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Noah Schnapp e palavrões são marcos da segunda temporada de “Stranger Things”

Após ficar o primeiro ano inteiro, praticamente, no Mundo Invertido, o personagem ganha mais destaque e mostra a que veio.


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  • Publicado em 02 de novembro de 2017

Se você ainda não assistiu à nova temporada de Stranger Things, lançada no Netflix na última sexta-feira, 27, no mínimo já viu alguém que está maratonando a série. Ou dando algum spoiler. Foram postagens no Instagram, Twitter, Facebook, muitos memes e até sinal de fumaça para avisar que os nossos filhos estavam de volta <3

Após ficar o primeiro ano inteiro, praticamente, no Mundo Invertido, Will Byers (Noah Schnapp) ganha mais destaque e mostra a que veio. Esqueça o protagonismo de Eleven (Millie Bobby Brown), que chega até a dar um pouco de ranço agora, e abra seus olhos: esse menino é um talento ambulante. Os gritos de Noah ecoam pelo ambiente, a medida que se debate inúmeras vezes enquanto fica amarrado em algum objeto, sofrendo com uma força maligna dentro de si.

Tudo continua a girar em torno do garoto, mas além de ser o centro das atenções, ele é quem dá as regras do jogo, engana a própria família, amigos e espectadores. “Finalmente deixamos essa Ferrari sair da garagem”, disse um dos produtores executivos da produção à Variety. Guardem o nome dessa criança, ela ainda vai estourar!

Por outro lado, a preguiça rodeia Eleven e tudo o que a garota construiu antes. Do protagonismo à personalidade rebelde, quase sem causa, um grande white girl problem se instalou na dinâmica da queridinha de ST. Ao “ocupar” simbolicamente o lugar da filha falecida de Hopper (David Harbour), ela se vê encarcerada e foge, mais uma vez, em busca de respostas sobre a própria origem. Enquanto se enfia numa situação alheia ao universo dos amigos, em um episódio solto dedicado somente a isso, tudo parece não fazer jus ao contexto da série, como um todo.

Os laços externos de Eleven, aparentemente, são tão frouxos quanto a relação que ela manteve com os meninos, desta vez: inexistente, se formos desconsiderar o apelo para o romance infantil, que se estende a outros personagens, e o grand finale em que ela resolve que sua casa – palavra repetida inúmeras vezes em manipulação – é junto deles.

A falta da menina em quase toda a produção é equilibrada pela nova personagem, Max (Sadie Sink), que é tão aventureira, destemida e pronta para qualquer situação quanto os garotos. Ela bate recorde no fliperama, anda de skate e aguenta um irmão muito mala sem alça, Billy (Dacre Montgomery). Dele, já sabemos que podemos esperar ainda mais no futuro, o primeiro vilão humano que faltava e já teve um diálogo bem interessante com a mãe de Nancy (Natalia Dyer). Resta esperar para ver como esse encontro se desenrola.

A construção dos episódios continua fantástica, de roteiro a efeitos minimamente pensados. Se a Netflix divulgou, há pouco, que o Brasil é o país em 10° lugar de os assinantes super maratonistas (quem termina uma temporada nas primeiras 24h de lançamento), esse mês pode ser que os números subam drasticamente: o artifício de acabar o episódio no exato momento do clímax é o que nos impulsiona a nem sequer pensar e clicar no play de novo. E de novo. Assim, assisti três episódios seguidos, me odiando por dentro já que a terceira temporada só estreia em 2019. Sim, vamos chorar juntos!

Por fim, a inesperada parceria entre Dustin (Gaten Matarazzo) e Steve Harrington (Joe Keery) proporciona alguns dos melhores momentos deste ano. A virada da essência do personagem, antes bad boy e babaca, que agora integra o grupo principal e sabe que há muito mais coisas entre o céu e a terra, do que a nossa vã filosofia nos permite enxergar, faz nascer uma pessoa afetuosa e mais compreensiva. Acredito que será uma boa influência para os meninos no futuro. Esse BROTP eu quero ver crescer ainda mais.

Entre monstros nojentos, bichos mortos e muita gente assassinada, a série ainda não chega a dar medo mas se vê mais nojenta do que nunca. Mais dinâmica. Causa ansiedade e te faz falar com a televisão sem precedentes. Xingar as crianças, que nem elas estão xingando – E MUITO -, o que denota que um público está crescendo e amadurecendo com esses atores, além deles próprios. A gente torce para que eles saiam dos lugares errados nas horas erradas, se ajudem e continuem a promessa que rege a série: amigos não mentem.

Já com saudade dos nossos bbs, podemos ainda vê-los num especial, também lançado pela Netflix, que explora os bastidores da produção e comenta alguns spoilers.

No mundo real ou invertido, nós esperamos ansiosamente.

Até logo, Strangers Things.

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