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Em entrevista ao Dammit, Hardwell fala sobre Tomorrowland no Brasil: “Vai ser algo nunca visto antes”

O DJ holandês também nos contou sobre seu novo álbum e shows no Brasil.


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  • Publicado em 25 de novembro de 2014

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Com apenas 24 anos, Hardwell é um verdadeiro fenômeno da música eletrônica mundial. O holandês, nascido em Breda, é dono de hits como Call me a Spaceman e Dare You, e já fundou até sua própria gravadora. Em 2013, Robbert van de Corput (seu nome de nascença) foi nomeado o melhor DJ do mundo pela conceituada DJ Mag. Neste ano, repetiu o feito.

Numa conversa com o Dammit, Hardwell fala sobre as dificuldades de avançar com sua carreira, futuros lançamentos, público Brasileiro e, claro, Tomorrowland Brasil.

Confira:

Você só tinha 14 anos quando assinou seu primeiro contrato, e não parou de trabalhar desde lá. Como foi passar a adolescência no meio de tantos adultos e como você lidou com a pressão da profissão?

Sinceramente, foi inspirador. Eu queria tanto criar a tocar novas músicas que estar ao lado dessas pessoas foi quase como uma nova formação. Foi como ir a uma universidade e aprender sobre música eletrônica – só que eu estava vivendo aquilo de verdade! Não havia muita pressão naquela época, só a que eu colocava em mim mesmo. Foi um período bastante libertador, pois eu estava absorvendo todo aquele conhecimento e sabedoria, ao passo que experimentava novos sons e gêneros pela primeira vez. Amei!

Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou para chegar até aqui?

Muita gente que me conhece agora, acha que meu sucesso aconteceu do dia para noite, ou pensa que sou um desses garotos que dão a sorte de emplacar uma música. Mas a verdade é que venho fazendo isto há 10 anos. A EDM (eletronic dance music) faz parte da minha vida desde que sou muito novo, é com o que sonhei e no que trabalhei incansavelmente para alcançar meus objetivos. Tive que conquistar o meu caminho até aqui com muito tempo e empenho. É importante sempre olhar para frente nos bons e maus momentos.

No ano passado, você superou Armin Van Buuren, a quem você já se referiu como uma inspiração, e foi nomeado o DJ número 1 do mundo pela revista DJ Mag. Neste ano, você repetiu a dose! Como se sentiu?

Na primeira vez foi uma grande surpresa! Eu queria ganhar este prêmio desde que sou criança, e quando ganhei de verdade foi uma loucura! A vitória deste ano foi bem diferente por que eu tive mais tempo para absorver tudo e aproveitar melhor.

Você já colaborou com artistas como Matthew Koma e Mitch Crown. Pretende se inserir mais no cenário pop?

Meu objetivo nunca foi fazer música para as paradas musicais. Se minhas ‘tracks’ tornarem-se populares, tudo bem, será bem-vindo. Mas estou feliz atualmente, focando na produção de músicas para a pista de dança. Estou animado em fazer parcerias com artistas que pensam da mesma forma.

Falando em música pop, há algum artista especial que você tem ouvido recentemente?

Eu não curto muito ouvir música pop. Sei disso por que ela penetra todas as estações de rádio e TV e, como um DJ, eu faço questão de prestar atenção em vários gêneros diferentes, mas prefiro hip-hop ou eletrônica. Trabalhar com pessoas como Dr Dre, Justin Timberlake ou Pharrel seria legal, mas eles não contam muito como música pop.

Assim como você, muitos DJs de renome como Afrojack, Tiesto, Armin Vann der Buuren também vêm da Holanda. O que botam na água desse país? É uma paixão nacional pela EDM?

Somos um país muito orgulhoso da nossa dance music e da nossa hereditariedade dentro da cena eletrônica. Apoiamos uns aos outros, o que tem ajudado a criar artistas que fazem um ótimo trabalho. Pessoalmente, essa rede de apoio foi de grande ajuda enquanto eu adentrava na profissão – saber que você pode pedir conselhos a outros artistas realmente ajuda no amadurecimento. Com minha gravadora, Revealed Recordings, eu tentei criar uma plataforma em que jovens DJs poderiam receber ajuda nas suas carreiras.

Você acompanha algum DJ brasileiro?

Sim, caras como Fegulk e Gui Boratto já têm representado a bandeira do Brasil há um tempo.

E como é tocar no Brasil?

Felizmente, já tive a oportunidade de tocar aí e ver a loucura que acontece. É definitivamente um dos melhores lugares para se apresentar. A energia e a atmosfera dos shows são únicas do Brasil e dos Brasileiros! O país está se tornando rapidamente um dos maiores do mundo para a música eletrônica.

Há uma energia diferente em relação aos outros países, então?

Como falei antes, o público é único. E eu amo essa experiência. Eu adoro a positividade das pessoas e o quanto a música significa para elas. É uma verdadeira honra visitar um país tão lindo e me apresentar para uma plateia tão feliz e insanamente selvagem!

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Falando em Brasil, nosso país receberá a primeira edição do Tomorrowland fora da Bélgica! O que você achou?

É uma oportunidade maravilhosa para essa marca icônica (Tomorrowland) se conectar com um público tão apaixonado. Acredito que a mágica que será criada nesse evento será algo nunca visto antes. Na Bélgica, Tomorrowland já é algo único, então acho que a edição Brasileira será única por conta própria. Estou animado para saber que tipos de mágica e surpresas acompanharão essa nova festa especial!

Para a United We Are Tour, turnê do seu disco novo, você prometeu muitas novidades em relação a I Am Hardwell Tour. Veremos essas novidades já no Tomorrowland no Brasil?

A The United We Are Tour é um show baseado na minha visão da minha música , incorporado à aspectos do álbum, além de algumas ideias especiais. Então receio que levá-lo para um evento como o Tomorrowland Brasil não faria muito sentido. A produção do meu show demora muito tempo para ser armada e arrumada, por que é construída sobre uma jornada musical específica. A experiência do festival conta um história diferente.

Hardwell já tem data pra voltar ao Brasil: em janeiro, o DJ faz quatro shows no país, sendo dois em Santa Catarina, um no Rio de Janeiro e outro na Bahía.

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