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Após 8 anos, “Game Of Thrones” chega ao fim

Uma das maiores produções para TV chega ao fim depois de sete temporadas.


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  • Publicado em 20 de maio de 2019

  ALERTA SPOILER  

Foi ao ar ontem, pela HBO, o último episódio da série de fenômeno mundial “Game Of Thrones”. O Trono de Ferro foi para Bran O Quebrado, da casa Stark, primeiro de seu nome.

Apesar de todas as críticas – tanto da mídia quanto dos próprios fãs, que chegaram a iniciar uma petição online para regravações da última temporada -, apesar do jogo ter sido um pouco apressado, “Game Of Thrones” terminou entregando um final que será lembrado por décadas (mesmo que não seja apreciado).

“The Iron Throne” foi brilhante por ser o que a série sempre nos deixou claro: é um jogo de política sujo, doente, charmoso, suspiroso. Assistimos personagens realmente conversar e lidar com as consequências de “The Bells”, o penúltimo episódio que marcou a morte da caracterização da personagem mais mal entendida da televisão. E é isso que David Benioff & D. B. Weiss, que escreveram e dirigiram o episódio final, fazem melhor: demonstrar como seus personagens esquematizam seus próximos passos e manipulam a história (Tyrion é prova, que ficou fora do livro da história de Westeros, “Uma canção de Fogo & Gelo”).

Os adaptadores da série tiveram dois anos para planejar o final da história em 6 episódios. Você acha que a velocidade com que as coisas se desenvolveram no último episódio não foi proposital?

Desenvolver a dor de Daenerys, especialmente depois das mortes de Rhaegal e Missandei, teria feito mais sentido para um público que ama tanto a personagem mais cruel e assassina da série. Assistimos Dany perder sua sanidade em momentos. O efeito de choque não foi o suficiente para relembrar o público de que já sabíamos desde o começo que chegaria à esse ponto. Apenas os deuses de Westeros sabem qual lado da moeda caiu para a eterna Daenerys Nascida de Tempestade, da Casa Targaryen, primeira de seu nome, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Protetora dos Sete Reinos (reclamados), Mãe dos Dragões, a Khaleesi do Grande Mar de Grama, a Unburnt (que não pega fogo), a Quebradora de Correntes (e rodas).

Assim como dito por Dany repetidas vezes, ela tomou o que era dela com fogo e sangue. Emilia Clarke fez um trabalho incrível, criando expressões sutís das transições de Dany ao ouvir os sinos tocarem no Porto Real; Ou seja no ar de manipulação e carisma envolvendo a personagem que a atriz inglesa apresentou.

As coisas nem sempre são como queremos. E “Game Of Thrones” nos ensinou isso com força quando matou seu “personagem principal” (para os n00bs que não sabiam que o único personagem principal da história é todo mundo) na primeira temporada. Mesmo fãs sonhando com Sansa Stark no trono (de ferro, já que Rainha no Norte né), Jon Snow decapitar sua própria rainha e bebês dragões, David Benioff & D. B. Weiss seguiram os desejos do criador da história George R.R. Martin.

Tudo precisava de um pouco mais de desenvolvimento, mas todas as decisões feitas fazem sentido e pareciam reais e de acordo com o que conhecemos dos personagens. Dany tinha que morrer porque Dany não é uma pessoa legal.

Todo lugar que ela vai, homens malvados morrem e nós aplaudimos ela por isso… ela acredita que o destino dela é criar um mundo melhor… você não mataria quem ficasse no caminho de você e o paraíso?
Tyrion Lannister sobre Daenerys para Jon Snow

Uma das cenas mais fortes do episódio inspirou seu nome. Dany entra na Sala do Trono, que está destruída. O Trono de Ferro, intacto, está fixo em sua mirada. A Rainha reclamada dos Sete Reinos caminha em direção ao objeto almejado por quase toda sua vida. Ela o toca, sorri por ter realizado seus objetivos e quando ela se vira para sentar, Jon Snow entra.

Foi quando Dany disse Eles não tem escolha. Fique comigo, que Jon declara à ter como rainha para sempre, antes de a esfaquear no coração. Queenslayer. A participação de Drogon percebendo pelo cheiro em Dany que Jon a matou, queima o Trono de Ferro em uma mensagem forte e sútil.

Depois de um pulo no tempo, descobrimos que Jon e Tyrion estão presos em Porto Real por traição. Os lordes mais poderosos de Westeros se juntam e em debate, depois de ouvir a pessoa mais sana e inteligente da série, decidem que Bran Stark é o novo rei. Essa é a roda que nossa rainha queria quebrar, diz Tyrion para Grey Worm. Daqui à diante, governantes não serão nascidos, eles serão escolhidos.

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