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Review: Pretty Little Liars – 5×12 – Taking This One to the Grave

Morte, acidente e mais algumas mentiras no 12° episódio de “Pretty Little Liars”.


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  • Publicado em 30 de agosto de 2014
Imagem: Divulgação/ABC

Imagem: Divulgação/ABC

Desde o promo do 12° episódio de Pretty Little Liars, comecei a ficar chateada pois dava para perceber que Mona (Janel Parrish) seria a bola morta da vez. Sigo alguns perfis de fãs, que fizeram montagens, comparando fotos da sala destruída com a da casa, e o início da temporada que apareceu uma boneca dela em um caixão. Ela é uma das personagens mais bem construídas, que saiu da loucura e superou a sociopatia – em partes – conseguindo viver “normalmente’ em Rosewood, passando, inclusive, para quatro universidades e sambando na cara da Spencer (Troian Bellisario), no quesito inteligência. Mas é de lamentar também a mera participação de Janel somente em flashbacks, a partir de agora.

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O contexto o qual Mona foi assassinada foi bem construído, se relembrarmos que todos os personagens que descobriram – ou achavam que tinham descoberto – quem estava com o jogo sofreu alguma consequência. A própria Marlene King disse que era uma coisa que havia sido decidida há algum tempo e não somente porque ela deveria ser descartada. O recurso usado no início do episódio foi flashfoward, bastante usado em Revenge, para chegar até o ápice tão esperado do homicídio, 36 horas antes do ocorrido.

As suspeitas sobre Ali (Sasha Pieterse) estão aumentando cada vez mais. Ela esboçou um sorriso de satisfação ao achar que tinha enganado Emily (Shay Mitchell), enquanto ela também estava usando-a no momento. Após aplaudir a atuação de Emily, Ali saiu escoltada das gêmeas que antes apoiavam a Mona. O depoimento dela foi algo totalmente inesperado, que descobrimos que iria acontecer no fim do episódio anterior. Ela foi testada por uma máquina da verdade, que custaria a cabeça e o corpo inteiro de todas as suas “amigas”, caso alguma pergunta sobre Nova York ou o sequestro fosse feita.

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Isso põe em cheque toda a confiança que a loira tentou construir desde o início da quinta temporada, de que era uma nova pessoa. Aparentemente, tudo mentira, como de costume. Ali não só deu uma grande evidência para a polícia que Spencer poderia ter matado Bethany Young em troca de silêncio, como também construiu o seu novo “exército” para um fim ainda desconhecido. Mas o ponto alto das mentiras desse episódio foi saber que, sim, ela conhecia Bethany há bastante tempo. Possivelmente são até irmãs, já que foi revelado que Mrs. DiLaurentis (Andrea Parker) teve um caso com o pai de Bethany, e esta afirma que ambas, mãe e filha, não prestam. Foi a última revelação de Mona para Aria (Lucy Hale), que iria desfrutar do jantar do dia de Ação de Graças com Ezra (Ian Harding). Alison armou para Bethany ser internada no Radley pois havia descoberto a infidelidade da mãe.

Uma loira encapuzada entra na casa da #RIPMona e termina o serviço. A morena também havia afirmado que Ali era -A e poderia provar isso, mas a psicopata, hacker, patricinha e inteligente Mona, que se safou de todos os shades, até hoje, se deu mal. O fandom da série se dividiu discute por que Ali é ou não -A. Ficaria muito na cara entregar a dona do jogo agora, na metade da temporada e é bastante plausível que todas as evidências apontem para Alison, depois do que mostraram nesse episódio. Ainda assim, eu aposto que o envolvimento dela com toda essa estória é bem sério e realmente há mais do que sabemos – vale lembrar que ela aparece em frente a casa de Mona, quando a polícia chega, e esboça uma reação quase de alívio -, claro, mas não, ela não deve ser -A.

Para atiçar ainda mais a curiosidade, Toby sofreu um acidente no meio do episódio nos levando a crer, por um segundo, que ele iria morrer. A partir daí, Paige aparece dizendo que seguiu Ali até uma fazenda, cheia de gente, confirmando a loira está armando algo, e Spencer é presa pelo assassinato de Bethany. Para um midseason finale, eu achei que não foram criadas tantas perguntas quanto as que são normalmente, os ganchos ficaram firmes para a continuação da quinta temporada, mas sem nos incitar ainda mais ódio de não saber o que há por trás dos acontecimentos.

Me chamou bastante atenção da forma com a qual Holbrook (Sean Faris) procedeu com as investigações nesse episódio, se recusando a fazer com que Tanner (Roma Maffia) estivesse sempre presente nas reuniões ou abordagens com as meninas. Inclusive, justamente pela forma com a qual ele falava, em tom mais incisivo e acusatório,ele está bastante suspeito. Adorei Hanna (Ashley Benson) com boas notas no SAT (espécie de vestibular), pois me lembro que fizeram o mesmo com a Summer (Rachel Bilson), de The OC, e será engraçado vê-la em um ambiente assim, caso elas realmente consigam ir para a faculdade. As cenas da espionagem dela com Caleb (Tyler Blackburn) no carro também foram ótimas, um pouco de humor que quebrou bastante a tensão do momento. A cereja do bolo foi antes de tudo, quando as Liars justificaram os feitos de Mona, durante o plano de investigação delas, “porque ela é Mona”. Achei que demorou para reconhecerem que ela é, realmente, foda. Pena que foi tarde demais.

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O final, como sempre, para matar um do coração, ne? Aquela cara quase verde da Mona no porta-malas e uma leve sensação de que eu não iria conseguir dormir. Básico. E, pela primeira, em quase cinco anos é NATAL em Rosewood! O que nos leva a lamentar que o próximo episódio, normalmente especial de Halloween, terá um tema um pouco diferente. As atrizes vão responder no set perguntas sobre a série, mas parece que vai ser bem legal, com exibição datada para o dia 21 de outubro.

Vamos nos preparar para a a segunda parte da quinta temporada, e recarregar a paciência, já que a série foi renovada até a sétima temporada.

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