“Midnight Memories” representa um crescimento que não encontra o público de One Direction

Foi lançado no final do mês passado, através da Syco, o terceiro álbum de inéditas da maior boyband do mundo, One Direction. O álbum, cantado por 5 jovens adolescentes, foi apresentado como um “comeback dos anos 80″. O som realmente é mais maduro, apesar do álbum ser introduzido pela faixa “Best Song Ever”, mas dificilmente soa verdadeiro e, ainda pior, não segue o público alvo da banda.

Praticamente todas as novas músicas agregam a guitarra, desde as elétricas até as mais acústicas. Não é na letra que o álbum mostra o crescimento musical da boyband, mas sim no background e composição das melodias. Os meninos continuam com suas as letras “público livre”, que falam sobre amor, corações quebrados. “Midnight Memories” é um álbum de rock bem convincente, que facilmente prova que o gênero quebrou totalmente suas fundações.

“Diana” e “Midnight Memories”, são misturas perfeitas do pop dos anos 80 com o toque aperfeiçoado do rock alternativo atual. A faixa que dá nome ao álbum é divertida com sua guitarra desleixada e seu refrão energético.

“You & I” fortalece ainda mais o álbum como um fruto dos anos 80. A música soa muito “Bryan Adams”. E a música seguinte, “Don’t Forget Where You Belong”, consegue o toque perfeito. São músicas que conectam One Direction com um público mais maduro, mesmo que isso não seja a realidade da boyband.

“Strong” é a música que qualquer um que estiver ouvindo o álbum pela primeira vez vai passar. A faixa, com seu “strong” destacado ao fim de cada ponte, não consegue ser “forte”, mesmo com o refrão acelerado.

“Happily”, “Through The Dark” e “Story Of My Life” soam muito como “Mumford & Sons”. “Happily” tem um refrão divertido e é, sem dúvida, uma das músicas mais chicletes do álbum. “Trhough The Dark” não é tão memorável quanto “Happily”, mas é boa o suficiente para merecer um lugar na cultura folk. “Story Of My Life”, o segundo single do álbum, é a faixa mais lenta do álbum, orientada pelo violão.

“Right Now” é uma faixa facilmente reconhecida. Logo de cara, a faixa grita “One Republic” e de fato foi composta por Ryan Tedder. Assim como “You & I” e “Don’t Forget Where You Belong”, é outra faixa que alinha bem o crescimento e maturidade dos meninos.

As guitarras maciças fazem uma grande abertura na faixa tipicamente baile do começo dos anos 80 “Little Black Dress”. A faixa foi gravada totalmente ao vivo em estúdio, sem alterações. Interessante, não é?

A saudosa “Something Great” foi composta por Gary Lightbody, da banda Snow Patrol. A similaridade com as faixas da banda é grande, ainda mais o floreio da guitarra e o refrão esperançoso.

Com uma entrada de acappella, “Little White Lies” cai no pop. A faixa não seria tão boa se não fosse pelo sintetizador e percussão computadorizada. Finalizando, o álbum fecha com a faixa meia boca “Better Than Words”.

Mais uma vez, One Direction prova que eles tem muito mais “Jonas Brothers” a oferecer do que “N’Sync” e “Backstreet Boys”. Mas isso não é uma coisa ruim. Ao contrário. One Direction é uma boyband que pode agradar qualquer faixa etária dentro dessa geração e não precisa esperar décadas para se tornar relevante entre qualquer idade.

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Postado dia 10 de dezembro de 2013

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