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ANATOMIA DO POP: O ostracismo do “Fator X”

Qual é o real problema que assombra a poderosa e admirável voz de Leona Lewis? Dissecando os problemas por trás do sucesso (ou da falta dele) dessa grande voz britânica.


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  • Publicado em 21 de janeiro de 2013

Leona-Lewis-024Seria um clichê grande se eu começasse essa primeira coluna dizendo algo do tipo “ai, eu sou péssimo com apresentações!”, não é? Mas o caso é esse mesmo. Não sei direito como fazer isso, então vou direto ao ponto. Olá vocês, leitores do Dammit, meu nome é João Henrique Schiavo e essa é minha coluna, “Anatomia do Pop”, que será semanal e sempre cheia de novidades do universo pop (sejam elas boas ou não)

Bem, nem só de sucessos vive o universo pop, certo? É ingenuidade pensar que toda canção pop é propensa a  ser um grande hit. Às vezes, simplesmente falta algo. Falta produção, falta fôlego para a canção, falta vontade da gravadora, falta divulgação do artista, entre tantos outros fatores que “matam” diversas músicas e nem as deixam ver a luz do dia direito. É o caso atual de diversos artistas que, em antigos tempos áureos, já tiveram sua coroa polida e devidamente posta a cargo quando o assunto era “sucesso” (Christina Aguilera e seu gênio da garrafa que o digam).

Aguilera não é a única que anda sofrendo com o problema da falta de interesse do público em geral. Nelly Furtado, Ashlee Simpson e até a rainha Madonna sofreram com o desempenho de seus últimos singles nos charts mundiais. Alguns sequer entraram em rotação em tabela alguma, situação preocupante para ambas, que, cada uma em seu momento, já estiveram no topo do mundo. A situação parece ser ainda mais grave para uma outra colega de profissão: Leona Lewis. Quem não lembra  da moça simples e cativante, vencedora da terceira temporada do The X Factor  britânico? Seu futuro parecia promissor, e seu público era extremamente apaixonado. E assim foi, até certo tempo, quando o mesmo pareceu se “desinteressar” pela garota de voz forte e melancólica.

O ponto alto (ou baixo?) desse desinteresse foi o último single da moça, a balada Lovebird, composta por um time caprichado e produzida delicadamente por outro, extremamente competente. Leona sequer tocou na canção, sendo apenas a (fenomenal) intérprete da mesma. Pois nem de bons produtores ou compositores vivem o estrelato, e o amargo gosto do fracasso chegou para Leona mais uma vez!

Lovebird, por sua vez, é uma canção extremamente melódica, doce e completamente fora de qualquer padrão de algum hit atual. Seguindo o estilo do Echo, Leona investe em baladas fortes que impõe sua grandiosa voz e sua postura enquanto artista. É claro, lançar algo como esse em uma terra em que Scream and Shout é injustamente; valorizada, é um risco. E foi um tiro no pé para Leona e para sua gravadora, mas jamais para sua posição enquanto intérprete. A suavidade e a doçura mascaradas escondem uma letra de despedida e uma fragilizada e vulnerável Leona. Quase uma confissão. Lovebird só vem para mostrar que, não importa a moda, ainda existe esperança e coragem na música pop.

A canção deve um desempenho vergonhoso nos charts, vendendo menos de 600 cópias em sua semana de lançamento, não entrando sequer no top 200 do Reino Unido. Nem o lançamento do clipe, performances e comerciais de divulgação parecem subir a mulher que, um dia, já teve o mundo aos seus pés.  As fracas vendas do seu mais recente disco, Glassheart, também não surpreendem: foram menos de 100 mil cópias em 3 meses de vendas no Reino Unido. Muito fraco para uma artista do porte de Leona.

O que será que andam acontecendo com as vozes poderosas? O dubstep e o autotune realmente vieram para ficar? Ou será que ainda ouviremos grandes hinos como Run e Happy em posições estelares?

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Leona Lewis: falta de divulgação ou desinteresse geral?

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