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K-Reviews: Confira os principais lançamentos do K-Pop em junho

O mês de junho foi recheado para os fãs de K-pop. Saiba mais!


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  • Publicado em 04 de julho de 2019

Todos podemos concordar que o mês de Junho nos trouxe muitas novidades, né? Tivemos debut surpreendente, comeback que faz a gente relembrar aqueles grupos que amamos e estão cada vez melhores, e muito (muito mesmo) assunto pra conversar!

Sem mais enrolação, vamos nessa! (Ah!, está tudo em ordem dos lançamentos, viu?)

  • Cosmic Girls – Boogie Up

Se o objetivo desse comeback das Cosmic Girls era ter um verdadeiro hit de verão, elas com certeza conseguiram cumprir o requisito. Ainda é um pouco cedo para afirmar se Boogie Up é de fato um hit, mas todos os elementos estão lá.

Começando pelo MV, as cenas divertidas e focadas na amizade das meninas são leves e aparentemente espontâneas, te fazendo desejar curtir um dia na praia exatamente como elas (e talvez com pelo menos metade dos lookinhos também). Pontos positivos também para a coreografia fofa e relativamente fácil, perfeita para ser copiada pelas festinhas de k-pop por aí.

A produção da música tem uma pegada um pouco anos 80 com os sintetizadores bem altos e até os gritinhos no fundo entre um verso e o outro, mas é no refrão que Boogie Up realmente brilha, primeiro com a repetição do nome da música antes do drop e o foco no instrumental apenas com ‘boogie up’ sendo repetido algumas vezes, o suficiente para ficar grudado na cabeça sem você se irritar.

Mas o que mais me deixou feliz com a música, além de ela ser muito boa – nada de muito especial, confesso, mas cumpre mais do que bem sua proposta – é o quão diferente ela é não só do último comeback, La La Love, mas de todo o estereótipo sobre o estilo do WJSN, mostrando que sabem ser versáteis e mandar muito bem em qualquer estilo.

  • Fromis_9 – FUN!

Com apenas 10 segundos de música, eu já percebi que seria difícil chegar no final. Tenho que confessar que nunca gostei de nenhuma música do fromis_9 que escutei, então cada novo comeback fico naquela apreensão de ‘será que agora vai?’. E infelizmente ainda não foi dessa vez.

Apesar de algumas partes bem interessante, como o pré-refrão mais lento e o segundo verso das rappers, o resto da música poderia ter umas 3 ou 4 linhas de instrumento a menos na produção que talvez ficaria bem melhor, e até mais fácil de ouvir.

O gancho do “fun!” a cada 5 segundos no refrão sem dúvida cumpre seu papel de ser um chiclete que beira o insuportável, mas a produção me impede de sequer ter vontade de ouvir a música novamente, o que é um dos maiores problemas que uma música pode ter: zero ‘replay value’ (que é como chamamos aquela vontade de ouvir a música em loop e que todo bom hit tem a obrigação de ter).

  • BoA – Feedback

Esse comeback surpresa da BoA (ela anunciou com apenas 5 dias de antecedência!) foi realmente uma surpresa mais do que grata. Feedback pode não ser nenhum hino das pistas ou uma das músicas mais impressionantes do ano (ou do mês), mas isso não quer dizer que ela não seja perfeita em todos os sentidos.

O clima leve e divertido da música é traduzido pelo fato de que ela praticamente não tem linha grave na produção. Num primeiro momento confesso que senti falta da batida, mas logo aceitei que ela não é mesmo para existir. A música como um todo te dá quase a sensação de estar flutuando e às vezes a gente precisa justamente disso, de uma música apenas para curtir e relaxar.

Um dos outros pontos altos aqui é claramente o MV. É muito interessante ver um vídeo de k-pop cheio de dançarinos e atores de diferentes etnias considerando o quão fechado o país como um todo ainda é para estrangeiros, então fico feliz em ver artistas cada vez mais seguindo esse caminho da diversidade.

  • Jay Park – Feng Shui

Eu nem deveria estar colocando Jay Park nessa review primeiro porque muito gente já nem o considera mais como K-Pop já que está se dedicando exclusivamente aos EUA já faz algum tempo e nem nunca foi visto como solista ‘idol’ na Coreia do Sul. E segundo porque eu sou muito suspeita já que amo praticamente tudo que esse homem já lançou.

Tendo R&B como meu gênero musical preferido, foi muito fácil me tornar fã do trabalho do Jay, então aqui estamos mais uma vez para falar que ele é perfeito. Ok, nem tanto, mas realmente é muito fácil de ele me agradar.

Com Feng Shui não foi diferente. A batida, o flow, a melodia, tudo nela parece que foi feito em um moldezinho para ser uma típica música de R&B correta e, por mais que ela não seja nada de especial – e até tenha um refrão repetitivo que beira o chato -, ela entra para a lista de mais uma que me faz ter Jay Park como um dos meus artistas preferidos da atualidade.

  • ATEEZ – Wave

Enquanto alguém que acompanha o ATEEZ desde o debut, não posso dizer que Wave seja minha title preferida deles, mas isso não quer dizer que ela não esteja cheia de méritos.

O segundo comeback do grupo veio para mostrar um lado diferente deles. Claramente mais no clima de verão (que começou agora no fim de junho em todo o hemisfério norte), a title – e o álbum todo – veio para mostrar um lado mais leve, jovem e divertido do grupo, que até então tinham mostrado bastante potência com músicas com pegadas mais ‘dark’ e um som mais pesado.

Agora, os sintetizadores tipicamente do tropical house dão um tom não só mais divertido, mas também mais genérico ao som do grupo, o que não necessariamente é uma coisa ruim. Não importa em que lugar do mundo estamos falando, todos os artistas sonham em ter um hit no verão e é comum que utilizem de métodos mais ‘batidos’ para buscar um som apelativo e grudento na medida certa para conseguir isso.

E é exatamente isso que Wave é: uma música com elementos que são necessários para buscar um hit de verão, desde o tema praia, o tipo de sintetizador até o gancho, que honestamente não me agrada, mas é impossível e não ficar na cabeça, com a mais do que famosa frase ‘Hakuna Matata’.

Ainda está cedo para saber – assim como Boogie Up, das WJSN – se a aposta vai vingar, mas se não de também, pelo menos nós ganhamos uma nova versão do Ateez e mais uma música boa na discografia.

  • Somi – Birthday

Depois de uma verdadeira jornada após o fim do I.O.I, muitos se perguntaram se o debut solo da Somi realmente ia sair. E depois de ela sair da JYP e se enfiar na Black Label – uma subsidiária da YG -, onde continuou de molho por um tempo, finalmente chegou a hora de Somi sair do porão.

E não tinha forma melhor de ela fazer isso do que com Birthday. Divertida, chiclete e farofa na medida certa, o debut de Somi consegue mostrar diversas facetas e talentos dela, fator importante para aqueles que não acompanharam sua jornada no Produce 101 e depois dele.

A música obviamente tem suas marcas de tempo por ser um descarte de anos atrás, engavetada na YG esperando o momento de finalmente ser lançada e, para mim, não poderiam ter encontrado oportunidade melhor.

  • SF9 – RPM

Se eu tivesse que definir RPM em uma palavra seria: surpreendente. Tirando o refrão, que se assemelha bastante a vários últimos lançamentos de boygroups, absolutamente nada segue o padrão esperado para uma música de qualquer gênero.

Praticamente sem melodia nos primeiros versos, o tom da música fica quase 100% grave, misturando as batidas pesadas com as vozes igualmente baixas. É só com o primeiro vocal que RPM ganha mais ritmo, mas ainda com o diferencial de soar quase acapella, com um eco forte nos vocais e ainda praticamente sem instrumental.

Mas isso é logo quebrado com um break no pré-refrão, que pode ser considerado o ponto mais importante da música. A batida muito grave sozinha é extremamente inesperada e eu não me lembro de ter visto algo parecido antes e com certeza é o que vai me fazer lembrar da música daqui da frente.

  • Stray Kids – Side Effects

Depois da surpresa de não ter odiado MIROH, fiquei na expectativa de o que o Stray Kids traria para mim dessa vez. E infelizmente parece que o último comeback foi mesmo um ponto fora da curva.

E não é que a música seja ruim. Eu realmente gosto dos versos mais lentos e o jeito que o pré-refrão constrói o drop, mas o refrão e a batida principal e Side Effects seguem o estilo que eu menos suporto de música eletrônica, que é o industrial ou dark EDM.

Apesar de partes boas, a música é confusa (e o MV não faz sentido nenhum quando combinado ao clima pesado da letra e da batida) e talvez seja parte do estilo, que eu honestamente não costumo escutar, mas dessa vez não deu. 

  • Red Velvet – Zimzalabim

Considerando todos os comentários sobre Zimzalabim que ouvi antes de escutar a música, eu honestamente estava esperando muito pior.

Ela não está nem perto de ser uma das melhores músicas do Red Velvet, mas até chegar no break eletrônico na ponte, ela é uma música diferente e divertida, no mesmo estilo de Really Bad Boy (não pelo ritmo, mas pela proposta).

Os primeiros versos são bem legais e tem uma batida um pouco mais eletrônica, mas não a um nível que incomoda aqueles que não gostam, e o refrão bem clean é uma invertida interessante na estrutura da música.

Para mim ela se perde um pouco depois do break, que é EDM demais pro meu gosto, e que é estendido até o fim da música, com um último refrão bem diferente dos primeiros. 

É uma música ruim? Não. É a melhor que o Red Velvet já fez? Nem de longe. Mas não nos impede de se divertir um pouco repetindo ‘zimzalabim’ na cabeça sem parar.

  • Chung Ha – Snapping

Talvez eu seja suspeita aqui, mas quando é que Chung Ha nos decepciona? Isso mesmo, nunca. Com pouco mais de dois anos de carreira solo, é incrível ver como a cada lançamento ela se consagra mais e mais como uma das principais solistas da Coreia do Sul.

Dito isto, Snapping é tudo que uma música precisa e deveria ser. Divertida, com uma batida agitada e não cansativa, um refrão dinâmico e com um gancho bom (é impossível terminar de ouvir e não ficar com o ‘snapping, snapping’ na cabeça), isso sem mencionar um MV lindíssimo e uma coreografia que eu já estou me coçando para aprender.

Apesar de todos esses pontos incríveis, o destaque da música está mesmo é na segunda parte do refrão, que consegue ser ainda mais chiclete com o ‘i know, i know, i don’t, i don’t’, além de ter um monte de atitude e personalidade.

Sem me estender demais, obrigada por absolutamente TUDO, Kim Chung Ha

  • (G)I-DLE – Uh-Oh

Quando os primeiros teasers de Uh-Oh saíram apenas com o instrumental, eu fiquei muito, muito animada. Sou completamente apaixonada por hip-hop com essa pegada anos 90 e sabia que Jeon Soyeon não poderia me decepcionar. Ou pelo menos é o que eu achava.

E não é que Uh-Oh seja ruim, longe disso. A produção é incrível, os flows e os versos são incríveis, mas faltou o fator mais importante de tudo: um refrão realmente incrível e chiclete. Com um nome tão divertido, era esperado que o (G)I-DLE fosse nos dar mais um gancho como Latata ou o assobio de Hann, mas no fim elas não me deram nenhuma frasezinha de efeito no refrão. E isso faz com que assim que a música acabe eu já tenha esquecido como ela é.

Em contrapartida, ela tem o grande mérito de fazer você querer escutar várias e várias vezes porque algo nela te faz lembrar que a música é boa, infelizmente você só não se lembra o motivo.

  • Sulli – Goblin

Após quase 4 anos de sua saída do grupo f(x) para se dedicar à carreira de atriz, Sulli finalmente voltou para a música.

Logo em sua estreia, ela escolheu falar sobre transtorno de personalidade dissociativa em Goblin, deixando um aviso bem claro sobre o assunto logo no início do MV, que ao invés de entrar direto na música, abre com um monólogo dela falando sobre suas outras três personalidades.

A música começa com uma vibe creepy, sons de brinquedos infantis várias vezes associados com filmes de terror e vai se tornando mais leve nos versos até o refrão. O piano muito proeminente me lembra um pouco alguns trabalhos mais antigos da Regina Spektor, principalmente com um gostinho mais experimental com alguns sons e vocais.

Goblin não é uma explosão em nenhum sentido, muito pelo contrário, é calma e reconfortante, não só no som, mas ao tocar em um assunto que é raramente comentado, não só na música, mas na sociedade como um todo, e se for assim que Sulli seguirá sua carreira solo, eu mal posso esperar pelo o que vem pela frente.

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