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DAMMIT Entrevista: Gavin James, dono do hit “Nervous”

Durante a passagem de Gavin pelo Brasil, conversamos com o Irlandês sobre o sucesso de seu primeiro álbum e o futuro promissor de sua carreira.


Gavin-James

Recentemente, nos encontramos com Gavin James em um restaurante em São Paulo, onde tivemos uma conversa bastante descontraída. O irlandês, considerado uma das apostas na música para 2017, é dono do hit Nervous, que integra seu álbum de estreia Better Pill (2016) e faz parte da trilha sonora da novela Pega-Pega (Globo). Foi por conta disso, inclusive, que o cantor atingiu o número um no iTunes Brasil e conquistou uma considerável visibilidade no país.

Mundialmente, Nervous já ultrapassou a marca de 100 milhões de plays no Spotify, foi número 1 na Holanda, ficou entre o top 10 na Noruega, França e Irlanda, e ainda conquistou o status de multi-platina nestes e outros países. Ou seja, mais do que ser o single de estreia de Gavin, a faixa foi responsável por alavancar a carreira do cantor, que, acredite, é muito promissora.

Confira nossa entrevista com ele:

DAMMIT: Você atingiu o número um no Brasil! Como você recebeu essa notícia?
Gavin James: Estou em choque! [Risos] Quando recebi a notícia, tinha acabado de fazer um pocket show e estava no aeroporto quando resolvi checar o twitter. O meu telefone não funciona aqui [no Brasil], então fiquei usando o wi-fi para me atualizar e, quando fiquei sabendo, pirei. É realmente muito incrível tudo isso, sério.

Como aconteceu o convite para Nervous fazer parte da trilha sonora de Pega-Pega
Foi através de um dos caras que trabalham na novela. Ele ouviu a música e gostou, só que, durante um tempo, eu não sabia se ia acontecer ou não. Um belo dia, abri o Twitter e haviam várias pessoas falando em português comigo, eu não entendia nada! [Risos]. Eu fiquei “WHAAAT?”. Mas, ainda bem que isso aconteceu, porque isso me trouxe ao Brasil pela primeira vez.

E você participou da novela, né? Conheceu o Mateus Solano e a Camila Queiroz… 
Sim, foi demais! Fiz uma participação especial, onde cantava num jantar… ou seja, eu atuei só um pouquinho [Risos]. Tentei dar o meu melhor, afinal foi a minha primeira vez atuando. Mas, foi bem divertido.

E, desde que a música entrou na novela, o que mudou? 
Definitivamente eu me tornei mais conhecido. E, depois dessa minha passagem por aqui, espero voltar ao Brasil e fazer alguns shows. Nunca tinha tocado aqui, então foi incrível conversar com fãs, conhecer os brasileiros e cantar em programas de televisão.

O público daqui é bastante intenso, né? 
Sim! Eu amei isso! Algumas pessoas até me pararam para tirar fotos, isso nunca tinha acontecido antes. E, também, não há muitas pessoas ruivas por aqui, então as pessoas ficavam me olhando na rua [Risos]. E eu adorei São Paulo. Quero voltar aqui!

Eu vi você cantando no Música Boa Ao Vivo! Como foi essa experiência? 
Foi tão divertido! Todo muito foi muito atencioso comigo. E eu adorei aquelas duas meninas do Anavitória. Elas tem uma voz incrível, meu deus!

Você é uma das promessas da música para 2017. Você fica nervoso com isso? Tipo, “OMG, eu preciso lançar um álbum incrível no ano que vem“?
Não, não fico. Quer dizer, tento tratar tudo com muita seriedade e calma, sabe? Já estou trabalhando nas letras do meu segundo álbum, e devo entrar em estúdio nos próximos meses. Quando terminei o primeiro, eu disse “Ufa!”, mas, agora, sinto que quando terminar o segundo, vou estar mais como “OMG, isso está acontecendo mesmo”.

Você escreveu algum material aqui no Brasil? 
Sim! Eu escrevo o tempo todo. Ontem mesmo eu estava escrevendo sobre algumas coisas que vi por aqui. Peguei o celular e simplesmente deixei fluir.

Talvez você lance uma música sobre o Brasil? Ou até mesmo cantando em português…
Com certeza! Quer dizer, depois desses dias aqui, meu português está definitivamente melhor [Risos].

Eu acho você um compositor incrível! Como é o seu processo de criação? 
Wow, obrigado! Bom, isso depende muito. Algumas vezes, termino uma música em algumas horas ou em um dia. Outras vezes, demoro meses para criar alguma coisa – e isso é uma droga. Costumo dizer que as melhores músicas são aquelas que escrevemos em dez minutos, sabe? Geralmente, é de madrugada quando sinto que preciso escrever, então pego o celular e despejo tudo no bloco de notas. Porém… isso pode ser perigoso. Ano passado, por exemplo, meu celular quebrou e eu perdi dezenas de músicas.

Meu deus! Isso é muito triste.
Sim, eu fiquei devastado. Mas, quer saber? Eu tenho outras dezenas de músicas escritas em outros lugares [Risos].

Por você ser um compositor, Bitter Pill tem muito de você, certo? Como você descreve esse álbum?
Bom, é um álbum meio triste, certo? E, também, o meu primeiro. Então, há músicas de todas as épocas da minha vida, como uma que escrevi quando tinha 22, sobre uma garota… é quase como uma biografia. Muitos artistas fazem isso no seu primeiro álbum, entende? Mas, espero mudar isso nos meus projetos futuros, escrevendo de coisas mais felizes.

Então, o segundo álbum não será um “álbum triste”? 
Exatamente! Trará o meu lado “B”, por assim dizer. Já mostrei algumas músicas inéditas em um festival de Nova York em que me apresentei. Lá, levei minha banda, então foi incrível. Não será algo puxado para o rock, mas definitivamente mais animado. Diferente, mas não tão diferente. Com a divulgação de Better Pill, tive a chance de viajar e conhecer diversos lugares, então isso me mudou, sabe? Talvez eu fale disso.

Acho Nervous tão bonita e intensa, mas também muito triste. Ela conta uma história real?
Sim, ela conta uma história real. Reflete o cara que eu era quando tinha uns dezessete, dezoito anos. Eu não era o cara mais confiante, então essa música tenta mostrar que é ok ser você mesmo e deixar as coisas rolarem. Porque, às vezes, você se apaixona por uma garota e acaba ferrando tudo por conta do nervosismo. É, acontece.

Qual é a sua música preferida do álbum? 
Acho que Coming Home. Sempre toco ela nos shows, é um dos meus momentos preferidos. Porque, não importa quantas vezes eu a cante, ela sempre parece a mesma.

Quais são os seus próximos passos?
Vou terminar meu segundo álbum e pretendo lançá-lo entre março e abril do próximo ano. Tenho shows marcados até lá, mas quero voltar ao Brasil. Com a minha banda completa, talvez? Essa viagem tem sido incrível, então tenho 100% de certeza que estarei aqui de novo em breve.

Durante sua passagem pelo Brasil, Gavin participou da novela Pega-Pega ao lado dos atores Mateus Solano e Camila Queiroz e ainda realizou uma apresentação no programa Música Boa Ao Vivo, da Anitta. Veja:

BÔNUS: O que deixa o Gavin James nervoso?

 

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