K-Reviews: Confira os principais lançamentos do K-Pop em fevereiro Tuned

Fevereiro foi um mês com menos novidades que a maratona de janeiro, mas não por isso menos incrível. Tivemos debuts maravilhosos – tanto de grupo quanto solo – e conheci mais alguns artistas novos que já estou completamente apaixonada.

Sem mais enrolação, vamos nessa! (Ah!, está tudo em ordem dos lançamentos, viu?)


Loco – It’s Been a While

Abrindo os trabalhos do mês com um artista que eu já ouvi muito falar e eu tenho certeza que iria gostar do som, mas nunca parei para ouvir. E aí com dois segundos de piano de It’s Been a While eu já sabia que estava certa – e um pouco arrependida de nunca ter dado essa chance para ele. A vibe R&B é de longe a minha preferida entre todos os gêneros do mundo, então não foi difícil me vender para a música, que até tem alguns sintetizadores que talvez eu não gostasse em outros contextos, mas que combinaram muito com a batida simples, o piano e a guitarra que entra aqui e ali, dando um sabor a mais a title de despedida de Loco antes de se alistar no exército.

E ainda de quebra fui apresentada ao Zion T, que era outro que só conhecia de nome e agora vou ser obrigada a ouvir a discografia completa.

 

ONF – We Must Love

Eu estou muito confusa. Eu realmente não sei dizer nem se gostei ou não kkkkkkkkkkk Vamos lá. O início eu estava achando bem ok, mas precisava que  refrão chegasse para formar uma opinião. Aí chegou o pré-refrão e ele é quase acapella, só um sintetizador que soa como uma guitarra pausado como batida e eu honestamente não me lembro de ter escutado nada parecido. O refrão adiciona alguns novos sons, mas ainda assim parece que falta alguma coisa (provavelmente é meu vício por beats mais puxados para hop-hop e R&B falando mais alto aqui, desculpa).

A segunda parte da música é melhor do que o começo, principalmente com pianos mais pesados, o som de guitarra e o que parece emular uma bateria de verdade no segundo verso, além do pré-refrão também com mais sons. A ponte parece puxar para um pop mais suave, apesar de manter bem forte os sintetizadores meio oitentistas.

Se em um primeiro momento fiquei confusa )e demorei quase duas semanas para terminar essa review), no fim das contas We Must Love conseguiu me conquistar, principalmente por conta de seu último minuto.

 

Taemin – Want

TAEMIN CHEGAMOS. É com um pouco de vergonha que confesso que não conheço muito da discografia do Taemin. Conheço algumas (talvez uma) música da carreira solo, que vi o clipe uma vez só, e segurei Want até o dia de sentar e escrever para de fato vivenciar e registrar essa review. E com certeza não me arrependi.

Taemin não fugiu muito do que eu esperava de um projeto solo dele (considerando o que eu tenho para comparar com), mas o faz com maestria. O estilo da música não é o meu preferido pessoalmente, o que não quer dizer que não aprecie o talento deste homem que conseguiu lançar uma title e MV sem nenhum defeito. O clima da música é uma delícia, o MV está lindo e a coreografia impecável como era de se esperar. Reviews de lançamentos não tem nem graça.

 

ITZY – Dalla Dalla

Eu não gostei de Dalla Dalla a primeira vez que ouvi. Achei confusa, barulhenta e mais aegyo do que imaginava pelos teasers. Aí eu ouvi uma segunda vez e melhorou. Vi uns stages, assisti o MV mais uma (ou dez) vezes. E aí quando me peguei estava gritando I LOVE MYSELF no carro sozinha. E aí a música tocou no casamento de uma amiga e eu fiz a coreografia sozinha às 3h da manhã no meio da pista.

Eu nem escutei a música mais uma vez para fazer essa review porque já ouvi ela tantas vezes que não preciso. Ela continua bagunçada e barulhenta, mas é tão divertida e tem tanta personalidade que aquilo que eu considerei defeitos no começo se tornaram pequenos detalhes. Sem falar no carisma das meninas, que me conquistaram em tempo recorde para um girl group (só atrás de I-dle). ITZY female rookies of the year e o que importa é a minha opinião.

 

Hwasa – TWIT

O que dizer da dona da Coreia do Sul, não é mesmo? Em seu debut solo, Hwasa vem do jeitinho que a gente pediu: com muita personalidade, vocal, carisma e corpão. Eu amei Twit de primeira. Ela é divertida, chiclete no nível certo, tem letra que dá para chorar se você estiver na bad e ao mesmo tempo uma batida ótima para dançar se você quiser apenas ignorar a letra.

Eu gosto que o som principal dela foge dos sintetizadores preferidos por aí, mas ainda assim não cai tanto no experimental, resultando em um pop farofa com originalidade, que é exatamente do que a gente anda precisando

 

Dreamcatcher – PIRI

O que eu sei do Dreamcatcher é que elas são meio bruxas roqueiras conceituais. E isso é baseado no que eu ouvi falar porque nunca sentei para ouvir uma música delas. Mas já nos primeiros segundos de PIRI percebi que não estou assim tão errada.

E agora estou me perguntando como que eu – como boa adolescente emo que fui – nunca me dei a chance de curtir Dreamcatcher. Porque elas são incríveis. Que delícia ouvir uma guitarra pesada e uma bateria ao vivo, ainda mais com vocais femininos com tanta personalidade. Eu não entendi absolutamente nada do que PIRI quer dizer, muito menos o Pil-lil-lil-lil-ri no refrão, mas isso é o de menos quando acabei de ganhar um novo girlgroup pra chamar de meu.

 

Monsta X – Alligator

Eu esperei de propósito para ouvir essa música só na hora de fazer a review porque o Monsta X sempre me dá uma forte primeira impressão. Não é um grupo que acompanho de muito perto, mas sem dúvida gosto de ficar de olho e tenho um carinho muito grande, principalmente depois do show (que foi um dos melhores que eu já vi e você pode ler minha review aqui).

Uma das coisas que eu mais gosto na sonoridade do grupo e que eles fazem muito bem em Alligator é o equilíbrio de tons. Ao invés de usar sintetizadores ou sons agudos na melodia, eles são substituídos pelos vocais – que são bem altos – deixando a batida toda no grave, o que contrasta na medida certa. Além disso, conseguem trazer um som mais agressivo – que já é uma marca registrada – sem ser muito barulhento, o que é outro mérito gigante pra mim.

E pra finalizar monbebes sempre muito alimentadas com coreografia na água com calças de couro e camisas brancas. Obrigada Monsta X por absolutamente tudo.

 

LOONA – Butterfly

Depois do que eu considero um debut incrível com Hi High (sério, eu amo essa música com a minha vida), eu estava muito ansiosa pra ver o que o primeiro comeback do Loona iria nos trazer.

Uma das minhas coisas preferidas do grupo é que elas tem uma sonoridade muito própria e conseguem carregar ela para diversas músicas que não são parecidas entre si, mas todas acabam sendo a cara do LOONA e acho importantíssimo que um grupo tenha esse tipo de identidade.

E por isso mesmo acabei tendo uma impressão meio dúbia de Butterfly. O som está lá, o feeling do LOONA, está lá, mas parece não funcionar tão bem quanto em tantas outras músicas (solo ou do grupo).

Apesar de gostar muito dos versos, meu problema está no refrão por dois motivos muito claros: a batida tem um milhão de sons, que até combinam entre si, mas não vão para lugar nenhum, e os vocais são muito, muito altos, no sentido de serem agudos. E o grave da batida não ajuda a compensar por não ser forte o suficiente, então o refrão é só um som agudo pra caramba kkkkkkkkkkkk É mais ou menos o que também me faz não gostar de Loonatic, por exemplo.

Se a gente desconsiderar o refrão (é só a parte mais importante da música, poxa kkkkk), Butterfly é um avanço incrível em termos de maturidade sonora pro grupo, que finalmente parece estar tomando forma como uma unidade só, buscando se livrar das tão marcantes sub units.

Gostando ou não de Butterfly, agora é esperar pelo o que vem por aí, torcendo para que o LOONA não perca sua sonoridade, mas faça isso num tom um pouquinho mais grave.

SF9 – Enough

Eu já tentei gostar de SF9, tentei mesmo. Até no show eu fui e gosto de alguma coisa ou outra, mas sempre senti que faltou alguma coisa no som deles que me fizesse dizer ‘é isso’. E eu assisto todos os comebacks deles na esperança de aparecer a música certa.

E aí eles lançaram Enough e lá fui eu mais uma vez acreditando que seria agora. E a música começou ótima. A batida simples, mas com um sabor a mais pelos sintetizadores fazendo eco na letra, a vibe mais sexy, quase latina se você forçar um pouquinho e tudo que eu precisava era um refrão bom (nem maravilhoso) pra finalmente poder dizer que gostei de uma música inteira do SF9.

E aí o refrão veio e eu fiquei feliz demais por ter esperado. Apesar de um somzinho aqui e ali que eu teria preferido sem, o drop caiu como uma luva e o ‘yayayaya’ é chiclete do jeito certo. Ela me lembra um pouco Ko Ko Bop, do EXO (que eu adoro, sendo bem sincera), o que não quer dizer que sejam parecidas, só que tem o mesmo clima e um pouco da mesma cadência no refrão.

A ponte é mais ou menos o que eu esperava, sem muitas batidas, só mostrando um bom vocal, mas adorei ser surpreendida por um break antes do último refrão, achei bem encaixado e que deu uma quebrada na fórmula básica de fazer música pop.

Parece que, no fim das contas, o SF9 finalmente conseguiu me conquistar.

 

(G)I-dle – Señorita

Depois de duas titles incríveis, a expectativa pelo comeback do (G)I-dle era com certeza muito grande. Sem saber o que esperar, a única certeza que eu tinha antes do lançamento de Señorita é que eu sempre posso confiar em Jeon Soyeon para me dar um hit.

E se eu me vendi com os teasers, confesso que demorei um pouco mais para engolir essa do que demorei com as outras titles do grupo (Latata demorou exatos 0.7 segundos pra me convencer) provavelmente pelo estranhamento em um primeiro momento.

Os versos mais lentos e com um ritmo meio sem padrão não pareceram fazer muito sentido com o refrão colorido e a voz de homem no fundo. A primeira parte dele é de cara a parte mais “correta” da música, o que não significa que seja a mais marcante, mesmo com o “love you so, love you so, love you so” bem chiclete. E somando tudo, parecia que não ia vingar no fim das contas.

Mas como o I-dle sempre faz, em mais umas 3 ou 4 ouvidas eu já estava gritando FU FU FUFUFU com a Yuqi no fim da música, provando mais uma vez que quando eu acho que Jeon Soyeon está errada, ela está certa mesmo assim.

Curta o DMT no Facebook e receba notícias diretamente em sua timeline.

Tags

                             
Escrito por
Postado dia 29 de março de 2019

Comentários

DAMMIT.com.br © 2012 - 2014    —    Alguns direitos reservados