CRÍTICA – “Vingadores: Guerra Infinita”: Thanos rouba a cena em crossover mais ambicioso da história Ticket

Com plots surpreendentes Guerra Infinita nos traz ótimas cenas de ação e drama, tornando-se um evento histórico para o Universo Cinematográfico da Marvel. Aos que reclamavam de falta de consequências nos filmes do estúdio, as suas vontades foram ouvidas. Neste longa, toda decisão, todo movimento e todo sentimento tem uma consequência importante e muitas vezes acabam em algo que nós não esperávamos.

 NÃO REVELAREMOS DETALHES DA TRAMA, MAS ESSE POST PODE CONTER SPOILERS

Em um filme onde os super-heróis deveriam protagonizar, pois dão título ao longa, é incrível como os irmãos Russo escolheram o vilão para trilhar a narrativa da trama. Thanos tem propósitos que nos fazem refletir, o que torna a experiência de vê-lo tentando destruir nossos heróis ainda mais devastadora.

Em duas horas e meia o longa trata de criar ainda mais laços entre os diversos personagens. Temos quatro núcleos importantes:

– Wakanda com Capitão América, Viúva Negra, Pantera Negra, Bruce Bener (que falha miseravelmente em “invocar” o Hulk), Máquina de Combate, Bucky Barnes, Falcão, além de Shuri, as Dora Milaje e todos os soldados do país;

– Terra e Espaço com Homem de Ferro, Homem-Aranha, Doutor Estranho e uma parte dos Guardiões comandada por Peter Quill, Drax e Mantis;

– Espaço com Thor e outros dois membros dos Guardiões liderado por Rocket e o adolescente Groot;

– O quarto arco é de Thanos que passa por todos os três primeiros núcleos, ele viaja por todos os lugares atrás de suas Joias do Infinito.

Em Wakanda falta drama, nos vemos diante de ótimas cenas de ação, grandiosas e incrivelmente reais, mas fomos levados a acreditar que o Capitão América teria uma grande revelação dramática neste capítulo. Fomos enganados – e muito bem enganados – pelos trailers, pois o super-herói evoca muito mais do seu lado de guerreiro do que o humano. A própria rixa entre Rogers e Stark, que causou a Guerra Civil, é esquecida no churrasco em vista da ameaça que Thanos representa. A gente entende, mas se decepciona.

Também no país africano, presenciamos um dos momentos mais empolgantes de Guerra Infinita, com uma cena muito bem montada três heroínas se juntam para destruir o inimigo comum. Mostrando que nenhuma delas está sozinha!

A química entre Stark, Estranho e Peter Parker é incrível e quando levada ao espaço para o lado de personagens como Drax, Mantis e Quill, nós entendemos que os irmãos Russo respeitam muito tudo que o estúdio se propôs a criar neste universo cinematográfico. Egocentrismo, humor, drama, tudo está onde deve estar, o que torna o núcleo um dos mais interessantes apresentados até aqui. A cena em que todos lutam contra Thanos é de nos fazer afundar na cadeira de tensão.

Thor com certeza é uma surpresa neste filme, depois da sua merecida e necessitada repaginada em Thor: Ragnarok, nós vemos o herói mais forte do que nunca e motivado por questões pessoais (reveladas logo no início do filme), ele embarca numa jornada ao lado de Rocket e Groot para encontrar uma arma que destrua Thanos. Outro núcleo cheio de carisma e que ganha o público.

Guerra Infinita agrada nos arcos emocionais, especialmente no de Thanos, que nos desperta uma empatia para com o personagem. Ele é uma espécie de visionário impiedoso que acredita em genocídio como forma de resolver os problemas do universo e que não deixará nada, nem o amor por sua filha, ficar em seu caminho. As cenas entre Gamora e Thanos são as mais emocionantes, com poucos diálogos nós nos vemos presos em uma relação real, cheia de conflitos, amor e ódio.

Do primeiro minuto ao último, a sensação de desespero é assustadora e entendemos que Josh Brolin criou um dos vilões mais importantes do Universo Marvel. Queremos ver mais, mesmo sabendo que talvez mais signifique menos. Confuso? Sim, mas volte aqui para ler essa crítica depois de ter assistido o filme e entenderá do que estamos falando.

Depois de 10 anos consolidando seu universo cinematográfico, o Marvel Studios conclui bem o primeiro ciclo dos Vingadores, deixando muitas perguntas e inúmeras possibilidades para o futuro do estúdio. O que nos deixa ainda mais desesperados para Vingadores 4 que deve ser lançado apenas em maio de 2019.

Curta o DMT no Facebook e receba notícias diretamente em sua timeline.

Tags

Escrito por
Postado dia 26 de abril de 2018

Comentários

DAMMIT.com.br © 2012 - 2014    —    Alguns direitos reservados