Embarque nas aventuras apaixonantes de Isla e Josh em “Isla e o Final Feliz”

Isla

O mais interessante da trilogia de Stephanie Perkins é que você não precisa ler todos os livros para entender a história. Por isso, se você ficou curioso para embarcar na trama de Isla ao ver a obra nas livrarias, não se preocupe: você pode pular os outros títulos da série (Anna e o beijo francês (2011) e Lola e o Garoto da Casa ao Lado (2012)) tranquilamente!

Nas primeiras páginas de Isla e o Final Feliz, somos apresentados à Isla Martin, uma menina ruiva, doce e muito, mas muito tímida. Ao entrar em uma cafeteria em Nova York, ela reencontra o amor da sua vida, Josh Wasserstein, um menino inteligente, artístico e até um pouco desleixado. Para aqueles que já leram os dois livros anteriores da trilogia, Josh apareceu em Anna e o beijo francês: ele era o melhor amigo de St. Clair, que também aparecerá nesta história, assim como Anna, Étienne e Lola. Após o encontro, Isla volta à Paris. Tanto ela quando ele cursam o Ensino Médio em um colégio interno, o SOAP (School of America in Paris).

É fácil perceber que Isla é um pouco dramática e insegura. Ela literalmente não sabe o que fazer da sua vida. E, por ser apaixonada por Josh desde o primeiro ano, ela rapidamente deixará transparecer que não confia muito no seu taco, ou seja, fica claro que ela acredita que “não é boa o bastante” para ele. Mas, quando enfim os dois começam a se envolver (meio rápido demais, a propósito), o romance fará com que Isla comece a tomar suas próprias decisões. E, pela primeira vez, veremos um amadurecimento de ambos.

Embora conte com algumas falhas – algumas transições importantes da personalidade dos personagens passam rápido demais -, é bobagem dizer que Isla e o Final Feliz é um livro ruim. Muito pelo contrário: seus clichês românticos só apimentam as situações e reviravoltas que todas as pessoas passam na adolescência, como a escolha de uma faculdade e carreira, o primeiro amor e a primeira vez e o difícil relacionamento com os pais.

Vale destacar, também, a história paralela de Kurt, melhor amigo de Isla. Foi muito interessante a maneira como Stephanie Perkins abordou o autismo do personagem, especialmente por este não ser um assunto tão tratado em livros de romance. Em cada página, veremos como o transtorno muda a rotina das pessoas que o carregam e os rodeiam.

Para quem já conhece os romances de Stephanie Perkins, Isla e o Final Feliz não irá decepcionar. Todo o livro é recheado daquela delicadeza fofa que só a autora sabe dar em suas histórias. E, para quem acompanha a trilogia, que fique a dica: o final é muito satisfatório e inteligente para todos os personagens da saga, que tanto foram amados por seus fãs.

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Postado dia 03 de julho de 2015

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