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K-Reviews: Confira os principais lançamentos do K-Pop em janeiro

Venha ver todos os MVs de K-pop que foram lançados em janeiro e o que achamos de todos!


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  • Publicado em 02 de fevereiro de 2019

Primeiramente bem-vindos ao primeiro K-Reviews! Aqui teremos justamente o que o nome sugere: análises, críticas e comentários dos principais lançamentos do K-Pop.

Todo mês uma coluna com comebacks e debuts do máximo de grupos possível (gente, são muitos!) para manter a gente atualizado e, quem sabe, também conhecer e se apaixonar por grupos novos.

Sem mais enrolação, vamos nessa! (Ah!, está tudo em ordem dos lançamentos, viu?)

 

Chung Ha – Gotta Go

Chung Ha resolveu começar o ano com o pé na porta. O som que lembra uma flauta no início de Gotta Go já nos deixa preparados para mais um hino de uma das principais solistas da geração. Depois das ótimas Roller Coaster e Love U, lançadas em 2018, Chung Ha apostou em um clima mais adulto, deixando o ‘girl crush’ de lado e buscando um visual e até letras mais maduras para a nova title, falando sobre um amor que poderia dar certo se o momento fosse outro.

Em um primeiro momento, Gotta Go pode não ter o impacto ou o fator chiclete que Roller Coaster, por exemplo, teve – é impossível não ficar com o ‘roller coaster woooaaaaah I need you looove woaaaah” na cabeça logo na primeira ouvida – mas são nos pequenos detalhes de produção que a nova title ganha nossos corações, seja com a querida flautinha que volta no refrão, com a coreografia sexy e divertida ao mesmo tempo, ou com a segunda parte do chorus, que ninguém espera e parece um refrão completamente novo, mas acaba sendo uma das melhores partes da música.

 

M.O.N.T. – Will You Be My Girlfriend?

Depois de quase dois anos, o M.O.N.T finalmente conseguiu fazer seu debut, que foi o primeiro de 2019. Como em qualquer debut, sempre espero conseguir ter uma boa noção da vibe do grupo como um todo e que tipo de artistas querem ser. E, se Will You Be My Girlfriend é algum indicativo de o que o grupo promete daqui pra frente, infelizmente não pretendo acompanhar. Apesar da personalidade fofa e divertida dos membros brilhar muito no vídeo – e a ideia das placas com os nomes nas cenas ser ótima, especialmente para um MV que busca justamente apresentar os membros para o público – a música em si não vai para lugar nenhum.

Com uma batida repetitiva e sem um gancho de fato atrativo, as únicas coisas que me fizeram assistir o MV até o final foram o timbre dos vocais, vídeo fofo e a promessa de fazer essa coluna do jeito certo, porque eu estive bem perto de desistir. Posso ser um pouco suspeita por não ser a maior fã de aegyo do mundo, mas a gente sabe que dá pra fazer aegyo muito bem e muito bom. Porém, infelizmente, não foi dessa vez para o M.O.N.T.

 

Apink – %%

Logo de cara, é impossível não comparar %% com I’m So Sick. Não só porque o último comeback do Apink foi a definição de 80s Pop Perfection, mas porque a estrutura da nova title também segue a mesma fórmula anterior. Os sintetizadores estão lá, o clima nostálgico também, tudo amarrado por uma luz rosa neon que parece refletir até no som do sexteto. Tentar emular um sucesso anterior é sempre um risco, e, apesar de o girlgroup ter conseguido seguir a mesma fórmula sem se plagiar, %%, pelo menos de cara, não tem o mesmo impacto da última title.

Pode ser que eu tenha fica distraída com a quantidade de informação do MV – ou não tenha neurônios suficientes para entendê-lo – ou com a beleza da Naeun (sério, gente, como pode?), mas a música em si não me pegou de primeira, ou de segunda. Na terceira, desta vez com a letra – que eu preciso de mais tempo para entender 100% – , passei a gostar mais e acredito que a música seja um grande exemplo daquelas que vão melhorando com o tempo e, quando você vê, se tornou uma de suas favoritas.

 

KNK – Lonely Night

Vamos começar com sinceridade. Eu nunca ouvi nada do KNK. Tenho algumas amigas que já me indicaram, mas nunca arranjei o tempo para parar e ouvir até o momento em que eu decidi fazer essa coluna, justamente para não perder mais lançamentos e saber o que está rolando pelo K-Pop. E daí eu fui ouvir Lonely Night. E estava vendida com 10 segundos do MV. Talvez eu só seja muito fraca para saxofone. Aos 26 segundos pausei de novo sabendo que estou ferrada e vou ter que virar fã de mais um grupo.

O saxofone fazendo as vezes de sintetizador no refrão me fizeram ter um surto durante o meu horário de almoço no trabalho. A ponte com os instrumentais bem crus antes dos versos dos rappers. Eu estou fora de mim. Eu infelizmente não posso parar agora para ouvir a discografia porque ainda tenho 15 lançamentos do mês para analisar. Mas STAN KNK. É isso.

 

iKON – I’m OK

Diferente do KNK, eu conheço algumas coisas do iKON e, seguindo a linha da sinceridade, nunca fui muito fã. Eu não sei exatamente o que é que não me deixa gostar dos últimos comebacks que ouvi, mas resolvi chegar aqui na coluna com o coração 100% aberto para I’M OK. E foi uma das melhores coisas que eu fiz.

Como boa vendida para rappers, principalmente quando os versos são embalados por instrumentos mais clássicos, fui conquistada logo no começo com o piano acompanhando o verso do Bobby, que para mim pode ser considerado um dos melhores rappers da geração. O resto dos versos – apesar do instrumental ótimo – não quis me dizer muita coisa, talvez por não terem muita variação – que deixa a música um pouco monótona – e não perceber muita diferença no tom dos vocalistas (sinto que muitos têm tons mais nasalados e o único que acaba se destacando para mim é o Ju-ne). Dentre as músicas que conheço do iKON, I’M OK é com certeza um destaque, principalmente pela letra honesta, mas sinto que ainda estou esperando por aquela música que um dia vai me conquistar de verdade.

 

WJSN – La La Love

Antes de dar play em La La Love, eu estava esperando mais uma “abertura de anime” (e eu sei que esse não é o melhor dos termos, mas todo mundo entende do que estamos falando, não?) porque é o que eu tenho a impressão que o WJSN sempre entrega. Não que tenha nada de errado com isso, mas às vezes a gente se acostuma com algo e meio que já sabe o que vem pela frente. E, apesar de não achar que estava 100% errada, a nova title do grupo acabou sendo uma grata surpresa.

A intro tem uma vibe muito anos 90 que tirou um pouco a roupagem da tal “música de anime”, mesmo que os efeitos tenham voltado no refrão para não descaracterizar muito o estilo do grupo. O hook do “la la la la la love” é super chiclete e tem tudo para ficar na minha cabeça por um bom tempo, o que é um mérito que outras titles do WJSN não tinham conseguido, então, depois dessa grata surpresa, posso até dizer que o grupo ganhou mais uma seguidora.

 

ONEUS – Valkyrie

Finalmente chegamos NELES. O debut que todos os meus amigos passaram três semanas me implorando para ouvir. E com tanta propaganda é impossível não clicar já com uma expectativa altíssima, né? E ao ouvir Valkyrie pela primeira vez, eu com certeza entendi o hype. Primeiramente pelo visual e coreografias impecáveis. A música em si começa com uma guitarra diferente, dando uma sensação de novidade mesmo, e sua presença pelo resto da música, para mim, é a melhor parte dela.

O pré-refrão apenas com o instrumento é de longe meu verso preferido, ainda mais somado com a coreografia. Já o refrão, honestamente, não me agradou. Ele teria tudo para ser perfeito não fossem os sintetizadores muito altos, guiando todo o ritmo, que acabaram me incomodando justamente por cortarem o clima do resto da música. Achei a ponte um pouco confusa também por parecer uma outra música completamente diferente. Não que ela seja ruim, muito longe disso, mas demorei um tempo para assimilar a mudança, que acabou ficando interessante considerando que o resto da música segue um padrão até que bem regradinho. Meus amigos até tentaram me convencer, mas não foi dessa vez que o ONEUS me conquistou. 

 

VERIVERY – Ring Ring Ring

Lembram umas cinco reviews atrás que eu tinha falado que não era muito fã de aegyo? Pois bem, cancelada a declaração depois de assistir o debut do VERIVERY. Que música e MV mais gracinhas!!!! Primeiro falando dos visuais, as cores são lindas, o clima é mega descontraído e divertido e dá uma sensaçãozinha de felicidade tão gostosa que eu só quero assistir em loop para sempre.

A música tem um clima anos 90 (tanto na batida – que remete ao hip-hop da época – quanto na melodia, que tem todos os elementos comuns ao pop de boybands, incluindo os gritos no fundo e as escalas de teclado meio aleatórias) e eu, como boa viúva da década, não poderia ter ficado mais feliz com essa surpresa, já que realmente não sabia o que esperar dos rookies (que agora já têm um pedacinho do meu coração).

 

GFRIEND – Sunrise

Assim como o WJSN, sempre tive uma ideia muito definida do que esperar do GFRIEND, mesmo sem de fato acompanhar o grupo. E eu definitivamente não estava esperando que Sunrise fosse começar como uma balada no piano com seção de cordas. Ok que o momento durou apenas 20 segundos e nos 00:25 já estávamos ouvindo uma batidinha como se o resto nunca tivesse acontecido, mas foi legal a surpresa.

O estilo que eu estava aguardando – o famigerado “tema de animê”, aquele lá das próprias WJSN – finalmente apareceu, como sempre muito regido pelos violinos, que aparecem com muita força por toda a música. E no fim, apesar de é isso que Sunrise é para mim: mais uma música boa do GFriend, só que dessa vez mais lenta do que Navillera ou Fingertip

 

ATEEZ – Say My Name

Ok, vamos começar avisando que eu sou suspeita aqui porque de todos os lançamentos do mês, o Ateez é o único grupo de quem me considero fã. Depois de um debut que eu considero perfeito, o primeiro comeback deles gerou expectativas altíssimas de se viriam com a mesma qualidade do Zero to One. E felizmente não fui decepcionada. Mais uma vez a rapline tem muito destaque, cantando a maior parte dos versos e Mingi tomando conta do refrão, coisa que agrada aqueles que curtem o lado mais hip-hop do grupo (tipo eu). Mesmo assim, acabei sentindo falta de vocais poderosos, como sabemos que JongHo, principalmente, tem muita capacidade de fazer.

Na parte de produção, a escolha por um violão acústico no lugar de sintetizadores dá uma leveza nos primeiros versos que é compensada pelos rappers e pela batida bem grave que acompanha a música inteira. A tensão construída para o refrão é um pouco longa e sinto que o drop poderia ter sido ainda mais pesado para compensar, mas o refrão não deixa de ser ótimo apesar disso. A letra é chiclete mesmo quando em coreano, com a repetição da palavra ireumeun (que significa ‘nome’) e, quando somada com a coreografia que nasceu para ser viral, não é difícil de entender por que o Ateez tem crescido cada dia mais.

 

ASTRO – All Light

Eu estaria mentindo se dissesse que nunca ouvi uma música do Astro, mas também estaria mentindo se dissesse que me lembro de alguma delas. Apesar do carinho enorme que tenho por eles por algum motivo (chamado Amigas Arohas), nunca de fato me interessei na música deles. Fui assistir All Light com a melhor das intenções do mundo e, apesar de não ter me decepcionado, também não posso dizer que seja uma das melhores músicas do mundo. Ou do mês.

All Light faz tudo certinho. A batida é boa e não cansativa, os vocais são bons e os rappers melhores ainda, mas sinto que falta alguma coisa. Um break diferente, um ponte surpreendente ou um refrão bem chiclete que vai me fazer lembrar da música amanhã. Mas a realidade é que eu talvez não me lembre dela daqui meia hora. Sei que eles tiveram seu first win recentemente e estão indo relativamente bem de vendas com o lançamento, mesmo com um ano bem difícil para o grupo e para a empresa, então espero que eles ainda tenham um caminho longo pela frente e, quem sabe, um dia consigam me conquistar de vez. (Mas alguém me explica por favor a coreografia que do nada tem dois se pegando e depois estão tirando a roupa, eu realmente não entendi)

 

SEVENTEEN – Home

Depois da primeira vez que ouvi Home, eu tive que tirar um dia inteiro e ouvir novamente para escrever essa review simplesmente porque eu não sabia o que escrever. Da segunda vez, que eu achei que ia me ajudar, talvez só tenha me atrapalhado. Eu gosto muito da vibe mais tranquila dos primeiros versos (mesmo tendo certeza que já ouvi os acordes de 0:47 em algum verso por aí que termina em ‘paradise’) e da construção pro clímax. Mas o clímax não vem. E eu esqueço disso sempre e acabo me decepcionando quando a tensão acaba no nada, mesmo com o drop vindo depois em um refrão realmente ótimo.

E depois a gente segue a ordem bonitinha de verso dos rappers, verso vocal, esse build-up, pré-refrão e fica esperando o refrão e mais uma vez a música te pega de surpresa para colocar uma ponte que ninguém esperava e mais uma vez eu fiquei confusa. Mas depois de ouvir algumas vezes tentando entender, eu percebi ter gostado justamente de eles terem fugido do óbvio. Porque é muito fácil analisar uma música que seja verso 1 > pré refrão > refrão > verso 2 > pré refrão > refrão > ponte > refrão (também conhecida como a fórmula mastigada de se fazer pop desde a invenção do pop como conhecemos lá nos anos 90, com o sueco Denniz Pop). E eu estou feliz que o Seventeen tenha me dado esse desafio. Que venham muitos outros.

PS: Alguém demite o estilista que colocou aquele cobertor no braço do Vernon, é sério.

 

Cherry Bullet – Q&A

Para quem falava que não era fã de aegyo, até que estou muito vendida para os conceitos fofos lançados nesse mês. Apesar de ser impossível não comparar Q&A com Bingle Bangle, do AOA, o debut do Cherry Bullet acabou cumprindo bem o seu papel como debut: apresentar e dar o tom do que o grupo pretende ser. Isso se a gente não levar o MV em consideração porque é apenas absurdo que um MV de debut não tenha nenhum close up de algumas integrantes (Justiça para Lin Lin e Remi!!!!).

Mas voltando para a música, a primeira coisa que pensei ao ouvir foi: que confusão. Não pela estrutura dela, já que segue o famoso padrãozinho, mas é que os versos e o refrão parecem uma música completamente diferente do pré-refrão. E os pedaços são todos bons, só que de certa forma parecem um Frankenstein que não deveria ter vida, mas acaba tendo. E uma vez que você se acostuma, a música é uma delícia. E quando menos perceber vai estar cantando os infinitos “da da da” do refrão no meio da rua porque é o quão chiclete ela consegue ser.

 

CLC – NO

Depois da ótima Black Dress, foi longa a espera por um comeback do CLC, principalmente que fosse à altura do que as meninas já entregaram antes. E NO chega com elas fazendo justamente o que muita gente esperava: com um visual mais maduro, som mais pesado e muita atitude. As primeiras batidas da música tem uma vibe muito divas pop anos 2000 que eu amo e sinto saudades, então já fui preparada para gostar. Confesso que fui perdendo um pouco o hype ao longo da música, não por ela ter ficado ruim, mas por não ter seguido o que eu imaginei pelos primeiros segundos.

Minhas expectativas à parte, NO tem muitos momentos de destaques importantes para se construir um bom hit: seja os versos com personalidade (com um grande destaque para a Seungyeon, que dá o tom da música toda), o break que se repete algumas vezes com o “red lips NO, earring NO, high heels NO”, o verso da Yeeun, o refrão que consegue ser chiclete sem ser chato, e por aí vai. Se a música vai de fato finalmente dar um maior destaque ao CLC ainda não sabemos, mas seguimos na torcida para que a Cube nunca mais deixe essas meninas mudar de estilo.

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