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Entrevista: conheça Yves V, uma das atrações do Tomorrowland Brasil

DJ belga é declaradamente apaixonado pela Brasil. Confira!


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Yves Van Geertsom é belga e nutre duas paixões: música eletrônica e o Brasil. O DJ, mais conhecido como Yves V, é declaradamente fã das terras tupiniquins. Depois dos incontáveis shows no país, ele diz que continua voltando por três motivos: a beleza natural, a comida e os fãs. “Eles me apoiam desde o comecinho da minha carreira e continuam me trazendo de volta, é como uma segunda casa. As boates são incríveis, a energia e a vibe que rolam… é sempre um daqueles sets que você não quer acabar nunca!”, revelou em um bate-papo com o DAMMIT.

Apesar de só ter debutado em 2014, no Top 100 da DJ Mag, ocupando a posição #55, Yves tem toda uma história na música eletrônica: já emplacou hits como Madagascar, com o duo Dimitri Vegas & Like Mike, Cloudbreaker em parceria com o produtor Basto e o remix de Insane Pressure, que levou seu nome à cena da EDM. Também não lhe faltam parcerias de peso. Já colaborou com artistas como Timbaland, Missy Eliot, Ginuwine e muitos outros.

Durante sua passagem pelo Brasil, onde, em janeiro, começou uma série de shows que só deve acabar no carnaval, o DJ topou conversar conosco. Como é de praxe, não deixamos de perguntar sobre o Tomorrowland no Brasil, novos projetos, os rumos da música eletrônica e muito mais. Confira a entrevista completa:

DAMMIT: E ai, tudo bem? Você já fez incontáveis shows no Brasil e não cansa de falar bem do nosso país. Pra você, como DJ, qual a melhor parte de tocar por aqui?

Yves Van Geertsom: Olá Dammit! Eu estou ótimo, obrigado. Apenas um pouco cansado por que encerrei a primeira parte dos meus shows no Brasil e estou indo ao México fazer um show com meus amigos Dimitri Vegas & Like Mike. Eu sempre volto ao Brasil por alguns motivos: primeiramente, é um país lindo com comida maravilhosa, então era de se esperar. Mas como DJ tem duas razões pelas quais eu sempre faço shows por ai: a primeira são os fãs – é difícil explicar como é minha ligação com os fãs Brasileiros. Eles me apoiaram desde o comecinho da minha carreira e continuam me trazendo de volta; é como uma segunda casa. As boates são incríveis, a energia e a vibe que rola… é sempre um daqueles sets que você não quer acabar nunca!

DMT: Você disse que busca influências nos mais diversos gêneros musicais para compor seus sets. Na sua visão, o que os ritmos brasileiros  podem trazer à cena eletrônica de especial?

YVG: A música tradicional brasileira é muito interessante para mim. É cheia de ritmo, groove e soul, olha só os movimentos dos bailes funk. A mistura brasileira com elementos eletrônicos cria esse som tão único e híbrido, que ao mesmo tempo se traduz na cena eletrônica internacional.

DMT: Você já se apresentou no Tomorrowland por oito edições seguidas, é um recorde! Qual é a sensação de tocar lá a cada ano?

YVG: Não, cada vez é incrível. Eu digo e repito: não há nada no mundo como aquele festival. Toda vez que eu toco lá eu me belisco para ter certeza de que é real (risos). E quando subo no palco e vejo a plateia sinto que a magia de Tomorrowland nunca fica velha. Acho que esse é o grande legado desse evento que acontece há 10 anos na Bélgica e, agora, é global.

DMT: Falando em Tomorrowland, esse ano teremos a primeira edição no Brasil. Já dá para adiantar alguma coisa?

YVG: Como eu disse, é maravilhoso ver o festival se expandindo. Nos últimos anos foi se tornando global, a edição dos EUA ganhou cada vez mais força desde que foi lançada. Agora que estamos levando Tomorrowland para o Brasil, eu não posso esperar para dividir a experiência com meus fãs Brasileiros, vai ser ótimo. Tudo que eu posso dizer é para esperar por tudo que o festival representa: os melhores DJs do mundo com uma grande produção reunidos em uma experiência única na vida.

DMT: Você toca desde os 12 anos e produz desde os 19! Com toda essa experiência na EDM, conta para a gente: quais serão os rumos da música eletrônica no futuro?

YVG: Só tende a crescer! Desde que eu comecei a tocar, a EDM se expandiu para todo o mundo. Mas a maior diferença que eu vejo é como todos estamos interconectados agora. Na minha época, um DJ só podia colaborar com o outro se ambos estivessem próximos. Agora, podemos produzir faixas de DJs do outro lado do mundo! Não existem mais barreiras geográficas e isso é o que difere a cena atual da existente, quando eu comecei.

DMT: Tiesto, Dimitri Vegas & Like Mike, Hardwell… todos esses DJs de peso lançam tracks suas em shows. Qual sua relação com eles?

YVG: Dimitri e Mike são meus amigos já há certo tempo. Eles também são da Bélgica e residentes no Tomorrowland, e eu sempre lanço muita coisa do selo deles, “Smash The House”, então somos próximos! Sobre os outros caras que você comentou: nós nos conhecemos, óbvio, e somos do mesmo círculo, porque geralmente tocamos nos mesmo shows e festivais. É uma comunidade muito próxima de artistas que se apoiam e dão muito apoio às músicas uns dos outros, o que é algo muito especial sobre a música eletrônica.

DMT: E por falar em lançar tracks: tem alguma vindo por aí? E quais são seus novos projetos?

YVG: Eu tenho uma lançamento na “Smash The House” previsto para o dia 9 de fevereiro. É uma canção que eu produzi com os vocais do Mike James, um cantor super talentoso.

DMT: E qual é o próximo passo que você quer dar na sua carreira?

YVG: Eu quero continuar em empenhando e trabalhando duro. 2014 foi o melhor ano para mim até agora, eu fiz shows maravilhosos e lancei músicas que os fãs realmente gostaram. Entrar no top 100 da DJ Mag também foi uma grande conquista para mim. Então, esse ano, eu quero repetir a dose de 2015 e ver o quão longe posso chegar.

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