Taylor Swift se recria e cresce em seu novo álbum, “Red”

Estamos todos cativados pelo novo álbum de Taylor Swift, intitulado “Red”. Desde seu lançamento, menos de 24 horas atrás, o álbum já consagrou primeiros lugares ao longo do mundo e as músicas do álbum também alcançam ótimos números individualmente. Entre as várias críticas que foram postadas ao longo da semana, a opinião com certeza varia bastante. Mas qual seria então o veredito final? De lado opiniões alheias, o melhor a se dizer desse álbum é que ele veio tão polido sonoramente quanto qualquer outro trabalho de Taylor Swift.

Red é um mixer de músicas com tons diferentes, mas com uma harmonia charmosa e elegante entre si. O álbum começa com uma música que leva Taylor Swift a lugares que ela nunca foi, de forma que nunca a ouvimos antes. Depois da suavização dos tambores e do bass arejado, iniciam-se os primeiros versos de “State Of Grace”. “Andando rápido através das luzes do trânsito / Ruas cheias, Vidas cheias / E tudo que conhecemos é tocar e largar”. As entradas líricas da cantora são famosas, levando ao papel pequenos detalhes e os transformando em histórias de amor. “State Of Grace” generaliza usando metáforas inespecíficas, algo que dificilmente vemos nas músicas da cantora. Já no final da primeira ponte da música, já se prova representar um novo gênero no catálogo de Taylor.

“Red” é a música mais colorida do álbum. Literalmente falando. A música trás uma mistura de sentimentos e emoções em sua escrita – inteligentemente presunçosa, sem aquele apoio necessário. As rimas não registram tanta criatividade e a repetição da palavra “Red” fazem da música rotineira. Apesar, é uma música que vale a pena ouvir – já que as letras de Taylor conseguem ser tão nítidas e incisivas, mesmo com toda sua conotação. O refrão brinca com as cores e como cada uma representa os vários estados de um relacionamento.

A música seguinte, “Treacherous”, reforça a ambição do álbum. É suave e tem um background simples – lembrando muito os trabalhos anteriores de Taylor. “Eu farei tudo que você falar, se você falar com suas mãos”. A música é, claramente, sobre John Mayer – assim como “We Are Never Ever Getting Back Together” é sobre Jake Gyllenhaal. O trecho citado acima é uma alusão à uma das músicas de John. “Tudo que somos é pele e ossos, treinados para dar certo”.

“I Knew You Were Trouble” é uma colaboração para o superestimado do pop. O melhor da música é que é uma das poucas onde a cantora toma ação pelo mal desenvolvimento do relacionamento. Mesmo que a maturidade tenha a atingido na música, ainda assim não a torna tão fácil de se ouvir. A garota parece tão chateada quando a letra sugere, graças ao dubster. Mesmo sendo uma música pop declarada pela produção e instrumentação, Taylor Swift ainda consegue acrescentar em sua voz a vibração country.

“All Too Well” é uma das melhores composições do álbum, liricamente e melodicamente falando. Assim como em “I Almost Do”, não se pode dizer que é uma grande inovação no estilo da cantora – maior peso carregado pelo novo CD. É um resgate de todas as características sonoras passadas. Sua voz soa mais madura e ímpeta em ambas as músicas, com um timbre mais forte.

Depois de três álbuns, finalmente temos a primeira “party song” de Taylor Swift. “22” é uma das música mais divertidas do “Red”. Festejar com Taylor Swift pode ser um pouco esquisito. Desde vestir-se como hipster, zuar dos ex-namorados e se apaixonar por completos estranhos. É assim que Taylor Swift se diverte e consegue narrativas pras suas músicas de sucesso. Tão deliciosa quanto “We Are Never Ever Getting Back Together”.

Ainda na linha mais pop, Taylor canta a radiante e ingenuinamente masoquista “Stay Stay Stay”. Não é exatamente uma música forte, mas tem algo cativante nela. A posição da música – logo após “We Are Never Ever Getting Back Together” -, a faz soar como uma reflexão tardia, destacando a natureza caprichosa das garotas adolescentes e suas decisões variáveis. É como se Taylor, após dizer “Nós nunca voltaremos a ficar juntos”, reconsidera o relacionamento e acaba sedendo.

A evolução musical de Taylor, com letras e voz maduras, fica ainda mais visível em “The Last Time” e “Everything Has Changed”. “The Last Time” é um triste dueto com Gary Lightbody (Snow Patrol) em um estonteante fundo de piano com vocais pesados e graves, que dão um ritmo assombroso e desesperado à música. “Everything Has Changed” tem uma reposição elegante de guitarra, com os vocais doces e agradáveis de Taylor ancorados pela letra emotiva e harmônica de Ed Sheeran.

“Starlight”, liricamente e sonoramente falando, tem uma grande carência: soa como algo que já ouvimos muitas vezes. A música tenta soar como um dance, por isso tantos filtros. Mas a voz de Taylor não deixa.

“Begin Again” começa de forma pessoal, com um toque de elegância em sua letra e tom. “Você não gosta quando eu uso salto alto, mas eu uso”, em questão a sua altura. Ela descreve suas inseguranças enquanto brinca com um sentimento que “quebra, queima e acaba”. É a música do álbum para agradar gregos e troianos, pois trás os melhores elementos do country de Taylor misturados com aquela suave balada pop.

Red foi lançado oficialmente no dia 22 de Outubro no iTunes, nas versões standard e deluxe. O álbum já está disponível para compra no iTunes Brasil.

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Postado dia 22 de outubro de 2014

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