DAMMIT Entrevista: Aretuza Lovi fala sobre “Movimento” e seu primeiro álbum Tuned

Aretuza Lovi acaba de lançar o clipe de sua mais nova canção de trabalho, Movimento, em parceria com Iza e já soma mais de três milhões de visualizações no YouTube. Com uma fotografia de encher os olhos e figurinos de cair o queixo, a homenagem à cultura cigana se dá pela fé que a drag queen carrega.

Umbandista e devota da cigana Sarita, apesar de querer homenagear esse povo rico de sons, cor e alegria, só depois Aretuza se deu conta de que, na verdade, o clipe também falava muito sobre sobre sua vida. Ainda antes de começar a se apresentar montada nas noites de Brasília, a cantora tentou a vida em vários outros locais do país, sem muito sucesso. “Depois da finalização do vídeo é que parei para me dar conta que a minha vida também foi cigana, cada caminho e estado por onde passei me serviu de aprendizado e ensinou bastante”, disse.

Representando minorias – que de minorias, eu a disse, não têm nada – o clipe contra com uma representante drag, cultura que tem sido cada vez mais propagada e exaltada, que mesmo assim ainda precisa mais espaço e reconhecimento, uma mulher negra e a etnia cigana que é mistificada. Para Aretuza, todas as militâncias são válidas: “não importa se você é negro, gay, faz drag. Eu sou a favor de que todas as bandeiras devem ser levantadas e discutidas, o preconceito está aí e precisa ser combatido”, esclareceu.

O primeiro álbum em estúdio da carreira de Lovi se chama Mercadinho e conta com três parcerias: o atual clipe, com Iza, Arrependida, com Solange Almeida, e Catuaba com Gloria Groove. “Ele é o meu bebê. Os feats são com pessoas muito queridas e que tinham que ser!”, se refere ao disco.

Ouça na íntegra:

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Postado dia 13 de agosto de 2018

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