Review: Pretty Little Liars – 6×01 – Game On, Charles

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Acabou a enrolação, essa foi a sensação do primeiro episódio da sexta temporada de Pretty Little Liars. A série que levou cinco anos para criar um problema, envolver o público e criar mistérios, em cima de mistérios, parece ter cansado da forma de responder uma pergunta levantando 20. Marlene King realmente está cumprindo o que disse, quando afirmou que o 5×22 era o começo do fim.

Um fim que, agora, está a nove episódios de distância, mais precisamente. Um novo recurso foi usado e achei bastante legal, as cenas das meninas “saindo” do cativeiro e dando de cara com a cerca elétrica foi reprisada, seguida de uma sequência quase tão dramática quanto os dias de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) nas arenas de Jogos Vorazes. As transições pesadas e sem muita fala, anunciando que, assim que elas voltassem para dentro, ainda ia acontecer algo pior. Algo esse que, inclusive, estou morrendo de curiosidade para descobrir. Pelos gritos instantâneos deu a entender que alguém as esperava ali dentro, não consigo imaginar um objeto ou tortura bem elaborada que causasse o mesmo efeito de desespero que não fosse uma pessoa.

Fato é que PLL sempre deu medo, pelo menos a mim, de ser assistida à noite. Era um corpo congelado ou no fundo de um carro, um passarinho cantando uma música infinita, -A queimando caras de bonecas… isso sem considerar os sustos, né? A pessoa tem que ter um bom plano de saúde, porque o ataque cardíaco é quase certo. Mas o ponto é que, no início desta temporada, as promessas finalmente se concretizaram. Elas foram sequestradas, arcaram com as consequências passadas – sejam lá quais forem os motivos de Charles – e atuais, no caso da tentativa de fuga. Ali elas entenderam que teriam que dançar conforme a música, caso contrário o cenário iria piorar, e muito.

Me surpreendi com Sarah Harvey as observando pelos corredores, como será que Mona (Janel Parrish) nunca a sequer ouviu? Qual é, she’s fucking Mona! Nós sabemos que daqueles corredores se escuta bastante coisa, principalmente naquela brecha que o sistema possui durante a noite. De qualquer forma, muito interessante ela ser realocada na série e trazerem de volta à tona sua história. Uma coisa que gosto bastante em PLL: se uma mísera agulha apareceu e em determinado momento ela some, é certo que vai voltar depois para causar mais. Estou ansiosa para saber qual é a ligação da moça com Charles.

Por falar na Mona, eu amo como essa personagem vai de super esperta e fodona para super medrosa à beira da loucura. Arrisco a dizer que ela é a minha personagem favorita, eu realmente gosto muito como exploram a emoções de Janel, ela dá um show à parte. Nesse episódio, particularmente, a achei super frágil e não é para menos. Se ela percebeu que não teria mais serventia viva era de se temer mesmo, porque quem já fez a vida das Liars um inferno e depois vendeu a alma para o diabo deve saber que -A não tem restrições quando se trata de limites. Vê-la implorando por sua vida foi desesperador, e depois as meninas voltando para resgatá-la foi um alívio. Naquele momento, eu realmente acreditei que Mona era uma pessoa na vida real e que precisava ser salva. Devo citar que o suporte que todas deram para Mona, desde o início ao fim do season premiere, foi tocante. Eu ficava com dó quando a garota tentava ajudá-las e era deixada para trás. É isso o que a Janel faz com a gente através deste personagem: nos cativa a ponto de esquecer que ela mesma atentou contra a vida das Liars anteriormente.

Aliás, falando em atentar, podemos realmente afirmar que Andrew Campbell (Brandon Jones) é mesmo Charles DiLaurentis? Sabe como é, né… Marlenices. Eu tenho um pouco de trauma. Só acreditei que Ali (Sasha Pieterse) estava viva mesmo depois que ela apareceu no jardim, nem seus olhos sob o quadro me convenceram muito. Apesar de que Tanner (Roma Maffia) lia um caderno que o narrava dizendo que fantasiava com elas presas. E eu que achava que ele fosse só mais um nerd secundário nessa história, way to go!

Queria dar um destaque para a linda da Hanna (Ashley Benson) que partiu o meu coração chorando pela mãe, que sofreu uma intervenção médica – segundo o jornal – pelo sumiço da filha </3 ela que é sempre tão impulsiva e ama revidar se segurou ao olhar para a câmera, aquele famoso segundo que duram 10 minutos na sua cabeça, antes de tomar uma decisão. Todas elas apareceram bem amedrontadas, como citei no início. A Aria (Lucy Hale) foi quem me irritou um pouquinho, mas ela me irrita sempre, normal. Bom, Alison, Caleb (Tyler Blackburn) e Ezra (Ian Harding) de espiões foi puro amor. A Ali é outra que tem uma saga interessante, assim como Janel, Sasha nos cativa a ponto de esquecermos o quão bitch sua personagem foi um dia. O gesto de deixar as botas viradas para o caminho que os meninos deveriam ir foi o que adorei mais, a antiga Alison provavelmente não teria feito o mesmo.

Por fim, Emily (Shay Mitchell) repetiu a mesma frase do 5×22, que é genial: -A tem uma alma! Ou melhor, tinha. De início achei a ideia ruim, porque Charles é obcecado pela Ali e, para mim, ele deixaria as meninas morrerem para ficar com o seu grande prêmio, mas olha que ele me surpreendeu. O motivo de ter se tornado quem é deve ser realmente muito, muito forte, para largar a musca inspiradora dessa cruzada e tentar recuperar seus pertences. Ao menos é o que espero. Uma escada apareceu magicamente no fim do um corredor, enquanto as cinco fugiam. Caleb e Ezra também do nada abriram a porta que estava travada, e a agonia inteira acabou. Eu que não sou muito de chorar com séries e filmes estava segurando as lágrimas. Como falei, aquilo tudo era bem real. Neste momento, eu percebi que o episódio estava terminando e fiquei chateada. Eu quero mais.

Finalmente, agora, eu sei que mais significa estar mais perto de uma solução. Explicações e não mais perguntas, revelações e não mais mistérios. Estou ansiosa.

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Postado dia 05 de junho de 2015

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