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DAMMIT Entrevista: Luiza Trigo, autora de “Meus 15 anos”

Conheça a carioca Luiza Trigo, autora de “Carnaval” e “Meus 15 anos”.


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Luiza Trigo é aquele tipo de pessoa que sempre está com um sorriso no rosto. O visual, despojado, combina (e muito) com sua personalidade. Aos 25 anos, a carioca tem muito o que comemorar: Carnaval, seu primeiro livro, ficou em terceiro lugar na lista dos mais vendidos na Bienal do Livro de 2013. Seu site pessoal – lulytrigo.com – é um verdadeiro sucesso na internet. Armada com uma legião de fãs, Luly, como gosta de ser chamada, está pronta para repetir o sucesso com o lançamento de Meus 15 anos. 

Durante a Bienal do Livro 2014, Luiza esteve todos os dias no estande da Rocco autografando seus livros. Em entrevista ao DAMMITa autora de Carnaval e Meus 15 anos fala um pouquinho mais sobre suas origens e sua carreira.

Meus 15 anos; sinopse: Bia é a menina mais nerd da escola. Ela gosta de ler, jogar vídeo-game e estudar. Para as melhores amigas, Bia é a menina mais tapada – é a última a entender a piada. Para o Bruno, seu melhor amigo, ela é uma pessoa incrível. Para Jéssica, a garota insuportável da sala, Bia é trash total. Para o Tiago, o cara gato da escola, ela é meio esquisita – e se ele chegar muito perto, pode acabar queimando o seu filme. Mas a Bia quer mudar isso, e principalmente, quer conseguir a valsa da meia noite com o Tiago – e suas amigas vão bolar um plano para isso acontecer. Porém, na noite de sua festa, uma coisa acontece, algo que irá virar a vida da Bia de cabeça para baixo.

DMT: Você é formada em cinema. Qual é a sua relação com o cinema e a literatura? 
LT: Além de ser formada, eu sou cinéfila, amo ver filmes. Depois que terminei a faculdade, fiz um curso de roteiro, então procuro trazer isso para os meus livros. Hoje em dia, antes de escrever, tenho toda a história traçada como um roteiro de filme na minha cabeça. Aí, escrevo a partir disso.

DMT: Quando você decidiu que gostaria de ser escritora? 
LT: Foi depois de escrever Carnaval, meu primeiro livro. Na verdade, eu nunca pensei em ser escritora. Fiz cinema pensando que iria trabalhar como diretora. De repente, a história de Carnaval surgiu. Escrevi muito rápido, mandei para editora muito rápido, e eles gostaram da ideia muito rápido [risos]. A vida me colocou nesse caminho, entende? Me apaixonei por esse mundo,  pelo carinho dos leitores…

DMT: Desde Carnaval até agora, qual foi o momento mais marcante na sua vida? 
LT: Difícil… mas acho que ele aconteceu na Bienal do ano passado. Eu também estive por lá todos os dias, e Carnaval foi o terceiro livro mais vendido do estande da Rocco. Fiquei muito emocionada, e isso só mostrou que eu realmente estava no caminho certo. Além disso, tive uma resposta enlouquecida, sabe? Todo mundo me perguntava sobre a sequência do livro.

DMT: Como você criou a Bia? 
LT: A Bia sou eu hoje – só que mais nova. Sou nerd, viciada em jogos e filmes. Ela tem vários pontos em comum comigo.

DMT: Então, para os seus personagens, você se inspira em pessoas reais? 
LT: Sempre! Sempre há uma característica que eu me espelho em alguém da minha vida.

DMT: Em Meus 15 anos, há alguma situação que você já passou na sua infância? 
LT: Em Meus 15 anos não, mas em Carnaval sim! [risos]. Há uma cena em que a Gabi está num ônibus voltando de Porto de Galinhas com o Felipe, e os dois estão loucos para se beijar. Só que eles não podiam! Ela estava ficando com outro cara, mas eles estavam tão apaixonados… isso acontece comigo!

DMT: Você deve se lembrar da sensação de lançar o primeiro livro. Hoje, com o lançamento de Meus 15 anos, o que passa pela sua cabeça? 
LT: A sensação é bem melhor agora. Antes eu não era ninguém. Precisei colocar a cara a tapa para que as pessoas comprassem o meu livro. Agora não. Continuo batalhando, mas já tenho um público fiel que me acompanha… estou até fazendo o lançamento em dez cidades diferentes do Brasil!

DMT: E suas influências literárias? O que você gosta de ler? 
LT: Minha série favorita é Harry Potter! Sou viciada. Também gosto de Jane Austen. Devo ter lido Orgulho e Preconceito umas cinco vezes… e o filme também, ele é lindo.

DMT: Quando você está escrevendo, você gosta de ouvir música? 
LT: Depende. Em Meus 15 anos escrevi mais na tranquilidade, enquanto em Carnaval eu ouvia todo tipo de música – principalmente no final. Coloquei a música mais pra baixo possível, e chorei horrores [risos].

DMT: Qual é a sua motivação para escrever? 
LT: Eu escrevo porque gosto. Minha primeira motivação sou eu, porque estou fazendo algo que me dá prazer. Sempre gostei de contar histórias. E há o carinho dos leitores, que são maravilhosos.

DMT: Bloqueio criativo. Como você passa por isso? 
LT: A continuação de Carnaval. Simplesmente não consigo escrever… não tenho tempo, então isso acaba bloqueando as ideias. A minha rotina enlouquecida atrapalhou um pouco as coisas. E as minhas leitoras me cobram, sabe? [risos]

DMT: Você escreve para pessoas mais novas. Você se preocupa com algum linguajar na hora de criar suas histórias?
LT: Não muito. Quando escrevo, estou ali escrevendo para mim. Tento imaginar como eu teria vivido a minha adolescência. Há sim uma preocupação para que não haja um linguajar muito pesado, embora em Carnaval eu tenha soltado um pouco mais o verbo. Mas em Meus 15 anos tive mais cuidado, porque queria tentar pegar alguns leitores mais novos.

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