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K-Reviews: Confira os principais lançamentos do K-Pop em abril


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  • Publicado em 01 de maio de 2019

Abril foi sem dúvida um dos meses mais importantes pro K-Pop até agora. BTs, Twice e Blackpink? Tivemos. Debut solo de integrantes do EXO e Super Junior? Também! Mais uns debuts para a gente começar a gostar de mais grupos ainda? Com certeza! Ele também foi um mês cheio de baladas (bem mais do que estou acostumada a ouvir), e até algumas decepções.

Sem mais enrolação, vamos nessa! (Ah!, está tudo em ordem dos lançamentos, viu?)

 

IZ*One – Violeta

 Logo de cara, a primeira palavra que me vem à cabeça ao começar a ouvir Violeta é “segura”. Ela não tem nada de muito especial nos primeiros versos, principalmente nos 30 segundos antes de a batida principal começar. Depois disso, se torna mais interessante, mas ainda assim falta alguma coisa que a faça se destacar entre tantos lançamentos.

A ponte cria uma tensão e uma expectativa alta para o drop do refrão, que felizmente não decepciona. O sintetizador bem agudo – quase um assobio – é de longe o grande destaque, e cria um contraste ótimo com a batida mais grave e pesada.

O segundo verso com o tom mais grave também é uma boa surpresa antes de retomar o padrão ok com que a música começou. O “Violeta” antes do drop é chiclete o suficiente para ficar na cabeça, mas não em um nível chato.

No fim das contas, a música é correta, com um refrão realmente muito bom. Ainda não é nada muito distinto ou especial, mas é o suficiente para a gente continuar de olho no que o IZ*ONE vai fazer nesses próximos anos.

 

Chen – Beautiful Goodbye

Acho que essa é minha primeira vez fazendo review de uma balada de fato nesses meses todos e a primeira coisa que eu percebi é que é muito mais difícil do que eu imaginava kkkkkkkkk Eu costumo adorar baladas, então sou bem fácil de agradar nesse sentido.

Beautiful Goodbye tem todos os elementos básicos que a gente espera de uma música nesse estilo: o piano, o vocal cristalino, mas que transmite emoção (mesmo que você não saiba a letra porque está apenas ouvindo a música e não lendo a tradução).

Esse é apenas o debut do Chen como artista solo e é óbvio que não dá para dizer que essa será toda a base de o que ele ainda irá lançar, mas já vimos que ele é ótimo em uma balada, mas torcendo para que também explore outros estilos nesse caminho que tem pela frente.

 

Blackpink – Kill This Love

Poxa Blackpink, por que me matastes? Eu estou começando essa review com muita calma para organizar meus pensamentos porque eu realmente gosto muito do BP, mas tem vezes que a gente tem que deixar isso de lado e falar as coisas como elas são.

E nesse caso o fato é que: Kill This Love é um remake de Ddu-du-ddu-du que deu menos certo. E assim como o Momoland fez com o duo Bboom Bboom/BAAM, o resultado de copiar o seu sucesso anterior não é necessariamente um fracasso, mas é, sim, no mínimo decepcionante.

E não é que KTL e DDDD sejam a mesma música. Os ritmos e batidas em si são bem diferentes, com o novo lançamento com os trompetes bem fortes e no refrão, além do sentimento de banda marcial. Os versos em si são bem simples, apenas com palmas e quase nenhuma linha de melodia, com destaque para os vocais e flows (principalmente o primeiro da Jennie, que é bem diferente da maioria das coisas que o BP já lançou).

Mas a estrutura de ambas são idênticas. Começa com um verso da Jennie, depois da Lisa, depois Jisoo e Rosé dividem um pré-refrão. O refrão é focado na batida e não na letra. Depois volta com outro verso de rap, Jisoo e Rosé trocam as suas partes, refrão de novo. Aí uma ponte toda em inglês um pouco mais calmo e um break de dança pra finalizar.

Completamente idênticas.

E isso nem tem tanto problema quando a gente lembra das diferenças que existem entre elas. Mas esse tipo de coisa faz a gente sentir falta de originalidade ou riscos e perder um pouco da expectativa ou do hype porque sente que está recebendo sempre “mais do mesmo”. E sabendo que isso não é nem de perto culpa delas, é impossível não ficar brava com a YG ao vê-los desperdiçando um grupo com tanto potencial.

 

BVNDIT – Hocus Pocus

Chegamos ao primeiro de mil debuts esse mês! Estava bem ansiosa de ver com o que o BVNDIT viria baseado nos teasers e no que a Chung Ha vem apresentado, já que são da mesma empresa (e é sempre difícil não fazer esse tipo de comparação).

E assim que terminei Hocus Pocus eu fiquei confusa. Com o MV – que eu não consegui fazer uma correlação com as cenas/estilos/looks misturados – e com a música mesmo. Tanto que eu tive que parar, tirar uns dois dias e tentar de novo.

E o resultado foi exatamente o mesmo. Hocus Pocus tem a mesma estrutura padrão de qualquer música pop (verso > pré-refrão > refrão> verso > pré-refrão > refrão> ponte > refrão), mas por algum motivo ela não faz SENTIDO. Talvez sejam as várias mudanças de ritmo ao longo da música (nem os versos seguem um padrão), a mistura de ritmos (ou a decepção da presença não tão forte da flautinha do começo), mas não foi dessa vez que o BVNDIT me conquistou.

Apesar do refrão e ganchos relativamente chicletes, seguindo uma fórmula bem padrão para isso (palavras em inglês, ou nesse caso um termo conhecido, somado com a repetição do cos-cos-cos), assim que terminei a música eu já tinha esquecido como ela era. E isso aconteceu não uma ou duas, mas umas cinco vezes.

Com tantos debuts femininos incríveis nesse ano, era impossível não chegar no BVNDIT com expectativas altíssimas, que infelizmente não foram alcançadas.

 

BTS – Boy With Luv

Quando foi anunciada que a nova title do BTS seria um feat e com a Halsey, foi impossível não começar a especular o que surgiria dessa parceria. E para a felicidade de de muitos (mas a infelicidade de muitos outros também), eles vieram mais pop do que nunca.

Por mais que muita gente sinta falta de um BTS mais conceitual com conceitos mais dark ou sexy, é inegável que era uma Boy With Luv que eles precisavam para conquistar de vez (ou ainda mais?) um público que ainda não haviam conseguido atingir.

O pop de BWL é sim açucarado e padrão em muitos pontos, mas não há nada de errado com uma música pop chiclete quando ela é bem feita e cumpre seu papel mais básico: ser um hit, pelo menos na cabeça dos ouvintes.

É impossível não ficar com o “oh my my my” na cabeça depois de uma ouvida. Talvez nem uma seja necessário pois você ouve no primeiro refrão e está cantando no segundo e é isso que dá mérito para uma música que pode facilmente ser considerada clichê.

Uma das outras preocupações era como Halsey seria inserida num trabalho que já tem outras sete pessoas dividindo, mas o resultado acabou tão orgânico, que a versão sem ela (a do clipe) às vezes parece crua, como se faltasse alguma coisa para ela estar completa.

Apesar de amar a música, é completamente compreensível que pessoas não gostem dela pelos motivos que foram (conceito, clichê, mainstream), mas que ao menos seja dado a ela o crédito de ser exatamente o que o BTS deveria estar fazendo agora.

 

Jackson Wang – Oxygen

De todos os trabalhos solo do Jackson que eu já ouvi (que foram dois), Oxygen já começa essa review com o mérito de ser a minha preferida. O estilo é 100% tudo o que eu gosto, a produção é simples, mas com uma linha de sintetizadores super interessantes, criando uma atmosfera meio misteriosa e que combinam super bem com a batida mais seca.

Mas como nada é perfeito e eu sou chata, os vocais não conseguiram me convencer. Os do refrão parecem meio arrastados, com o final das frases caindo em uma cadência esquisita.

O primeiro verso parece uma tentativa meio falha de variar o flow que acabou mudando só a voz, mas ele quase se redime com um segundo verso muito bom. É uma pena que não deu tempo de aproveitar a parte boa o suficiente porque o tom mais alto do refrão e primeiro verso voltam rápido demais.

 

SuJu D&E – Danger

Meu. Deus. Do. Céu. Primeiramente, o rockão no começo me pegou muito desprevenida. Segundo: em que ano estamos????????? Se na última review eu achei WOOWA do DIA um throwback, eu não sei nem o que dizer de Danger. 2013 chegamos e com muita força.

Passado o choque inicial do começo mega forte, a música eventualmente se torna surpreendentemente morna. Não é por que ela tem umas 12 camadas de instrumentos que ela consegue evitar isso. Se eles tivessem explorado a guitarra do começo com mais força na música ao invés de ter encaixado uns 6 tipos diferentes de sintetizadores, Danger com certeza seria muito mais interessante do que esse descarte de cinco anos atrás.

No momento um pouco incrédula que até os figurinos e coreografias são extremamente datados e parando a review por aqui antes que eu encontre ainda mais coisa para criticar se começar a ouvir uma terceira vez.

 

Twice – Fancy

Poxa, o que falar de Fancy não é mesmo. O Twice finalmente teve sua tão aguardada “mudança de conceito”, deixando o mundo fofo que as tornou o sucesso que são para trás e abraçando o agora popular “girl crush”. E apesar de muito esperada, não posso dizer que estou completamente convencida.

E a culpa não é delas. As meninas abraçaram e venderam o conceito de uma forma incrível (obrigada Jihyo e Momo por existirem) e com certeza mostraram que têm muita capacidade para variar em seus estilos, mas é uma pena que esse grande momento tenha sido com Fancy e seus versos meio qualquer coisa e o tom altíssimo do refrão, que ao menos tem o mérito de ser chiclete na melhor forma possível.

No fim, não é que a música é ruim. É só que, para o momento tão importante para o Twice, ela poderia ser muito melhor (ou outra música mesmo).

 

Heechul – Old Movie

Eu nunca fiz review de tantas baladas em um único mês e estou ficando meio sem ter o que falar sobre elas porque raramente elas tem pontos muito diferentes para elogiar ou criticar.

Old Movie vem com alguns instrumentos a mais nos versos do que de costume e a mistura de violinos e guitarra no fim do refrão deu um toque especial à música, além de os tons mais altos dos instrumentos serem um bom contraste com a voz mais baixa e rouca do Heechul.

O clima da música em si tem algo de muito épico, eu terminei a música precisando de um abraço e um copo d’água para me acalmar da palpitação que a melodia me causou. Esse provavelmente é um dos motivos pelos quais eu não devo escutar essa música de novo – bem, isso e o fato de que eu não ouço baladas – mas deixo aqui meus parabéns ao Heechul por ter causado emoções com a música, coisa que muitas costumam passar bem longe de fazer.

 

Verivery – From Now

Olha só se não são meus rookies preferidos de janeiro!! Depois de um debut perfeito com Ring Ring Ring, o Verivery resolveu fazer uma das coisas que eu mais odeio que o k-pop anda fazendo: copiar seu sucesso anterior.

E não é que From Now seja ruim. Ela é realmente muito boa, explora elementos dos anos 90 de uma forma muito divertida e mistura com sintetizadores moderno no refrão, dando uma quebrada no clima nostálgico. Mas ela é mais do mesmo. E é muito complicado para um grupo que acabou de debutar lançar duas titles seguidas tão parecidas assim porque cria a imagem de que eles não sabem fazer mais nada.

E eu espero de verdade que o futuro traga mais variedade para eles porque não importa o quanto eu tenha amado Ring Ring Ring, eu não quero uma terceira versão dela.

 

DONGKIZ – Nom

Debati muito tempo se deveria ou não fazer essa review porque Nom foi lançada em novembro – o clipe inclusive -, mesmo o debut oficial do grupo tendo sido apenas no fim de abril. Mas fiquei muito feliz em decidir pelo sim porque ganhei mais um presente maravilhoso.

Eu demorei 3 segundos para me vender para Nom e aproximadamente 15 para adotar mais um novo grupo no meu coração. A guitarra logo na abertura dá um tom mais maduro aos novatos, que muitas vezes costumam debutar com uma pegada um pouco mais fofa.

A guitarra carrega o ritmo pela música inteira, dando um ar mais funk, dando espaço para um trompete que lembra (um pouco demais) Uptown Funk, de Mark Ronson e Bruno Mars, o que pode fazer a música parecer um pouco datada na comparação.

Não posso dizer que é a música mais original do mundo, porque é fácil ver um grupo como Seventeen ou até o EXO fazendo algo parecido (inclusive já fizeram), mas eu sempre pontuo que o mais importante em em um debut é, além de apresentar bem seus membros, mostrar que caminho o grupo pretende seguir. E se for assim que o Dongkiz pretende continuar, eu estou mais do que animada pelo o que ainda vem por aí.

 

Newkidd – Tu Eres

Pelo nome e pelos primeiros visuais, eu esperava da Tu Eres algo completamente diferente. Com o boom de músicas com vibe latina que rolou no k-pop em 2018, eu tinha certeza que teríamos apenas mais uma das dezenas de covers de Bro’z  – Senhorita que tivemos no ano passado, mas felizmente fui surpreendida.

Quer dizer, o nome e os visuais são claramente uma enganação e tem pouquíssimo a ver com a música em si e queria saber qual a justificativa para as escolhas, inclusive para sequer existir o verso “tu eres bonita” meio largado no refrão.

A verdade é que o conceito todo de Tu Eres é apenas confuso. O espanhol não combina com a música, que não combina com os visuais do primeiro verso. Aí no segundo o MV começa a fazer mais sentido quando entra o rap, mas também não combina nada com o resto.

A música em si não é ruim e os meninos parecem muito carismáticos, mas sempre espero entender qual a proposta de um grupo em seu debut e infelizmente não foi o que aconteceu dessa vez.

 

The Boyz – Bloom Bloom

Eu demorei um bom tempo (no caso, dias) para conseguir essa review porque não conseguia pontuar o que não me agradava em Bloom Bloom. Eu ouvi a música algumas vezes, mas não conseguia encontrar um motivo racional para não gostar dela.

Os versos praticamente centrados nos sintetizadores são bem legais, os vocais são ótimos. Mas aí o refrão chega e parece ter alguma coisa de errado. O ritmo se torna um pouco infantil demais e me lembra alguma outra coisa que eu só vou me lembrar o que é no dia que eu morrer. Mas pelo menos consegui finalmente pontuar o que sinto de errado: a música praticamente não tem grave.

A batida no fundo no refrão é a única linha grave no refrão e não é o suficiente para contrastar com os sintetizadores e vocais mais altos, o que deixa Bloom Bloom, para mim, meio chata de ouvir, tipo um zumbido de mosquito.

O que é uma pena, porque os versos e a ponte são realmente muito legais. Nota geral 6, mas se puder descartar o refrão, nota 10.

 

Nu’est – BET BET

Logo de cara, BET BET é uma música que eu definiria como ‘de boa’. O assobio no comecinho, os vocais bem leves e instrumental também simples criam uma atmosfera muito gostosa e um contraste muito bom com o drop do refrão, que abusa dos agudos e compensa com o grave da batida, sem ficar carregado de nenhum dos lados.

O verso logo depois do primeiro refrão, com o tom inteiro caindo por conta da voz grossa do rapper é provavelmente meu preferido justamente por conta da mudança brusca. A música logo volta para o clima mais relaxado do começo, seguindo o mesmo padrão de construção até o segundo refrão, que continua tão bom quanto da primeira vez que aparece.

A ponte bem tranquila é outro ponto alto, apesar de querer que ela fosse um pouco mais longa para dar um respiro maior entre os dois refrões, já que o tom bem alto dele é legal quando escutado sozinho, mas muitas vezes seguidas pode ficar um pouco enjoativo.

(Queria deixar registrado aqui também que fiz todo um parágrafo sobre como era legal que a música parecia acabar e voltava com algo totalmente novo apenas para depois perceber que era de fato uma outra música que foi adicionada no fim do MV e me senti extremamente enganada)

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