“Elas precisam se intensificar”, diz presidente da Academia sobre falta de mulheres no Grammy 2018 Tuned

Você consegue pensar nos grandes sucessos e nomes femininos de 2018?

Praying de Kesha, que narra sua incrível recuperação das garras de um abusador, New Rules, Dua Lipa, Perfect Places, Lorde, Chained to The Rhythm, Katy Perry, Havana, Camila Cabello, Selena Gomez com Fetish e Bad Liar, Demi Lovato e a icônica Tell Me You Love Me, Lady Gaga com três canções incríveis, Cardi B e a chiclete Bodak Yellow.

A lista é grande, né? Não acaba por aí, mas, aparentemente, para o presidente da Academia não foi o suficiente. As mulheres da cena musical precisam trabalhar mais. Nenhuma novidade no discurso que continua favorecendo, em especial, ao gênero masculino no ambiente de trabalho. O engraçado é que, enquanto discursava orgulhosamente na noite de ontem, Neil Portnow usava uma flor branca na lapela, em apoio ao movimento Time’s Up. Intrigante.

Portnow, após o fim da cerimônia, foi questionado pela Variety sobre a ausência de cantoras que levaram estatueta para casa.

Tem que começar com… as mulheres que têm a criatividade em seus corações e almas, que querem ser musicistas, que querem ser engenheiras, produtoras e querem fazer parte da indústria no nível executivo… (Elas precisam) se intensificar, porque eu acho que seriam bem-vindas. Eu não tenho experiência pessoal desses tipos de batalhas que vocês (mulheres) enfrentam, mas acho que está em cima de nós – nós, como uma indústria – para tornar a recepção bem óbvia, criando oportunidades para todas as pessoas que querem ser criativas, indo em frente e criando a próxima geração de artistas.

Apenas Alessia Cara foi premiada, na categoria de Artista Revelação. Lorde apesar de indicada para Álbum do Ano, diferente de seus parceiros de categoria, não teve lugar oferecido pela premiação para uma performance solo e obviamente perdeu a estatueta. Rihanna levou um prêmio para casa por conta do feat com Kendrick Lamar.

E foi só isso.

A questão é que não adianta nada as cantoras trabalharem ainda mais e não terem algum tipo de apoio, da Academia. No fim do dia, os votos não são populares e independe delas ou dos fãs para estarem na competição.

Chega a ser obsoleto virar a culpa para as mulheres.

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Postado dia 29 de janeiro de 2018

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