Mainstream: quando será a vez das superproduções superfaturadas brasileiras? Cover

Singles de sucesso, com vendas digitais e físicas, shows lotados, meet & greet de mais de 2 mil dólares, além, é claro, das fotos e fofocas que geram um mercado bilionário que só não cresce mais porque já ocupou os 149 milhões de quilômetros do mundo.

O mercado fonográfico nos Estados Unidos, por si só, gera um capital capaz de nutrir economicamente um país de porte pequeno. E também alimentar uma cultura rica. E isso é um fato. Just to be clear.

Essa realidade não é restritamente estadunidense. Esse mercado também trabalha através da Europa e partículas de outros países. Mas e o Brasil? Onde estamos exatamente quando se trata de música?

Não tratamos de música como um mercado, mas sim como um entretenimento que mal mal consegue se sustentar. Estou falando da música inteiramente brasileira, não de sua importação.

Conversei bastante com meu amigo Yhury sobre esse assunto. Na opinião dele, gravadoras batem nas mesmas teclas e esquecem de explorar tudo que o “teclado” tem a oferecer. E de fato os artistas brasileiros se encontram presos em um pacote predeterminado que é aplicado pelas gravadoras, como se fosse uma mera fábrica. A embalagem e o conteúdo são reciclados.

Mas em minha opinião, o meio justifica os fins. E nesse caso, o meio em que a música brasileira se encontra. Temos ótimos artistas e os tratamos como simples entretenimento. A música deixou de se tornar um mercado, perdeu sua verdadeira nutrição e se alimenta de artistas meia-boca, com material repetitivo e cansativo.

Se superproduções internacionais conseguem fazer seu caminho em nosso país, mesmo com valores superfaturados, porque não nossas próprias produções? Em um mercado que anseia por atenção, a falta de investimento é a sua própria condenação.

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Postado dia 10 de janeiro de 2014

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