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DAMMIT Entrevista: Gabily, MC Rebecca e Rick Joe falam sobre “Revezamento”

O DAMMIT conversou com os três artistas sobre a faixa e planos futuros. Confira!


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  • Publicado em 13 de fevereiro de 2019

Fevereiro já está aí e com a aproximação do Carnaval, que será celebrado entre os dias 1 e 5 de março, os artistas — inspirados pelo feriado — começam a lançar seus trabalhos com a esperança que este conquiste o título de “hit do Carnaval”. Na semana passada, o DJ, produtor musical, compositor e empresário, Rick Joe, acompanhado de Gabily e de um dos nomes promissores do funk, MC Rebecca, entrou na competição das faixas que farão a cabeça do povo durante os dias de folia com Revezamento. A dançante música fala sobre liberdade, desprendimento e deixar de lado os rótulos.  O DAMMIT teve o prazer de conversar com o trio para saber um pouco mais sobre o processo de criação do single e quais serão os próximos passos na carreira de cada um dos artistas.

DAMMIT: A aposta para Carnaval de vocês é Revezamento. Como surgiu e foi o processo criativo da música?

Rick Joe: Essa música foi um presentaço que eu ganhei dos meus amigos Umberto Tavares e Jefferson Jr. Nós tínhamos como intenção inicial fazer um reef que fosse pop, mas que também tivesse a essência do funk das favelas do Rio de Janeiro. Então, começamos a pensar em nomes para a parceria, a MC Rebecca já estava na minha mente e depois cogitaram a Gabily, e eu achei incrível, pois já a conhecia e havia produzido materiais para ela. Revezamento, essa união entre nós três, foi uma coisa de Deus mesmo!

D: Vocês já tinham alguma proximidade? São amigos?

RJ: Eu e a Rebecca já éramos amigos antes dessa música. A Gabily, nós já havíamos trabalhado juntos, mas não nos conhecíamos pessoalmente.

D: Revezamento já foi lançada junto com o videoclipe, o qual tem uma vibe carnavalesca com muito glitter e alegria. Como foi a produção do vídeo?

Gabily: Foi tudo muito rápido! Nós terminamos a música numa quinta-feira e no domingo já estávamos filmando o clipe. A gente não conseguiu idealizar muita coisa, essa parte ficou mais com a produção. A equipe decidiu a ideia, organizou as roupas, figurantes e tudo mais, então só chegamos e gravamos o vídeo.

D: Como está sendo a recepção de Revezamento?

MC Rebecca: A galera está gostando bastante da música, é algo que o povo tem que fazer mesmo, revezar (risos).

D: O que não pode faltar no Carnaval de cada um de vocês?

RJ: Revezamento (risos), funk.

G: No meu Carnaval não podem faltar roupas incríveis!

R: Não pode faltar pessoas, revezamento, e principalmente funk!

D: Sem contar Revezamento, quais músicas devem estar em todas as playlists de Carnaval?

G: Pega-Pega.

RJ: Não sei dizer, esse é meu primeiro lançamento (neste ano), então Revezamento. Tem que ter Revezamento, só Revezamento (risos). Já que não pode contar Revezamento versão light, então escolho a proibida, não pode faltar no Carnaval!

D: Quais são as expectativas com Revezamento?

G: Se não for o hit do Carnaval, que esteja entre eles!

RJ: Eu acho que Revezamento já chegou chegando! Pelo feedback que a gente tem recebido a galera já abraçou, creio que é questão de pouquíssimo tempo para ela chegar na boca da galera!

D: Quais são as suas maiores inspirações musicais?

R: No funk, Valesca Popozuda e a Tati Quebra-Barraco, porque elas cantam temas parecidos com os meus, então elas são as minhas referências. No pop, Ludmilla, Anitta.

RJ: As minhas referências vêm de outros estilos, eu aplico muito o que eu escuto de outros gêneros no funk, como Tim Maia, por incrível que pareça Roberto Carlos, eu tiro muitas coisas desses arranjos e coloco no funk. Mas de referência como trabalho, é o Avicii.

G: As minhas referências são Ludmilla, gosto muito do trabalho dela. Acompanho muito a Anitta, que são artistas que estão em ascensão e que representam o nosso segmento.

D: Quais são os seus sonhos como artistas?

R: Meu sonho é poder dar um futuro melhor para a minha família e ajudar a minha filha, que precisa muito de mim.

RJ: O meu é poder levar a minha música para o mundo inteiro, ao máximo de países e culturas que eu puder levar.

G: Eu compartilho do mesmo sonho que o Rick Joe.

D: Atualmente, os movimentos sociais estão cada vez mais ligados à música pop, tanto como consumidores até mesmo como artistas que levantam bandeiras como a do feminismo e causa LGBT. O que vocês acham disso?

G: Eu acho incrível! Agora conseguimos dar voz às minorias e isso, antigamente, era visto como algo impossível, hoje em dia não é mais. As pessoas conseguem entender que minorias, não se tratam mais de minorias, e sim, que são a maioria das pessoas. Hoje em dia temos a capacidade de fazer um movimento, podemos dar voz, repudiar qualquer tipo de atitude preconceituosa, nós conseguimos chamar atenção para isso e mobilizar as pessoas.

R: E antigamente não tinha a internet que auxilia muito. Atualmente, está bem mais fácil para as pessoas terem contato, se manifestarem sobre casos de racismo, por exemplo. A internet ajuda bastante. Hoje, a internet dá voz a quem não tinha.

RJ: A internet deu a oportunidade de expressão para quem não tinha. Hoje não dependemos mais apenas do que a mídia divulga. Atualmente, qualquer um com um celular na mão faz um vídeo e divulga para o mundo, pode buscar informação de onde quiser direto da fonte.

O FUNK: Rick Joe é um nome consagrado dentro do ramo musical. Com vasta experiência no mercado fonográfico, já produziu artistas como Anitta, Ludmilla e Claudia Leitte, além de ter sido diretor musical da Furacão 2000, o maior celeiro de talentos do funk. Enquanto, MC Rebecca passou de Rainha das Passistas à uma das maiores promessas do funk carioca, a jovem aos poucos está trilhando seu caminho ao reconhecimento nacional. Já Gabily, começou cedo sua trajetória, cantando em cultos de igreja, casamentos e festas de 15, a carioca ficou conhecida no cenário nacional em 2016 com o lançamento de EP pela Universal Music, deste trabalho se destacou a faixa de pop romântico Deixa Rolar. No ano seguinte, Gabily mergulhou de cabeça no funk, marcando uma nova fase em sua carreira.

D: Gabily, a sua mudança do pop para o funk repercutiu muito na mídia. O que te fez abraçar esse gênero?

G: Na verdade, eu já cantava funk antes de cantar pop, porém eu não tinha a notoriedade que tenho hoje. Quando cantei funk, as pessoas não me conheciam e depois quando resolvi cantar de novo foi considerado como uma novidade. Mas atualmente, não está sendo nada surreal para o público, o povo está gostando, achando incrível, abraçou mesmo isso e está acompanhando. Teve muito contexto em Revezamento, por causa da Rebecca na faixa e também pelo Rick Joe que é um produtor de muitos estilos, mas que faz o funk como ninguém. Foi tudo muito concentrado, então agora nem houve tanto essa baque na galera.

D: Agora, como você definiria a sua personalidade musical?

G: Bem eclética. Mas atualmente eu acho que é o momento do funk, nós estamos vivendo um momento em que o funk está em ascensão. A gente, antigamente, lutava muito para o nosso gênero tocar e ser distribuído em todos os lugares, hoje em dia já é natural que toda galera escute e goste de funk, acredito que o momento é completamente esse. É agora que temos que trazer esse estilo para até mesmo agradar a galera que está esperando o funk, que é o que o público procura.

D: No passado, você colaborou com Mika, Ludmilla e Nego do Borel, qual foi a importância dessas colaborações na sua carreira?

G: Essas parcerias foram incríveis! Eu amo fazer colaborações, a maioria das minhas músicas foram com feat. por opção minha, não por às vezes ser um artista de maior proporção ou de menor no ramo, eu acredito que isso não muda o resultado da música, o que altera mesmo é o trabalho que foi desenvolvido. As colaborações foram muito importantes para saber que eu podia contar com a ajuda de artistas que estavam em outros momentos de carreira, e que não necessariamente precisariam estar gravando comigo, mas que gravaram por consideração, para ajudar, unir forças mesmo e conseguir fortificar o nosso segmento, então eu fico muito feliz por isso.

D: Você lançou o EP Deixa Rolar em 2016, podemos esperar um álbum para este ano?

G: Um álbum não, mas um EP sim! Serão as principais músicas gravadas que irão fazer uma composição de EPs, não de um álbum especifico, mas tudo pode mudar. No momento, eu estou me adaptando à uma nova estrutura, a um novo escritório, então os planos podem mudar a qualquer momento.

D: E novas parcerias?

G: Eu tenho duas parcerias já gravadas há um tempo, mas a maioria das minhas músicas serão solo. Uma delas é com o Gaab!

2019 apenas está apenas começando e MC Rebecca, Rick JoeGabily também revelaram o que podemos esperar deles nos próximos meses.

D: Quais são os planos de vocês para este novo ano?

R: Meus próximos lançamentos serão com clipe e devem ser divulgados só depois do Carnaval.

G: Eu também só vou lançar música depois do Carnaval, mas tem todo um planejamento ainda para ser tratado, então não sei ao certo quais serão os próximos passos, mas vem coisa boa com certeza!

RJ: Os meus próximos trabalhos também só serão lançados depois do Carnaval. Eu tenho um projeto colaborativo com vários artistas, vários nomes do funk, os principais nomes do gênero e nós estaremos divulgando ao longo do ano.

D: Rick, podemos saber alguns dos nomes que estarão nesse seu próximo projeto?

RJ: Sim! Kevin O Chris, terá uma faixa com a Rebecca que também será lançada, Mazzoni, Cidade Negra também irá participar. Já participaram vários artistas, fora outros que ainda estão em andamento.

D: Para encerrar, o que vocês diriam para as pessoas que estão conhecendo vocês ou Revezamento só agora?

R: A música e o clipe estão bem divertidos, é um pensamento que passa na cabeça! A gente espera que as pessoas gostem, se divirtam e dancem bastante também.

G: Vocês podem esperar bastante lançamentos que neste ano o que a gente mais vai fazer é lançar trabalho.

RJ: Com certeza vocês irão ver muita coisa nova nesse ano! Um lançamento atrás do outro!

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Reportagem: Victória Lopes

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