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DAMMIT Entrevista: Tropkillaz fala sobre carreira, parcerias e “Dame Mais”, novo single do duo

O DAMMIT teve o prazer de conversar com os super produtores Zegon e Laudz que formam o duo de sucesso Tropkillaz. Confira!


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  • Publicado em 17 de dezembro de 2018

O Tropkillaz, formado em 2012, por Laudz e Zegon, dois dos maiores DJs e produtores do Brasil, já possui reconhecimento no cenário nacional e internacional. Com sua identidade musical única, o duo conquistou a simpatia de grandes nomes da música mundial como Aloe Blacc, Major Lazer e Sting, além de estar ao lado de Anitta, MC Zaac, Maejor e DJ Yuri Martins no hit Vai Malandra.

Nesta semana, o Tropkillaz lançou seu mais novo single, Dame Mais, que traz os vocais de Clau e do rapper Rincon Sapiência, o qual tem tudo para emplacar nas paradas neste verão. Recentemente, tivemos o prazer de conversar com a dupla sobre o novo lançamento, carreira, música, parcerias e Brasil. Confira a entrevista completa:

DAMMIT: Como foi que surgiu a música Dame Mais e seu processo criativo?

Tropkillaz: A música surgiu de uma forma bem simples e foi uma das mais rápidas pra gente. O Laudz estava no estúdio e o DJ começou o beat muito rápido, e então, em questão de minutos, surgiu a melodia principal. Eu (Zegon) entrei na sala e curti, mexi só um pouquinho na música no final do dia. Logo após, eu fui embora e o Rincon Sapiência gravou um rascunho do vocal, uns três dias depois ele surgiu com a letra e gravamos. Nós mostramos para a gravadora e curtiram. Também tínhamos pensado em uma voz feminina para a música, um vocal latino, alguma coisa com uma pegada reggaeton, pois Dame Mais parece um pouco espanhol. Então, passou uma semana, nós estávamos com a Clau e o Laudz disse “vamos gravar com ela essa música?”, gravamos e ficou ótimo, foi uma coisa que ela nunca tinha feito ou gravado por nós. Foi tudo muito espontâneo.

D: Como foi trabalhar com a Clau e com o Rincon Sapiência? Todos já se conheciam?

T: O Rincon é um parceiro, a gente é amigo dele há muitos anos, bem antes do começo do Tropkillaz e dele lançar as suas primeiras músicas. Ele é um brother, sempre foi. Somos amigos, então foi bem legal. O Rincon é um artista versátil, escreve bem, vai bem de caneta, bem de metáfora, é  profissional no estúdio, grava de primeira. E a Clau é a mesma coisa, a gente conhece ela não há tanto tempo, mas ela grava muito bem, é muito versátil, é nossa amiga, então tá tudo em casa.

D: Vocês já lançaram a música com o videoclipe. Como foi a produção do clipe?

T: A produção foi bem em clima de festa mesmo, o Naio Rezende (diretor do vídeo) é um parceiro antigo. Nós já acompanhávamos os clipes que ele faz há um bom tempo, ele detona nos trabalhos, tem uns clipes bem legais. A produção foi muito de boa, é bem o que o clipe passa: festa, quente e fazer com que as pessoas que estão assistindo, tenham vontade de estar lá.

D: Como está sendo a recepção de Dame Mais?

T: A recepção está sendo muito positiva, muito boa. Nós vimos uma certa quantidade de comentários positivos, de likes e dislikes. O mundo é assim hoje em dia, né? Mas a recepção está sendo mais de 99% positiva. A aceitação não está 100%, a gente não quer isso, nós queremos fazer o que curtimos. Mas a recepção tanto do público, quanto de DJs, está boa. Todos estão ligando pedindo a música para tocar e é o que a gente quer mesmo, ver a música tocando nos bailes, nas baladas, a galera dançando em casa, ouvindo no Spotify e curtindo, está sendo bem como a gente esperava mesmo.

D: No ano passado, vocês produziram Vai Malandra da Anitta e depois lançaram Milk & Honey com o Aloe Blacc. Qual foi a importância de ter feito essas duas colaborações?

T: Foi tudo uma experiência. Vai Malandra colocou a gente em outro patamar, para um público bem mais popular, a gente saiu do público underground, onde nós fazíamos música. Passado um ano agora, aconteceu muita coisa de lá pra cá. Vai Malandra foi definitivamente um marco, a fusão do Tropkillaz com o funk e entrar numa cena de mainstream também. A música bateu todos os recordes, o que nos deu bastante honra. E Milk & Honey é algo que a gente nunca tinha feito, é uma canção, mas sem perder a essência do Tropkillaz com o Aloe Blacc, que é um cara gigante de hits. Nós sempre curtimos o trabalho dele, e a gente nunca tinha feito uma canção, algo nesse formato, então foi uma marco para nós. Agora seguimos fazendo música, sem restrições, sem bloqueios, sem barreiras e vamos para as próximas. Vamos que vamos! A gente sempre pensa que a próxima tem que ser a melhor de todas.

D: Assim como o Aloe Blacc, vocês já trabalharam com outros artistas internacionais como Sting, Shaggy, Major Lazer, Busy Signal e mais. Como surgem essas parcerias gringas e qual a importância delas na carreira de vocês?

T: A gente pode falar que é bastante amigo do Major Lazer, antes de existir o grupo nós já éramos amigo do Diplo, então a parceria aconteceu naturalmente. Já existia muita música em andamento até acabar sendo lançada uma, na verdade foi mais de uma, nós já fizemos remix para eles, colaboramos para alguns singles do Major Lazer também, entre outras coisas mais. A parceria foi bem natural e isso ajuda. Quanto aos remixes com o Sting e com outras pessoas, eles dão uma grande credibilidade no mercado, pois repaginam as músicas e remix é algo muito legal para DJ e produtor.

D: Em outro momento, vocês comentaram que estavam se tornando conhecidos no Brasil só agora e que antigamente 90% dos fãs de vocês eram estrangeiros. Como é essa recepção do público atualmente (tanto aqui no Brasil quanto de fora)?

T: A gente meio que começou com a carreira internacional para depois vir para o Brasil. Nós adoramos manter essa carreira internacional, mas o foco nesse último ano foi no Brasil, foi voltar para cá e fazer as pessoas saberem quem a gente é, pois muitas pessoas não relacionam o Tropkillaz a nós e muito menos a dois brasileiros. Muitas vezes apareciam comentários no Youtube do tipo “Tropkillaz é BR?”, atualmente não são tantos assim, mas antigamente haviam muitos desses porque não sabiam quem nós somos, mas a nossa recepção no Brasil está crescendo muito. Nós estamos focando em manter as duas carreiras aqui e lá fora.

D: Vocês acham que o mundo está de olho na música brasileira/latina atualmente?

T: A música brasileira está sendo mais vista. A música latina no geral está mais do que nunca em evidência e algumas coisas abriram as portas para a música brasileira nesses últimos anos. O pessoal de fora está curioso. As fusões de gêneros e as misturas de ritmos ajudaram bastante nisso, nós temos no Brasil um estilo bem próprio, o que chama bastante atenção lá fora.

D: Com a ascensão do reggaeton, trap latino, vocês têm planos ou vontade de fazer parceria com algum artista destes gêneros?

Tropkillaz: Sim, com certeza! Nós temos bastante contato com artistas latinos. Já escrevemos músicas com alguns caras que compõem para o mercado latino também, estamos sempre em contato e com certeza é um passo que a gente irá dar.

D: Valendo artistas de todo o mundo, com qual pessoa vocês sonham em fazer uma colaboração?

T: É um sonho bem impossível, a gente já sabe que não vai rolar mesmo, mas é a Rihanna, ela não colabora com ninguém. Porém, a equipe dela já pediu beats para nós. Mas fazer um feat é difícil, ela já disse não para o Major Lazer várias vezes, então se ela dissesse um ‘sim’ para a gente, com certeza seria um sonho realizado.

D: Como vocês consideram o ano de 2018 musicalmente para vocês?

T: Foi um ano muito bom, a gente queria ter lançado mais materiais, não lançamos por motivos burocráticos de uma transição de um contrato global para um no Brasil, o que levou entre quatro e seis meses para acontecer. Nós estávamos num ritmo de lançar de três em três meses. Foi um ano muito bom para a gente, que mostrou a nossa versatilidade – nós fomos de Vai Malandra pra Milk & Honey e de Loko pra Dame Mais e mais os remixes que fizemos. Tocamos em vários festivais, viajamos, fizemos turnê fora, então mostrou que nós não somos um estilo só, que somos bem abertos musicalmente, foi um bom treinamento para o ano que vem, que vai ser um ano que iremos lançar muita coisa, pois agora estamos com contrato no Brasil.

D: Quais são os planos do Tropkillaz para 2019?

T: A gente vai lançar vários singles, alguns voltados para o mercado nacional e outros para o internacional. Vamos seguir trabalhando e fazer lançamentos com uma frequência maior é a nossa meta. Estamos trabalhando em uma álbum também, quem sabe até o final do ano ele chegue. O disco é um capítulo da história musical como se fosse um livro. O começo, meio e fim da carreira da gente fica lá, é uma história que se amarra dentro de um álbum. Vamos seguir fazendo música nova.

 D: Muitas parcerias para o próximo ano?

T: Com certeza, não podemos falar quais até lançar, ainda está tudo meio amarrado, mas teremos bastante parcerias!

D: O que podemos esperar futuramente de vocês?

T: Nós estamos numa fase bem legal criativa, com bastante coisa para mostrar. Agora é com a gente, é conseguir colocar essas músicas na rua e manter uma frequência boa de lançamentos. 2019 está prometendo!

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Reportagem: Victória Lopes

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