Dakota Johnson e seu humor são o que salvam “Cinquenta Tons Mais Escuros” Ticket

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Acaba de chegar aos cinemas a sequência do estouro literário que trouxe E.L. James aos holofotes, Cinquenta Tons Mais Escuros. O risco foi grande, já que a diretora, que deu vida ao romance conturbado de Anastasia Steele (Dakota Johnson) e o controlador milionário Christian Grey (Jamie Dornan), foi demitida logo após o primeiro longa da franquia ter sido lançado. A razão foi a difícil relação entre Sam Taylor-Johnson com a escritora que, assim como sua criatura, tinha grande controle sobre a adaptação.

Sendo assim, o que esperar do próximo? O roteiro deste estaria, a partir de então, nas mãos do marido de E.L., Niall Leonard e James Foley que assumiram a direção. Com tanto poder de criação e a promessa de que estaria fiel ao livro, pois era o desejo dos fãs, a autora parece ter se apegado mais às suas cenas preferidas do livro, pode-se assim dizer. A relação de amor que é um tanto complicada e difícil para Christian fica superficial quando ele retorna um “eu te amo” como se não fosse nada de muito importante assim. A flor branca, símbolo que carrega o romance dos dois ao próximo nível – baunilha e toda a melação -, não só esteve presente na promoção do longa como também o abre, mas é completamente esquecida na cena crucial, em que nem mesmo rosas a compõe.

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Em contrapartida, o casal de atores volta ainda melhor para Tons Mais Escuros. A intimidade está lá, assim como a cumplicidade que foi criada através dos anos entre Johnson e Dornan. Grey se vê mais livre de suas amarras, chega a ter um certo humor, fazendo com que mesmo as falas mais piegas fluam com naturalidade, sem os passos coreografados que marcam Tons de Cinza. Ao passo que Dakota, basicamente, leva a trama graciosamente nas costas, sem qualquer esforço durante a subida. As sacadas da atriz com a personagem chegam a ser geniais, esqueça a Anastasia sonsa e por vezes sem graça do livro, foi ela quem arrancou todas as sensações da plateia durante os 117 minutos de duração.

A trilha sonora continua a casar com as imagens, mas não da forma tão encaixada que as músicas do outro ficaram. O carro-chefe musical é I Don’t Wanna Live Forever, parceria de Taylor Swift e Zayn, e poderia ter sido aproveitada nas cenas mais picantes ou até mesmo dramáticas da dupla. No mais, Nick Jonas e Halsey embalam o ápice do sexo, que ainda perde para o legado de Sam Taylor-Johnson.

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Como adaptação, este é milhões de vezes melhor que o livro, não há comparação. Não há furos e algumas coisas chegam a ser fiéis até demais, como a desnecessária queda do Charlie Tango – estimado helicóptero de Christian – e a sequência que surge a partir dali, incluindo toda a vergonha alheia no pacote. As vilãs, Elena (Kim Basinger) e Leila (Bella Heathcote), são pontuais, mas beiram o novelão. O grande destaque fica para Jack Hyde (Eric Johnson) sendo possível até mesmo sentir asco do ator pela sua performance.

Indo conferir o filme, não se esqueça de ficar até depois dos créditos porque tem uma cena exclusiva de Cinquenta Tons de Liberdade, previsto para estrear em 9 de Fevereiro de 2018.

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Postado dia 10 de fevereiro de 2017

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