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DAMMIT Entrevista: Greyson Chance

Ele conquistou o mundo em 2010 depois de bombar com um cover da Lady Gaga na internet! Quem lembra? 4 anos depois, Greyson está prestes a se lançar novamente na indústria.


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  • Publicado em 29 de outubro de 2014

Foto: Reprodução/Greyson Chance

Ele tem apenas 17 anos de idade, mas já conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo. Greyson Chance é um jovem cantor e compositor, nascido no interior do Texas, nos Estados Unidos. Ele viu sua vida mudar de uma hora para a outra em 2010, quando postou na internet um vídeo no qual apresentava uma versão de Paparazzi, da Lady Gaga, no piano.

Com o sucesso na rede e uma chuva de elogios de personalidades da música e da tv – da própria Gaga, inclusive – Greyson sentiu, pela primeira vez, o gostinho da fama. Mas emplacar uma carreira de sucesso numa indústria tão concorrida, não é tarefa fácil.

Em entrevista ao DAMMIT, Greyson revelou que as comparações com Justin Bieber, lá atrás, nunca o incomodaram. Mas agora, o adolescente sonha em construir uma trajetória de sucesso independente, sem rótulos e pesos que um dia o assombraram. Confira abaixo, na íntegra, nosso bate-papo com o simpático e mega talentoso, Greyson Chance!

DMT: Sua carreira deslanchou entre 2010 e 2011, quando você tinha cerca de 12 anos. Por consequências naturais, sua voz está diferente do que era há 3 anos. Quais foram as implicações disso na sua carreira?

Greyson: Assim como todos os homens passam por um processo de mudança de voz, comigo não foi diferente. Claro que, eu estava fazendo tour promocional para um álbum que era três notas mais alto do que a minha voz naquele momento, mas eu aprendi a ajustar e a seguir com isso pelo tempo que eu podia. No novo álbum, os ouvintes estão convidados a escutar os novos tons da minha voz, baixos e altos, pela primeira vez. De certa forma, parece que estou me reapresentando para o público, mas é apenas uma pequena diferença.

DMT: No início da sua carreira, era muito comum que as pessoas comparassem você ao Justin Bieber, ainda que no contexto musical não houvessem grandes semelhanças. De alguma forma isso te incomodava?

Greyson: Nunca me incomodou no passado. Eu acho que agora que eu estou começando a apresentar meu novo álbum, que é uma criação “eletro funk”, essas comparações devem acabar desaparecendo. Naturalmente, o público e a mídia tendem a comparar novos artistas com artistas já estabelecidos. Isso já aconteceu no passado e provavelmente vai continuar acontecendo com novos artistas no futuro. Opiniões e pensamentos são subjetivos, cada um tem um diferente.


DMT: O mundo te conheceu depois de um vídeo publicado no YouTube, onde você faz um cover de “Paparazzi” da Lady Gaga. Você já se declarou um grande fã da cantora e, inclusive, já a conheceu pessoalmente. Mas o seu gosto musical não se limita só a ela. Quais são suas principais influências na música?

Greyson: Minhas influências musicais mudam constantemente. Eu sempre me senti inspirado por Prince, Freddie Mercury, David Bowie, mas mais recentemente tenho me encontrado escutando bastante Arca, M83 e a banda antiga da Bjork, The Sugarcubes. Meus gostos estão constantemente mudando enquanto eu vou evoluindo e ficando mais velho. Em termos de influência criativa, eu estou lendo bastante Hemingway no momento. O cara foi uma lenda, e uma lenda muito bem escrita.

DMT: Você já trabalhou com Miranda Cosgrove, Cody Simpson e Ariana Grande, mas nunca tivemos nenhuma parceria musical, a não ser com a cantora filipina Charice em um remix de “Waiting Outside the Lines”. No momento, com quais artistas você sonha em colaborar?

Greyson: Eu tenho que ser sincero, não tenho pensado muito sobre isso. Talvez seja egoismo da minha parte, mas eu intencionalmente não quis ter nenhuma parceria nesse LP. Eu acho que a gravação e o conceito por trás disso tudo foi tão pessoal que eu quis guardar para mim mesmo. De qualquer forma, no futuro eu adoraria entrar no estúdio com 3RDEYEGIRL, Janelle Monae e até Bruno Mars. Essas seriam algumas parcerias bem incríveis, acho. Um cara pode sonhar, né? (Risos).

DMT: É evidente que desde o seu primeiro CD, “Hold On ‘til the Night”, a sua música acompanhou a mudança da sua personalidade e o seu próprio amadurecimento. Uma característica muito forte das suas canções sempre foi a composição de letras fortes e maduras, e o single “Thrilla In Manila” já mostrou que as letras permanecem com essa característica, mas a grande surpresa da canção foi o ritmo mais enérgico e dançante. Seria essa uma prévia de “Planet X”? O que podemos esperar do seu novo álbum?

Greyson: Eu acho que o maior aspecto que os ouvintes podem se ligar, em relação a Thrilla in Manila, seria a batida funk/eletro agraciando a faixa. Nós escolhemos essa música para ser a primeira prévia do álbum porque achamos que foi a mistura perfeita para uma música pop, mas ainda assim, dando aos fãs um gostinho do álbum. O novo álbum, PLANETX, é sobre uma fusão de velhos e novos sons, com uma presença de loucura nas letras. Eu falo sobre a minha necessidade de me sentir diferente, da simplicidade e das maravilhas de uma festa em casa, e da vida de um cara que tem insônia. Eu mal posso esperar para todos ouvirem e, claro, dançarem.

DMT: Você conquistou uma base de fãs muito forte na Ásia, onde, inclusive, fez uma turnê (“Asian Tour Concert Series” em 2012). Levando em conta as características culturais tão distintas entre o ocidente e o oriente, a que você atribuí seu sucesso por lá?

Greyson: Eu diria que, uma das melhores coisas sobre a Ásia, é o amor intenso que eles tem por música. Não que esse amor não esteja presente na América do Sul, ou nos Estados Unidos, mas eles tem essa paixão por música e por arte que fica evidente em cada aspecto da cultura. Música está no orifício deles e eu acho isso verdadeiramente inspirador e bonito. É por isso que eu amo viajar para aquela parte do mundo. Mas no final das contas, eu vou sempre ser um americano que ama um bom hamburger do McDonalds. Esse sou eu (risos).

DMT: Na Copa do Mundo do Brasil você declarou seu apoio a seleção de futebol dos Estados Unidos. Você é um grande fã de esportes? E, o que você acha melhor: ser eliminado por 2-1 nas oitavas de final, ou nas semifinais por 7-1?

Greyson: Eu realmente amo Copa do Mundo! Em termos de outros esportes, eu gosto de assistir futebol (americano) e, claro, eu apoio meu time local, Oklahoma City Tunder. De qualquer forma, a Copa é tão especial para mim. Eu estou realmente orgulhoso da seleção americana por chegarem tão longe. Mas, claro, eu adoraria vê-los ainda mais distantes na competição… Talvez da próxima vez.

Rapidinhas
 
Uma série de tv: Saturday Night Live (SNL).
Uma estrela do cinema: Rooney Mara.
Sua música favorita no momento: One More, de Elliphant ft. MO.
Rede social favorita: Twitter, mas eu prefiro papel e caneta do que tecnologia.

 

DMT: E por último, mas não menos importante, gostaria de deixar uma mensagem para os seus fãs brasileiros? (Vídeo)

Fofo, né? Fiquem ligados nas redes sociais do Greyson para saber mais sobre os novos trabalhos do garoto!

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Colaboração: Raue Gudiel.

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