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DAMMIT Entrevista: OutroEu fala sobre seu novo EP “Encaixe”, carreira e planos futuros

Conversamos com Mike Tulio e Guto Oliveira sobre seu novo trabalho lançado nesta sexta-feira (28) e muito mais! Confira!


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  • Publicado em 28 de junho de 2019

O duo OutroEu, formado por Mike Tulio e Guto Oliveira, lançou nesta sexta-feira (28) o EP Encaixe. Composto por cinco faixas, Não Olha Assim Pra Mim, Melodia De Arpoador, Me Beija, Sem Você Não Falta Nada e Encaixe, o EP mostra uma maturidade musical da dupla e marca o início de uma nova era do OutroEu

Sendo amigos desde a adolescência, Mike e Guto começaram a compor juntos em meados de 2015 e, no ano posterior, ganharam notoriedade e o coração do público brasileiro quando participaram como banda da 3ª edição do reality musical Superstar da Rede Globo, na qual foram um dos finalistas.

Com o reconhecimento nacional, o duo vem conquistando cada vez mais espaço, tendo já em sua discografia um álbum autointitulado e parcerias de peso como Sandy e Anavitória, além de acumular mais de 25 milhões de visualizações em seu canal do Youtube.

Agora, o OutroEu está pronto para dar um novo passo em sua carreira com Encaixe e com Não Olha Assim Pra Mim, seu novo single, o qual teve seu videoclipe também revelado hoje. O EP é a primeira amostra do segundo álbum do duo, prometido para o fim deste ano.

Conversamos com Mike e Guto sobre o EP, o clipe de Não Olha Assim Pra Mim carreira e planos futuros. Confira:


DAMMIT: Vocês divulgaram nesta sexta-feira (28) o EP Encaixe. Como foi a produção e a escolha das músicas que fazem parte desse trabalho?

Mike: A gente ficou mais ou menos um ano e meio compondo e tínhamos umas 30 e poucas músicas, porém havia umas cinco que eram meio irmãs, meio parecidas, que conversavam bastante entre si. Na hora de decidir como é que seria o nosso próximo trabalho, foi como “essa vai para lá, essa fica para cá”, e elas por serem irmãs automaticamente já ficaram juntas, a gente achou que seria legal deixar as irmãs juntinhas, fazer um EP com elas. Então, são essas cinco que estamos lançando agora.

Guto: E o processo de produção foi bem legal, a gente começou fazendo a faixa Encaixe com o Paul Ralphes aqui no Rio de Janeiro, depois fizemos as outras quatro com o Tó Brandileone e com o Alê Siqueira. O é do 5 a Seco, além de ser nosso amigo, a gente é muito fã dele. Nós fizemos um trabalho juntos no final do ano e então achamos que seria interessante fazer esse EP com ele, e por coincidência fizemos juntos com o Alê Siqueira que já trabalhava com o .

Mike: Na verdade, a gente decidiu fazer com o Alê Siqueira e ele trouxe o , que era nosso amigo e estava do nosso lado o tempo inteiro.

Guto: O Alê já trabalhou com os Tribalistas, fez Velha Infância, produziu uma galera. E é isso, acabou que foi uma coincidência bem boa.

D: Como vocês comentaram, o EP possui uma unidade, as músicas conversam entre si. Como é o processo de composição de vocês, no que se inspiram?

M: Nós sempre falamos sobre coisas que acontecem com a gente, mas às vezes também sobre situações que não vivemos. O nosso processo é muito misto. Sempre tentamos falar sobre experiências que aconteceram com a gente, quando sentimos algo ou tentamos nos colocar numa situação para sentir essas coisas que ainda não vivemos. É muito misto, a gente faz as melodias, bota a letra, às vezes vem uma letra e vamos criando a partir disso. Não existe uma ordem, até porque se existisse ia sair a mesma coisa sempre.

D: Dentre essas 5 faixas que estão no EP, qual é a favorita de vocês e por quê?

M: Ai caraca! Eu acho que a minha música favorita, a canção em si mesmo, é Não Olha Assim Pra Mim.

G: A música que eu mais curti ter produzido e o resultado é a Melodia de Arpoador.

D: Vocês escolheram Não Olha Assim Pra Mim como single, certo? É a primeira música a ser trabalhada do EP, por que essa música?

M: Porque ela foi a primeira de todas a ficar pronta e nós acabamos pegando um lance com ela, um carinho.

G: E também por conta de Não Olha Assim Pra Mim ter um pouco da essência do primeiro álbum. Achamos que cai bem para essa nossa volta começar por ela.

M: Essa música conta uma história, ela é a mais acústica do EP, mais violão.

G: Então, a gente quis contar a história desde a primeira faixa até a última que é Encaixe, que é mais com beat e tudo.

D: O clipe de Não Olha Assim Pra Mim também foi lançado e ele é bem minimalista. Como vocês chegaram nesse conceito? Falem um pouco sobre o videoclipe.

G: Foi muito legal! A gente gravou em São Paulo. Queríamos fazer algo muito de pele por conta da questão da letra da música mesmo. Então, a gente entrou nesse processo com o pessoal da B+ca, com o Bruno Trindade e está aí o resultado. Nós queríamos dar destaque para esse lance de pele, fazer uma coisa bem orgânica de relacionamento… Enfim, eu não estou conseguindo te explicar direito (risos). Queríamos que fosse um vídeo bem a gente mesmo, com a nossa identidade, junto com essa coisa da paquera que a música fala e é isso.

D: Qual a diferença de Encaixe para os trabalhos anteriores do OutroEu? Sei que vocês estão trazendo uma vibe mais Brasil agora.

M: Quisemos fazer algo mais abrasileirado. Demos uma ousada de leve. Queríamos sair da nossa zona de conforto um pouco. Então, a gente meio que está se apropriando do fato de ser um EP para “brincar” com essas coisas que estão fora da nossa zona de conforto do violão e do folk.

D: Quais são as expectativas de vocês com o EP?

M: A gente está bem ansioso, tipo roendo as unhas (risos).

G: Nós estamos muito felizes! A gente curtiu muito o resultado do EP, ter trabalhado nessas cinco faixas e a ansiedade está bem grande. Estávamos doidos para liberar!

D: Vocês irão lançar seu segundo álbum neste segundo semestre. O sonho da parceria com o Caetano Veloso vai se realizar? O que vocês podem adiantar desse trabalho?

M: O Caetano ainda não está certo não! Porém é um sonho nosso, sonhamos com isso demais. Ele marcou a minha vida, foi um sinal para eu começar a fazer música de verdade, mas não está certa (a parceria). As colaborações a gente ainda não pode falar, porém podemos adiantar que vai ser um álbum que vai resgatar um pouco do primeiro CD misturado com a essência do EP e uma ousada extra (risos).

D: Alguma previsão de mês para o lançamento do disco?

G: Hmmm… Olha, mais para o final do ano, em novembro, antes do natal, bem pelo fim do ano.

D: O gênero musical de vocês está crescendo muito e agrada muita gente. Porém também é um gênero difícil de conceituar, pois mescla muitos ritmos, vocês acham que existe uma necessidade de se definir?

G: Não sei se há uma necessidade, porém acho que quanto mais explicado, melhor para o público. Mas é difícil definir. Enfim, penso que todo mundo está junto num movimento, pois ajuda muitos estilos recentes e essa galera nova surgir. Acho que o nosso movimento está maneiríssimo. O Festival NAVE foi muito legal! Todo mundo junto, o Jão, as meninas do Anavitória, Melim, Vitor Kley, Lagum, todo mundo numa vibe parecida e diferente ao mesmo tempo, é muito maneiro isso! É um pop meio MPB, também tem uma galera que vai para o reggae, outra que vai para o folk. É muito maneiro, eu estou curtindo isso demais!

D: Vocês se conhecem há anos e ambos são arianos (eu sei que é um signo que adora liderar). Como encontraram essa harmonia musical? Como é trabalharem juntos?

M: A gente ainda está encontrando, né (risos)? Mas é de boa, por incrível que pareça. Nós conversamos muito. Acho que por esse lance do ariano ser porreta, a gente fala logo na hora, resolve rápido. É morde e assopra, não tem muito o que ficar enrolando não, porém a gente se entende. Acredito que os nossos ascendentes estão nos ajudando.

D: Vocês têm uma trajetória na música bem interessante. Indo de publicar vídeos na internet, até participar do Superstar, que foi uma grande vitrine para muitas bandas. Como recordam tudo isso? Foram experiências válidas para o amadurecimento musical de vocês?

G: Foram muito válidas! Tudo que passamos foi muito válido. Muita gente acha que a gente começou na internet, não que deixe de ser, mas eu e o Mike começamos também em casa, sentados trocando uma ideia, compondo, e então fomos para o bar, para o pub tocar e tudo mais. Toda essa experiência tivemos até chegar nesse intuito de fazer o nosso primeiro videozinho lá para o Youtube. Só lançamos quando tínhamos a certeza que a gente curtia o que estava fazendo.

M: Nós experimentamos muito tocando na noite. A gente tocou muito em bar, na rua também. Viajamos para tocar na rua lá em Londres, viramos buskers (artista de rua) por um tempo. Todas essas vivências foram muito importantes.

G: Foram muitas experiências enriquecedoras, nós temos muita história.

Outro Eu – Coisa de Casa (Superstar)

"Noite gelada, sempre melhor que quente…"Quem aí lembra da primeira apresentação da OutroEu no Superstar? Foi coisa linda demais! <3

Opublikowany przez Brasileiríssimos Czwartek, 16 czerwca 2016

D: Vocês ainda têm contato com a galera que participou do Superstar?

G: Temos contato sim! Nós estávamos conversando com os caras do Pagan John ontem. O Melim é amigo da gente para caraca! Dos meninos, da Gabi. A galera é parceira. A gente acaba se distanciando de algumas pessoas, mas de vez em quando se fala na internet.

D: Para finalizar… Além do álbum, o que podemos esperar de vocês nesse ano?

G: Caraca! Muita coisa! Nesse ano a gente vai ralar!

M: Esse ano vai ser ralação! Nós vamos fazer o show novo agora, estamos montando ele e também estamos doidos para ir em lugares que ainda não fomos. Além disso, tem o CD novo que a gente já comentou, tem muita música, muita coisa mesmo, temos o suficiente para fazer o que a gente tem vontade e estamos cheios de vontade.

 

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Reportagem: Victória Lopes

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