“Younger” é a bíblia que une jovens e pós-meia-idade no mundo contemporâneo Cover

Imagem: Divulgação/TV Land

Imagem: Divulgação/TV Land

A arte tem um grande poder de influência em nossas vidas. Cria, molda e deleta comportamentos. A série de TV “Younger”, do canal TV Land, trata com graciosidade o impacto do novo e do velho em uma mesclagem refrescante e está aqui para moldar tanto o novo quanto o velho. Alias, “pós-media-idade”.

A série é produzida por Darren Star e você já conhece o trabalho dele através de “Sex and The City”. Assim como a série estrelada por Sarah Jessica Parker foi o “antigo testamento” para a reinvenção da liberdade sexual, profissional, de identidade e artística da mulher nos anos 90, “Younger” agora faz um trabalho ainda mais incentivador e grandioso: unir.

Para os não familiarizados, “Younger” conta a história de Liza Miller (Sutton Foster), uma recente divorcé de 40 anos, que se reinventa para entrar no mundo literário agora consumido por jovens em seus 20 anos de idade. A série já está em sua terceira temporada e nós já falamos bastante sobre ela aqui no DAMMIT, mas conteúdo de qualidade merece ser propagado.

“Sabe, antes do Josh, você não fazia sexo já fazia, o que? 2 anos? Não desligue o seu farol de novo, só dando uma dica.”
Maggie (Debi Mazar)

Quando digo reinvento, Liza na verdade mente sua idade e diz ter 26 anos para conseguir o trabalho, depois de ser rejeitada diversas vezes ao dizer que tem 40 anos. Mas a história por trás “dessa história” não é sobre a mentira e sim que idade não importa. Todos já ouviram a frase “idade é só um número”, mas com “Younger” aprendemos que idade é um filtro.

A personagem de Sutton trabalha em publishing, começando do zero como a assistente de Diana Trout (Miriam Shor), uma diretora de marketing que retrata muito bem a dificuldade que certas pessoas pós-meia-idade tem de acompanhar a rapidez do avanço jovem. Como Liza aconselhou Diana no episódio 5 da terceira temporada, “Eu sei que parece difícil mas não é tão difícil se adaptar quanto parece […] É menos sobre aprender novas coisas e mais esquecer o antigo”. Mesmo parecendo um pouco estereotipo com o jeito amargo e relutante, assistimos a personagem batalhar e crescer.

A escrita e abordagem de Darren é espirituosa, honesta e criativa. De uma forma inteligente, a série consegue descrever a constante volúvel cultura da internet e, assim como “Sex and The City” fazia com a moda, reintroduzir a cultura literária, tão imperceptível e ao mesmo tempo “na sua cara” quanto ver Carrie Bradshaw vestindo algo incrível e sem se dar conta você já estava passando o cartão de crédito para comprar aquele sapato que você não pode pagar.

Não só uma série para mulheres, o elenco masculino também não falha em aumentar os prós e trazer para a série histórias atraentes (e corpos também). Nico Tortorella, mais conhecido pela sua participação na já falecida série de TV “The Following”, interpreta Josh, o 20-something de Liza. Peter Hermann interpreta Charles Brooks, o dono da empresa de publicação Empirical e chefe de Liza, que a lembra do possível futuro de sua verdadeira identidade. Ou seria mais apropriado dizer “antiga identidade”? Sem nenhuma relação a idade, obviamente.

O elenco também conta com Debi Mazar, Molly Bernard e Hilary Duff.

A série é simples e eficiente, com personagens cativantes e confiáveis. Sutton nos deixa ver a vulnerabilidade da mulher de 40 anos dentro da garota de 26 enquanto é deliciosamente perceptível conhecer junto com a personagem a garota de 26 anos que vive dentro da mulher de 40.

Curta o DMT no Facebook e receba notícias diretamente em sua timeline.

Tags

Escrito por
Postado dia 28 de outubro de 2016

Comentários

DAMMIT.com.br © 2012 - 2014    —    Alguns direitos reservados