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Nicholas Sparks sai de seu “Porto Seguro” em novo livro. Leia entrevista do autor para o DAMMIT

Falar de amor pode ser tão desafiador quanto criar um universo único e mágico.


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  • Publicado em 19 de março de 2013

Falar de amor pode ser tão desafiador quanto criar um universo único e mágico. Afinal, é algo tão complexo e infinito quanto a própria vida. Mas, algumas pessoas parecem tão certas quanto transcendentes quando se trata de por no papel tal sentimento. Uma delas, talvez um dos melhores exemplos atuais, é Nicholas Sparks. Não é de hoje que o escritor americano de 47 anos envolve seu vasto público com histórias tão verdadeiras que até parecem diários de uma vida simpática a nossa própria. Títulos como “Um Amor para Recordar” e “O Diário de uma Paixão” consagraram Nicholas como um conhecedor do amor e das mulheres.

Seus romances atingem uma linha quase estreita, e nem se importam em beirar o clichê. Suas histórias são tão envolventes, com enredos tão macios e bem escritos, que clichê chega a nem ser importante, e até sair despercebido. Nicholas possui uma escrita atraente, que encaixa perfeitamente nos romances de seus livros. “Personagens, voz, enredo e escrita. Esses são os quatro elementos chave para uma ótima história”, diz o escritor em entrevista ao DAMMIT. E de fato, Nicholas Sparks consegue os desenvolver muito bem em seus livros, criando personagens reais e convincentes, meio a histórias empáticas e bem vívidas. Tivemos o prazer de entrevistar Nicholas, numa conversa onde o escritor falou sobre seu novo livro, “Porto Seguro”, que ganhará uma adaptação cinematográfica, com Josh Duhamel e Julianne Hough no elenco.

“Safe Haven” conta a história de uma misteriosa nova residente em uma pequena cidade. “[Katie] é conservada e reservada, mas eventualmente vira amiga de uma mulher chamada Jo e um homem chamado Alex”, adiciona Nicholas. “Mais do que tudo, ela quer por seu passado para trás… apenas para descobrir que seu passado pode voltar”, conta ele ao DAMMIT. O livro foi um avanço para Nicholas Sparks. Sua escrita soa mais moderna e madura. A envoltura da história, proposta pela ótima mesclagem entre o romance e o mistério. O passado de Katie apresenta uma chave importante na história. “Todos os elementos da história trabalham juntos; os elementos românticos; os segredos; sua amizade com Jo, assim como seu passado”. As relações entre os personagens foram escritas com muito cuidado e conseguiram apresentar uma suavidade interessante. Lemos uma linda relação ser construída aos poucos, tijolo por tijolo – focando a amizade antes do interesse amoroso em si. Aos poucos, Katie vê em Alex alguém que pode confiar e a reviravolta do livro se apresenta – quando descobrimos o passado de Katie à medida que ela se abre com Alex.

[quote]Porto Seguro foi um desafio em vários níveis. A relação entre Alex e Katie e Jo foi muito difícil de escrever, por razões que eu preferiria não revelar.”[/quote]

Nicholas nos contou como foi difícil escrever esse livro. “Uma vez que decido a história, eu tento escrever 2 mil palavras por dia por quatro ou cinco dias da semana. Isso, geralmente, dura por quatro a sete horas por dia”, conta ele. O processo de “Porto Seguro” pode ter sido um pouco mais intenso. “Foi um dos livros mais complexos que já escrevi”, adiciona o autor. Todo o trabalho posto no livro valeu apena. “Eu acho que é o meu melhor livro”, diz Nicholas. O livro “Porto Seguro”, publicado no Brasil pela editora Novo Conceito, se encontra nas melhores livrarias do Brasil. Já a adaptação cinematográfica, chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de Abril.

Confira abaixo alguma das perguntas que fizemos ao escritor.

Quando você olhar para seu primeiro livro: qual a diferença mais gritante?

Eu acredito que a diferença esteja na complexidade das histórias. Com o tempo, em ordem de fazer com que cada livro seja único e original quanto possível, eu tive que incrementar o desenvolvimento do enredo e dos personagens. “Porto Seguro”, ou até “O Melhor de Mim”, são mais complexos que “Diário de uma Paixão”.

Escrever deve ter se tornado uma parte fácil de sua vida. Com quase 20 livros publicados, todos eles grandes sucessos. Como você encontra criatividade para escrever tantas histórias?

É sempre um desafio criar histórias originais e interessantes que possam ser desfrutadas pelo público de todo o mundo. Já de como eu encontro a criatividade – essa é uma questão sem resposta. Eu não sei se qualquer autor pode responder essa pergunta. O que posso dizer é que as vezes levo meses para encontrar em mim uma história.

Paulo Coelho, um famoso escritor brasileiro sempre diz que “Escrever é como fazer amor consigo mesmo”. Qual a sua definição de escrita? Como você pode definir sua conexão entre as histórias e seus personagens?

Para mim, escrever é, em primeiro lugar, sobre honestidade: criar um universo de personagens que sejam reais, com autenticidade e vozes originais. É sobre personagens em uma história que parece poder acontecer com qualquer um, e isso inclui uma escrita que invoca uma emoção genuína.

Qual a chave para fazer o público se conectar com a história?

É sempre a mesma coisa, não importa qual o gênero: histórias fantástica que incluem personagens fortes, com vozes autênticas, um enredo interessante e uma escrita que invoca a emoção apropriada para uma certa cena ou para a história.

Como você configura o balanço entre o romance o “fundo” da história em seus livros?

Os romances requerem certos elementos, assim como o enredo. Eles funcionam em sintonia ou não funciona de forma nenhuma.

Sobre suas próprias palavras, existe um “lugar” que você não se permite alcançar?

Eu não gosto do uso de profanação, e também não escrevo sobre adultério. Eu acho isso de “Regra da Vovó”. Assim: minha avó lê meus livros, e eu não quero que ela fique chateada com o que escrevo.

Eu me lembro da primeira vez que assisti “Uma Carta de Amor”. Como foi para você ver suas próprias palavras se transformarem em imagens?

Assistir “Uma Carta de Amor” pela primeira vez foi uma experiência surreal para mim. Ver meus personagens ganharem vida na grande tela foi um frêmito. Agora, com tantos filmes adaptados, eu já não sinto mais essa emoção. Agora, eu geralmente dou o meu melhor para permanecer objetivo, sabendo que eles [produtores] irão precisar de sugestões.

Você participa, mesmo que indiretamente, da produção das adaptações cinematográficas dos seus livro?

Sim, eu estou envolvido em todo o processo, desde a desenvoltura do roteiro até a seleção de descritor e de elenco. Tecnicamente, eu agora sou produtor dos meus filmes, mas eu sempre estive envolvido.
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