivo, sustentou notas altas – destacando “Não Me Leve a Mal” -, dançou em todas as músicas  em coreografias difíceis, e não deixou a desejar em nenhum momento. Os anos de preparo para que essa turnê saísse realmente valeram a pena, porque Wanessa conseguiu o que muitos artistas internacionais não conseguem: cantar, dançar, ter presença de palco e levar o público ao delírio. Como grande admiradora da Wanessa fiquei muito feliz em vê-la tão à vontade em cima do palco, fazendo a música que ela gosta. E o melhor: ela encontrou sua identidade.

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Três momentos foram inesquecíveis nesse show. O primeiro foi a participação da cantora Preta Gil, que no DVD faz um dueto do sucesso “Amor Amor” e repetiu a parceria no show do Rio, além de cantar “Estéreo”, música de seu repertório. Sempre muito carismática e divertida, Preta levantou ainda mais o público que se preparava para receber mais uma vez Wanessa com a segunda parte de seu show. O segundo foi o público levantando uma plaquinha escrito “Oh”, parte do refrão da música “Hair & Soul”, deixando a cantora tão emocionada a ponto de errar uma parte da música. E o terceiro destaque foram os bailarinos e as coreografias, que estavam em perfeita sintonia entre si e com Wanessa que fizeram um espetáculo à parte.

Após 13 anos, Wanessa finalmente está mostrando a que veio e fazendo com maestria. Um show de padrão internacional, com uma performance infinitamente superior a muitas cantoras famosas e de visibilidade mundial. A maioria não aguenta dançar e cantar uma música que termina a apresentação esbaforida. Wanessa não. Essa artista é um orgulho para  a música pop brasileira, indiferente do idioma que ela canta. Wanessa está mostrando o seu real DNA, que vai muito além das influências da família e revolucionando o pop no Brasil. Afinal, não é qualquer cantor que tem uma música elogiada pelo jornal The New York Times.

Foto: Veja

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Postado dia 14 de maio de 2013

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