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“American Horror Story” se reinventa em sua sexta temporada

Ryan Murphy e Brad Falchuk usam um novo formato de edição e filmagens, recriando a série. Confira nossa opinião.


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  • Publicado em 16 de setembro de 2016

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Foi ao ar, nos Estados Unidos, nessa quarta-feira, 14 de setembro, o primeiro episódio da sexta temporada de “American Horror Story”. Como já sabemos, desde os últimos 5 anos, a ansiedade da reinvenção da série em uma nova trama com os mesmos atores cerca os fãs e é, sem dúvidas, um ponto crucial da divulgação esquisita e misteriosa tramada por Ryan Murphy, criador da série.

Foram dezenas de vídeos promocionais e rumores por toda a internet. O sub-titulo “The Mist” (que agora sabemos não ser o verdadeiro sub-título) foi relevado pelo TV Guide e finalmente quarta-feira tivemos o primeiro encontro com os novos personagens. Aliás, com apenas alguns deles.

Deixando de lado a exuberância de seus personagens “únicos”, embarcamos em uma história protagonizada por simples americanos, a instrutora de Yoga Shelby (Lily Rabe/Sarah Paulson) e o vendedor Matt (Andre Holland/Cuba Gooding Jr). O casal compra uma casa no campo com todo o dinheiro que tinham guardado. A casa foi construída em meados do século XVIII, no interior de North Carolina, em Roanoke. Esse nome já é familiar aos fãs de American Horror Story.

A grande novidade é o novo estilo da série, que para reinventar sua narrativa e surpreender ainda mais os fãs tomou base em documentários sobrenaturais televisivos dos anos 90, onde a história é narrada pelas vítimas dos ataques (Lily Rabe, Andre Holland e Adina Porter) e vemos encenações feitas por “atores” (Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr. e Angela Bassett).

Por mais que o primeiro episódio, como sempre, tenha ganhado ao assustar, o novo formato de filmagens e edição quebra a realidade apresentada, deixando um ar fictício na narração, enquanto as entrevistas arrastam o episódio. A primeira bandeira vermelha é que já sabemos que o casal sobreviveu a qualquer coisa que está por vir. Recontar a história desilude a tensão. Sem contar que deletando todas as cenas de entrevistas você ainda teria uma história completa. A verdade é que não sabemos ainda o que Ryan Murphy tem embaixo das mangas com esse novo estilo. Esperamos ser surpreendidos com algo positivamente genial.

Lady Gaga e Kathy Bates em American Horror Story: My Roanoke Nightmare

Ainda assim, diferentemente de temporadas anteriores, temos um pace muito mais lento, que ajuda em aterrorizar. A grande chave é o inesperado e o suspense, entre os maravilhosos visuais cinematográficos da série. Aos poucos somos apresentados aos personagens, a história por trás da história, passamos da simplicidade para o macabro, em um episódio que por si só é inesperado e misterioso. A falta de informação e a simplicidade renovou nosso comprometimento com a série.

Para deixar tudo ainda melhor, Ryan Murphy brinca com a nostalgia. Temos já de cara uma conexão com a primeira temporada.

“Em 1590, na região onde agora conhecemos como North Carolina, toda a Colônia Roanoke, 117 homens, mulheres e crianças, morreram sem nenhuma explicação. O local ficou conhecido como Colônia Fantasma pois os espíritos do moradores permaneceram lá. Eles assombraram as tribos nativas que moravam por perto e os matavam sem pudor. O ancião sabia que precisava agir e lançou uma maldição para banir os espíritos. Primeiro, ele coletou os pertences de cada espírito. Depois, os queimou. Os espíritos apareceram, invocados pelos talismãs. Mas, antes que pudessem fazer qualquer mal, o ancião completou a maldição que os expulsou para sempre… Ao proferir uma única palavra. A mesma encontrada esculpida em um poste da colônia: Croatian.”

Essa pequena história foi contada na primeira temporada, “Murder House”, pela personagem Billie Dean Howard, a medium que ajudou Violet e também fez aparição na última temporada, “Hotel”.

O verdadeiro sub-título da temporada é Roanoke, que também leva o nome do falso documentário dentro do programa, “My Roanoke Nightmare”.

Em conclusão, um episódio apenas é pouco para dizer o que está por vir. O jeito é ligar no canal FX todas as quartas-feiras, as 22h da noite. O próximo episódio, “Chapter Two”, vai ao ar dia 21 de Setembro nos Estados Unidos.

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