Os Croods – Crítica Ticket

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Na última década, o nome do diretor Chris Sanders cresceu no mundo da animação. Mesmo só tendo dirigido dois filmes – “Lilo & Stitch” (2002) e “Como Treinar o Seu Dragão” (2010) – e ambos com a parceria de outro diretor, ele já ganhou fama e duas indicações ao prêmio da Academia. Em sua terceira animação como diretor – com Kirk De Micco como seu co-diretor – ele mostra mais uma vez que é capaz de contar boas histórias. O filme em questão é “Os Croods” (The Croods) da Dreamworks, e que abre a temporada das animações dos grandes estúdios desse ano.

Somos apresentados a uma família das cavernas de sobrenome Croods liderada por Grug (voz de Nicolas Cage na dublagem original), um pai super protetor e defensor dos velhos costumes. Há ainda uma mãe cuidadosa, uma sogra que vive implicando com o genro, um filho cabeça-oca, uma filha pequena selvagem e Eep, a filha mais velha rebelde (voz de Emma Stone). Eep não gosta de forma como vive – sempre presa dentro de uma caverna escura – e deseja conhecer mais do mundo ao seu redor. Uma grande chance para isso aparece quando, por causa da divisão dos continentes, a caverna de sua família é destruída e os Croods são obrigados a aprender sobreviver em um mundo novo e hostil. Para ajudar a família, surge Guy (voz de Ryan Reynolds), um rapaz que Eep conheceu há pouco tempo, e que possui ideias novas que acabam despertando a curiosidade de todos os Croods, menos de Grug que se sente ameaçado pelo jovem e teme perder sua família para ele – em especial, a sua filha mais velha.

A trama inicial do filme parece um emaranhado de ideias já antes vistas: a família das cavernas lembra o desenho “Os Flintstones”, e o grupo que parte a procura de um lugar para morar em meio ao caos do mundo pré-histórico se assemelha à animação “Em Busca do Vale Encantado”. Mas apesar disto, a história de “Os Croods” acaba por ganhar identidade própria em seu desenrolar.

As piadas são muito bem dispostas, fazendo com que o público se divirta na maior parte do filme, enquanto o drama do pai e da filha é bem desenvolvido e traz um toque emocional à animação. Os personagens secundários da família também possuem seu espaço. Há alguns momentos – principalmente no início do filme – que parecem passar rápido demais, ficando até mesmo forçados, mas é muito bom ver que mesmo com o excesso de personagens a história não se perde.

A estética da animação é praticamente impecável em relação ao que se vê atualmente, e o 3-D é muito bem utilizado, não ficando exagerado demais, nem sendo colocando em segundo plano. Os efeitos sonoros junto da tecnologia da terceira dimensão ajudam na imersão do espectador no filme.

O estilo característico de Chris Sanders é percebido, entre tudo, nos animais que aparecem durante o filme. É notável também como a floresta em que os Croods vão parar se assemelha aos cenários vistos no filme “Avatar”, como provavelmente uma ideia de homenagear o longa de James Cameron – só que aqui tudo é mais colorido. Um grande deleite para o olhar.

O embate entre Grug e Guy também é bem elaborado, fazendo com que o conceito inicial de uma família tentando sobreviver seja apenas um pretexto para mostrar as diferenças entre gerações e a adaptação de uma geração anterior à nova.

O que se tem aqui é uma grande comédia, divertida do início ao fim, com cenas que tiram o fôlego da plateia em alguns momentos e que possui um roteiro bem planejado. Mais um trunfo do diretor Sanders, e claro, de De Micco também.

A Fox lança “Os Croods” no dia 22 de março, mas haverá sessões de pré-estreia em alguns lugares do país no próximo final de semana.

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Postado dia 11 de março de 2013

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