Você precisa ler este post antes de assistir “Mãe”, novo filme com Jennifer Lawrence Ticket

Assistimos Mãe, novo filme de Darren Aronofsky, que conta com Jennifer Lawrence no papel de protagonista, além de Javier Bardem, Michelle Pfeiffer e Ed Harris no elenco principal. Se você está pensando em ir ao cinema amanhã (21) – data marcada para a estreia do filme em todo o Brasil – você precisa se atentar a alguns detalhes para ter uma experiência melhor.

Sinopse: Um casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante.

Pensando nisso, listamos algumas informações importantes sobre o longa, baseadas no que sentimos ao assistir, e também nas palavras do próprio Aronofsky, que esteve em São Paulo para uma coletiva com a imprensa nessa terça-feira (19). Vamos lá!

  • Darren Aronofsky é conhecido por seu estilo único e perturbador de contar histórias. Para quem não se lembra, ele é o nome por trás de filmes como Pi, Requiém por um Sonho e Cisne Negro, por exemplo. Mas Aronofsky nunca foi tão longe como em Mãe. Se você ficou incomodado com qualquer um desses filmes anteriormente, se prepare para potencializar esse sentimento quando for a sua sessão.
  • Isso vem sendo dito desde o começo, não é um spoiler, serve para facilitar a sua compreensão: Jennifer Lawrence representa a mãe natureza, a personificação da Terra. Javier Barden é creditado como “Ele”, o que diz bastante sobre o seu papel. Tenha em mente que o longa é uma grande metáfora e que você precisa embarcar nessa ideia para ter qualquer experiência com o filme, seja ela boa ou ruim.
  • Se atente a sonorização, ela é parte importante da narrativa e te conduz muito bem dentro da história, da calmaria ao caos. É bem interessante acompanhar esse desenvolvimento.
  • Mãe é aterrorizante em vários sentidos, mas não é um filme de terror como vem sendo vendido. Se você for ao cinema esperando um thriller, vai se decepcionar.
  • Incômodo: essa é a palavra que melhor descreve o longa. É perturbador, aflitivo, brutal. E o pior, você não pode fazer nada a respeito. É um paralelo interessante com a vida, como disse Aronofsky. É ter raiva, é não ser ouvido, é ver as coisas acontecendo e ser completamente passivo dentro daquela situação. Assistir Mãe é um exercício muito grande de autocontrole e paciência. E você vai falhar algumas vezes…
  • Não é para todo mundo. E não digo isso no sentido intelectual, porque enxergando as alegorias, a história é, na verdade, extremamente simples. Mas no sentido de que mesmo tendo compreendido, é muito, muito difícil de digerir.
  • Jennifer Lawrence está impecável, é o papel de sua carreira até aqui. A demanda psicológica e física que esse filme exigiu dela deve ter sido assustadora, e ela entregou cada minuto. O longa é rodado 100% sob a visão da Mãe, então todos os takes são no rosto, sobre os ombros, ou atrás dela. Estamos com a Jennifer durante os 120 minutos de filme.
  • É um filme que dá margem a diversas interpretações. Sua base é a bíblia, mas podemos enxergar nele temas como feminismo, idolatria, mudanças climáticas, destruição do planeta, etc. Darren disse ontem em São Paulo que qualquer interpretação é bem-vinda: “Eu só não aceito dizerem que a violência é gratuita. Se você saiu da sessão achando que o filme é violento só para ser violento, você não entendeu a mensagem”, completou.

Quando terminei de assistir Mãe, pensei comigo que o filme me atingiu de tal forma, que eu não teria estômago para assistir novamente. Isso mudou alguns minutos depois. Eu precisava saber mais, buscar informações, entender o motivo de tanto incômodo.

E o motivo é simples: existem muitas coisas erradas acontecendo ao nosso redor. Nós lemos sobre, assistimos, vivemos. Mas poucas delas nós temos o poder de mudar, e isso é frustrante. A frase que mais me marcou no longa, dita por Jennifer Lawrence, foi: “They won’t listen”. Ela fala. Ela grita. Ela tenta. Eles não ouvem… E não ser ouvido é a coisa mais assustadora que existe.

Assistam Mãe, comentem o que acharam e se esse post os ajudou de alguma forma na experiência do filme. Tem muita coisa para ser discutida ainda.

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Postado dia 20 de setembro de 2017

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