FLY aposta em som maduro em novo EP: “Não é mais uma boyband cantando musiquinha bobinha” Cover

Dois anos após a saída de um de seus integrantes, o agora duo FLY está mais do que pronto para retomar sua carreira e, dessa vez, com todo o controle em suas mãos.

Com quase seis anos de trajetória, Paulo Castagnoli e Caíque Gama deixaram para trás a imagem de adolescente e ‘artista teen’ de sua época de boyband e esperam mostrar seu lado mais maduro com o lançamento de seu EP homônimo nesta sexta-feira (3).

Durante a coletiva de imprensa, o duo fez questão de, diversas vezes, afirmar o quanto esse novo projeto é importante para eles não apenas em um âmbito profissional – por mostrar sua evolução e verdadeiros desejos musicais -, mas também por seu crescimento pessoal durante todo o processo de criação do EP.

Com quatro músicas de estilos bem diferentes entre si, Paulo e Caíque querem mostrar ao seu público antigo – e o novo que quiser lhes dar uma chance – do que são capazes quando tem liberdade e tempo para explorar seus gostos e aprender e experimentar na criação e produção.

A gente tem estudado bastante essa parte de produção”, conta Paulo. “Algumas músicas nós pegamos e demos para um produtor dizendo ‘faz nessa vibe’, mas muita coisa a gente mostrou o que queria e só pediu para dar uma melhorada para ter a nossa mão e a nossa cara. Isso também nos deixa mais críticos na hora de gravar o produto final”.

Com influências como The Weeknd, Ty Dolla Sign, Akon e Ne-Yo, o single escolhido para o EP foi “Vai Dar Certo”, um som com beat puxado para o R&B e black e clipe que mostra bastante suas inspirações. Além dela, o projeto ainda conta com “Casa de Papel” – sim, inspirada na série de sucesso – e com vocais trabalhados com diversos efeitos eletrônicos. O EP ainda conta com “Toda Pra Mim”, com clara base no funk bem característico de nomes como Ludmilla, e uma pegada mais sexy em “Entreguei Meu Coração”, com leve inspiração no reggaeton.

Assista ao novo single, Vai Dar Certo:

Sobre os estilos muito diferentes entre as músicas, a dupla afirmou que é uma característica deles e esperam que o público aprecie suas diferentes facetas.

A gente compõe não para um estilo, mas por algo que a gente gosta. Óbvio que é em cima do que estamos passando e sentindo, mas deixamos fluir”, diz Paulo. “Tudo vem de acordo com o que estamos ouvindo e as influências que temos. A gente ouve muita coisa tanto nacional quanto gringo e dá para perceber bem nesse EP. Nós não somos uma banda que toca só isso ou aquilo. Até quando me perguntam, eu digo que a gente é pop, porque misturamos tudo e fazemos o nosso som. Eu acho que ouvindo dá para perceber que é uma sonoridade nossa e não nos prendemos a uma coisa só, sempre brincamos com estilos diferentes”.

Apesar disso, a mudança gritante de seus primeiros sucessos com o som que fazem agora é uma prova de amadurecimento e evolução na era nova do FLY.

“As pessoas que acompanham a gente desde o começo e na época tinham uns 13 anos, hoje têm quase 20, nós estamos crescendo juntos”, continuam. “Acho que pessoas da nossa idade e até mais velhos podem ouvir o projeto e ver que não é mais uma boyband de três menininhos cantando musiquinha bobinha, já é uma parada mais séria. Até nas ideias das letras, na musicalidade… Então acho que se a galera der um carinho, pode se surpreender. Até nossos amigos pessoais se surpreenderam”.

E se lá em 2012 tinham um objetivo claro de atingir um público basicamente feminino de 12 a 18 anos com todas as características obrigatórias de uma boyband, hoje a preocupação sobre sua audiência já não é uma prioridade.

“Esse trabalho é o que a gente quer levar de carreira. E não temos um público-alvo, a gente faz pra quem quiser ouvir. Se a pessoa tem 10 anos, curtiu e está servindo, então é isso, se rolar pra você tá legal”, completam. “Estamos fazendo som para curtirmos, sons que a gente gosta e é 100% autêntico, bem diferente do que fazíamos”.

Para muitos, a ideia de apagar completamente o passado e recomeçar, não apenas com som e imagem novos, mas um nome novo, pode ser tentador. Apesar disso, os meninos do FLY preferiram manter o nome do projeto como forma de agradecimento por tudo que viveram nos últimos seis anos e uma forma de homenagem aos fãs que os acompanham há tanto tempo.

E agora com tudo nos eixos, o que Paulo e Caique mais querem é voltar para os palcos depois de dois anos, o que apontaram como a parte mais complicada dessa pausa em suas carreiras.

Foi muito difícil. Você tem aquele calor humano, aquela energia. Eu acho que é isso que move um artista”, afirmam.

Agora, com tudo certo e lançado, o duo deseja apenas que o público goste tanto de seu novo trabalho quanto eles e que seu futuro, mesmo com tudo diferente, seja tão gratificante quanto seu passado.

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Postado dia 03 de agosto de 2018

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